Xico Bizerra e Dominguinhos – Luar Agreste no Céu Carirí – Forroboxote 10

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Colaboração do Xico Bizerra

OBRIGADO, ‘SEU’ DOMINGOS

Num final de tarde de Fevereiro de 2011 recebo um telefonema que, não estivesse identificado no visor do Celular, iria me parecer como alguém por Dominguinhos se passando. Era o Mestre. Solicitava-me que colocasse letra em um forró que ele estava preparando para o disco novo de uma grande cantora de nossa Música Popular Brasileira. Marcamos um encontro e passamos o dia quase que todo conversando e ouvindo ele tocar e compor, tudo de improviso, coisa que só os gênios são capazes. Como se não bastasse tamanha alegria, ao encontro também se fizeram presentes Xangai e Paulo Vanderley, este, amigo comum e profundo conhecedor da obra do Mestre. Ao invés de um forró, o Mestre me presenteou com 11 melodias com a proposta de que eu as ‘letrasse’.

frente

Fiquei a ouvir aquelas músicas, todas tão lindas e profundas, feitas de improviso, de uma só tacada. E eu me sentindo incapaz de compor à altura, temendo decepcionar quem me confiara aquela preciosidade, como antes fizera com Chico Buarque, com Djavan, com Fausto Nilo, com Gil e com tantos outros Poetas de estirpe enorme. Guardava-as, olhava-as e tornava a guardá-las.

Às vezes penso que era um gesto inconsciente de egoísmo, de querer guardar aquilo só pra mim, de não torná-las conhecidas ao mundo. O que seria um pecado, dos mais mortais. Outras vezes eu imaginava tratar-se de um brinquedo e eu, menino abobalhado com o presente recebido, sem querer estragá-lo, preservava-o egoisticamente das outras pessoas. Aquelas músicas eram jóias preciosas que não podiam ser usadas no dia-a-dia, ou um vinho temperado pelo tempo, que não devia ser bebido de um gole só. Depois que fiz as letras e da decisão de fazer o disco, veio a última e final indecisão: e agora, o que vou fazer? Depois dessa parceria exauriu-se o Poeta que havia em mim. Onde vou encontrar melodias tão bonitas, harmonias tão ricas para motivar-me a escrever letras? Acho que cheguei ao estágio mais elevado que um letrista pode chegar.

verso

Eis o disco. É uma homenagem óbvia a seu Domingos mas que estendo também ao Mestre maior de todos nós, seu Luiz Gonzaga, no ano do seu centenário. Até porque foi ele, Seu Luiz, que enxergou num distante menino chamado Nenen, integrante dos Pinguins de Garanhuns, o talento que o mundo depois veio a conhecer.

Obrigado, seu Domingos.

XICO BIZERRA, numa noite de setembro quase outubro, vendo a lua refletir-se no espelho-mar de Candeias, segredando ao mundo minha alegria pelo fazimento deste disco.

Xico Bizerra e Dominguinhos – Luar Agreste no Céu Carirí
2013 – Passadisco

01 – Senhora da Minha Alegria (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Dominguinhos e Waldonys
02 – Estrelas que se encantam (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Elba Ramalho
03 – Mil Sorrisos (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Guadalupe
04 – Sem talvez ou porem (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Adelson Viana
05 – Casa da lua Menina (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Socorro Lira
06 – Até onde a alma alcança (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Maria da Paz
07 – Pássaros de Papel (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Chris Nolasco
08 – No tempo do meu pai (Dominguinhos – Anastácia – Xico Bizerra) – Maciel Melo
09 – Tempo de Nós Dois (Dominguinhos – Xico Bizerra) – André Rio
10 – Morena cor de Saudade (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Paulinho Leite e Lêda Dias
11 – Todo Tudo e Pouco Nada (Dominguinhos – Xico Bizerra) – Tom Fil
12 – Lua Brasil (Xico Bizerra) – Dominguinhos

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 09

Colaboração do Xico Bizerra

“Candeeiros e Neons são cúmplices da luz, cada qual ao seu modo. Se um reluz menos, compensa seu menos-brilhar com o sentimento da saudade, da lembrança, do romantismo. Se mais o outro brilha, sua luz se confunde com clarões outros, tão intensos e modernos quanto a dele, difundindo-se. Mas, ao final, cumprem a mesma função de desescurecer o que claro deve estar, num terreiro do sertão ou num asfalto da metrópole.

A luz deles emanava e emana, antes e agora. O tradicional evolucionou para o moderno, com deslocamentos graduais e harmônicos, sem perder sua característica principal e sem desvirtuar o objetivo essencial do iluminar. Apenas evoluiu, transformou-se acompanhando seu tempo, modernizando-se, mas mantendo o elemento físico contra o qual se dirigem suas operações: A LUZ. O raio do novo, a luminosidade do luzente, a claridade de um sol recente depois da espessa e densa neblina da escuridão.

O Candeeiro é SIMPLES e TRADICIONAL. O Neon é MODERNO, é SOFISTICADO. Buscamos, em quase 200 horas de estúdio e com o apoio de 58 pessoas diretamente envolvidas no processo – intérpretes, compositores, músicos, técnicos, arranjadores, produtores, designer gráfico, tornar confluentes esses conceitos antagônicos, promovendo a convergência do tradicional, representado pelos ritmos nossos, com o moderno, vestindo-os com um figurino atualizado. As canções, simples e sem maiores complexidades melódico-harmônicas, plenamente entendível para qualquer ouvido, se revestem de sofisticação – sem a presunção que o termo sugere, mas consciente do cuidado na elaboração dos arranjos e nas escolhas que fizemos para a consecução de cada uma delas.

Não sei se é um disco de forró, embora alguns deles aqui estejam. Talvez melhor classificá-lo como um disco de música regional, ou, simplesmente de um disco. Só. De um disco que não envergonharia àquele a quem dedico o trabalho: TOINHO ALVES, pela competência, pelo talento e por tudo que representou para a nossa Música, além de reunir em sua obra todos os conceitos que dão sustentação a esse trabalho. Ele também era tradicional e moderno, simples e sofisticado. Por isso era tão bom, por não se render à acomodação da mesmice, ao pé fincado apenas no ontem, sem o coração no hoje, sem a alma no amanhã, sem a crença no sempre.

Aí está o CANDEIROS e NEONS. Devem ser acendidos sem preconceitos. E que a luz que deles advir resulte no despertar da importância da arte na consolidação de nossa Nordestinidade. Ontem, hoje e sempre.

XICO BIZERRA, numa noite de um quase Outubro do ano 10, vendo uma estrela passear sobre o mar do Recife, refletindo na alma de quem vê sua LUZ o desejo de que os homens sejam do bem, de que o mundo seja melhor, de que os dias sejam de paz. E será.”

Textos retirados do sítio oficial de Xico Bizerra, para mais informações, acesse: http://www.forroboxote.com.br

Xico Bizerra – Forroboxote 09
2011

01. Cores da alegria (Xico Bizerra – Maria da Paz) Irah Caldeira
02. Pano do dia um (Xico Bizerra – Maciel Melo – Zeh Rocha) Maciel Melo
03. Estrada longa (Xico Bizerra – Bráulio Medeiros) Cezzinha e Elba Ramalho
04. Santa Trindade (Xico Bizerra – André Macambira) André Rio
05. Eu e nós (Xico Bizerra – André Macambira) André Macambira
06. Hoje tem forró (Xico Bizerra – Fábio Passadisco) Silvério Pessoa
07. Ciço e Luzia – Uma opereta matuta (Xico Bizerra – Carlos Villela) Xangai e Bia Marinho
08. Festa das cores (Xico Bizerra – Maria da Paz) Cristina Amaral
09. Claridádiva (Xico Bizerra – Zeh Rocha) Geraldo Maia
10. Pise de mansinho (Xico Bizerra – Luiz Gonzaga) (Parc Póstuma) Santanna
11. Domingos (Xico Bizerra – Carlos Villela) Nena Queiroga
12. O romance do fole com a viola (Xico Bizerra) Zé Brown e Xico Bizerra
13. Noites do meu lembrar (Xico Bizerra – Carlos Villela) Carlos Villela
14. Baião das cores (Xico Bizerra – Carlos Villela) Flávio Leandro
15. O longe é perto (Xico Bizerra) Edilza Aires e Bárbara Aires
16. Olinda, Holanda (Xico Bizerra – Toinho Alves) Toinho Alves e o Quinteto Violado

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 07

Colaboração do Xico Bizerra

APRESENTAÇÃO:

XICÂNTICOS DE ALEGRIA

Ricardo Anísio

Lúdico, puro, terno, perene. Ledo encanto. Arte de fazer a emoção saltitar. Chapeuzinho Vermelho e os Sete Anões brincando de roda ao som das canções do Tio Xico, o mimetismo do camaleão que bebe a chuva. Os Irmãos Grimm e Monteiro Lobato osculando a aridez das sertanias. Xicobizerrando a passarada ouve-se o gorjear dos guris como se fossem árias da imaginação, asas dos autos compadecidos da nossa adultidade.

Xicânticos. Lá vem a boneca Emília chiqueirar o lobo-bobo. Lá vão nossas asas no túnel do tempo. Sejamos meninos, meninas, rosas, pássaros, córregos, reis e rainhas. Algodãodocicando cada nota. Eita-pau! Açúcar fura os dentes. Escovemo-nos da maleita. Façamos a colheita. Colhamos sonhos e bebamos os pingos de mel que caem deste CD. Cuidado. O que era doce nunca acabou-se. Eis aqui.

Lá vem o pirata de perna de pau, querendo casar com a Branca de Neve. O sapo não lava o pé porque não quer. Xicantigas. Loas, canção de ninar, miar, pio e pião. Quem chegar por último é o filho da roseira. O peixe vivo quer água morna no inverno. Ciranda, cirandinha. Atira o queijo no rato, e o pau no chato e na galocha.

Aqui neste disco tudo pode, tudo se deve, tudo de bom. Reaprender a cantar, brincar, ser gente. Esquecer as queixas, os cachos, os chiques. Elucide-se a trama do Tio Xico, que quer nos levar à Terra do Nunca. Pois então, vamos. Peter Pan não envelhece. Vamos ninar o coração dos que são estrelas nos céus de chumbo. Soldadinhos, barco de papel, carro de lata. Tudo vale quando a alma é alva. Xico Bizerra nos concede tudo. E tudo não precisa de muito. Basta-nos alegria, inocência e amor.

Menino Maluquinho, Mônica, Cascão, Ziraldo, Maurício de Sousa e Xico Bizerra…Lá vamos todos na bArca de Noé. Apertem os cintos: Plunct, Plact, Zum! Vamos a lugar algum. Vamos neste CDiscovoador que nos levará à Alegrilândia.

Bemvindos à Terra do Sempre!

Ricardo Anísio é Poeta, Jornalista e Escritor, autor dos Livros MPB a A a Z e Canção do Fogo, dentre outros
Setembro de 2007

INFÂNCIA LEVADA A SÉRIO

Não tem sido fácil para o povo brasileiro, fruto da confluência de matrizes étnicas tão díspares, constituir o próprio rosto, assumir uma identidade coletiva, se ver como uma gente única, consciente e orgulhosa de si.

Como juntar os múltiplos pedaços de que somos feitos? Como lutar contra as forças políticas e econômicas que nos massificam e que necessitam de homens mutilados, sem imaginação, sem criatividade e sem vida? Como fazer frente à indústria cultural que se apossa dos meios de comunicação para nos fazer engolir o produto mal acabado que nos descaracteriza? Qualquer um de nós, com um pingo de bom senso e de conhecimento, sabe como é urgente encontrar as respostas que nos devolverão a nós mesmos.

É nessa luta dramática e comovente que se engaja o meu amigo XICO BIZERRA. Faz tempo que ele mostra a cara do seu povo na música que faz. Agora, se lança a um desafio maior: produzir artisticamente para crianças. E só quem leva a infância a sério sabe das armadilhas que esperam quem se entrega a essa aventura. Muitos, seduzidos pela tarefa de ‘ensinar’, adotam um tom moralizador e professoral. As crianças bocejam enfastiadas. Outros forçam uma linguagem adocicada, diminutiva e de falsa simplicidade. As crianças torcem o nariz.

Os que trazem a chave certa sabem que o segredo é entrar no pensamento mágico com sua lógica toda própria, falando uma linguagem lúdica, desarticuladora das estruturas imobilizantes que se cristalizam no tempo. É através do sensível, do emotivo, da intuição que a criança chega ao autoconhecimento e ao mundo cultural em sua sociedade. É por aí que um povo se faz: na consciência de mundo que se assimila na infância. E esse mundo que XICO BIZERRA nos entrega é cheio de promessas de um futuro mais bonito.

Esse XICO BIZERRA, homem/menino/semente que se plenifica completamente como homem porque sabe brincar, reuniu o grupo para acompanhá-lo: as vozes brincantes de Cristiane Quintas, Nena Queiroga e Geraldo Maia, um coro de vozes infantis e instrumentistas que conhecem profundamente o chão da música nordestina. E o que nos entrega é essa riqueza de imagens poéticas, jogos verbais e rítmicos, aliterações, assonâncias, rimas, trocadilhos, personificações … tudo movido ao som de xotes, baiões, xaxados, sambas de latada … tudo muito nosso para que os pequenos aprendizes de cultura e continuadores da vida tenham orgulhos do que são e se façam, por sua vez, sementes de um país melhor.

Haidée Camelo, Professora de História da Cultura Brasileira e de Literatura Infantil da Universidade Católica de Pernambuco
Setembro de 2007

CANTIGAS DE RODA E DO SERTÃO PARA DESAVERMELHAR PEQUENOS CHAPÉUS E EXORCIZAR A MALDADE DOS LOBOS

Este trabalho tem a pretensão de utilizar a literatura infantil como ferramenta de educação e cultura, tratando a criança com inteligência e rspeito. Um dos intuitos é nela despertar o sonho de poder sonhar, de provocar uma viagem pelo universo lúdico da imaginação, mediante utilização dos poemas musicados e das próprias músicas. Todas as músicas tratam de temas ligados à natureza e ao dia-a-dia das crianças nordestinas, brasileiras.

As cantigas de roda tradicionais – todas as músicas têm como tema de abertura uma delas, são brincadeiras infantis, onde as crianças se dão as mãos, em roda, para cantá-las. As melodias dessas canções são tão marcantes que, ao ouvi-las, regressamos ao tempo bom da infância. Têm elas, também, o poder de envolver de maneira coletiva várias brincadeiras e danças. Contribuem, dessa forma, para a socialização e desinibição da criança, ao estimular o olhar frente a frente, o toque corporal, a exposição consentida. Desenvolvem, por outro lado, o senso de organização coletiva através da roda e do senso rítmico oferecido pela música e pelo movimento corporal que ela cria.

Se, de alguma forma, estivermos contribuindo para a valorização de nossa cultura regional e o engrandecimento pessoal de alunos, pais e mestres que se utilizarem de nosso trabalho como instrumento abrasileirado de educação, de aprimoramento cultural e de socialização, daremos a tarefa como bem cumprida.

Xico Bizerra, entre um pingo de chuva e um brilho de estrela, vendo a lua clarear o mar de Candeias, numa noite de Setembro de 2007.

Textos retirados do sítio oficial de Xico Bizerra, para mais informações, acesse: http://www.forroboxote.com.br

Xico Bizerra – Forroboxote 07
2007

01. Bicho (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Geraldo Maia e Cristiane Quintas
02. Lua (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
03. Água (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Nena Queiroga e Cristiane Quintas
04. Casa (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
05. Chuva (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
06. Terra (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
07. Flor (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Lívia Cavalcanti e Cristiane Quintas
08. Vento (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
09. Sol (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
10. Semente (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas e Nena Queiroga
11. Estrela (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
12. Passarinho (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 06 – Baião: do Reino Encantado do Novo Exu às Veredas do Resto do Mundo e Adjacências

Colaboração do Xico Bizerra

APRESENTAÇÃO:

“Em dia claro, dos sertões do Ceará, dos sertões de Pernambuco, de muitas léguas avista-se a Serra do Araripe. Percebe-se, inicialmente, apenas uma linhazinha azulada, de um azul mais carregado, estendida aos pés do céu. A partir desse vislumbre, e em se navegando rumo a ela, a linhazinha anilada vai engrossando, engrossando, até assumir o perfil decorativo do planalto que, silhuetado contra a linha do horizonte, interrompe o vazio da paisagem”. José Peixoto Júnior (BOM DE VERAS E SEUS IRMÃOS)

… DE TABOCA A RANCHARIA, DE SALGUEIRO A BODOCÓ …

Em 1946 foi gravado o primeiro baião, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, por 4 Ases e um Curinga, pelo selo Odeon, cuja letra dizia, “Eu vou mostrar pra vocês / Como se dança o baião …” .Desde então, sessenta anos se passaram.

Consta na Certidão de Nascimento do Baião o Araripe como sua terra natal. Não por acaso. Foi lá também que surgiu o seu Rei e inventor, Luiz Gonzaga do Nascimento. Daí, seguiu para o resto do mundo, entronchando e desequilibrando o eixo da MPB e encantando quem o ouve e quem o dança, esse que é o som mais genuinamente brasileiro que existe.

Esse trabalho é uma homenagem, singela diante da dimensão do seu inventor, que prestamos ao Baião. Mais que isso, fomos buscar no Araripe os seus intérpretes, porque eles, mais do que ninguém, são irmãos do baião.

Se perceberá, nesse disco, ao lado do instrumental básico e típico – triângulo, zabumba, agogô e sanfona, a utilização de violas, o que se justifica ante a história do Baião, que se originou da forma especial de os violeiros tocarem lundus na zona rural nordestina.

E quem quiser aprender, basta só prestar atenção …
XICO BIZERRA, outubro de 2006

Esse Baião é pra gente sorver em pequenos goles, passando a língua nos beiços e estalando, como quando se bebe uma boa cachaça, envelhecida, forte, daquelas que o sabor da cana de açúcar reflete desde o suor do canavieiro a lhe molhar a face, até o pingar pachorrento do precioso líquido nos alambiques de cobre azinhavrado.

De resto, deixe a poesia invadir sua alma na beleza dos versos que só um iluminado como o poeta Xico Bizerra é capaz de nos proporcionar.

Paulo Carvalho, Médico e Fotógrafo, em Setembro/2006

Cada época, cada tempo, cada geração e cada recanto desse mundo peculiar é rico, riquíssimo, no surgimento de novas vocações para as artes, para a exaltação do belo e para a celebração, através da transformação da realidade, da luxuriosa fartura que Natureza botou graciosamente à disposição das vistas privilegiadas de nós outros, os cidadãos do Nordeste Brasileiro.

Xico Bizerra é uma cabra malassombrado da bixiga lixa, um doido, um retratista, um cangaceiro romântico, um poeta da gota serena que entope os ares do mundo com a magnificência de suas composições, ricamente emolduradas pelas vozes que as interpretam.

É com uma felicidade inominável, com o peito cheio de alegria, que saúdo essa trajetória luminosa e mágica que vai desde o reino encantado de Novo Exu até as fronteiras do resto do mundo e adjacências!

Eita titulação da bobônica. Um manifesto de luz e de beleza, escritinho.

Vai cumprir tua sina, Xico, de botar mais beleza nesse mundo e colorir, com tuas músicas, as telas povoadas pelos homens, os cantos, os recantos, os bichos, os matos, as caatingas, as beiradas de praia e os ares dessa Nação Nordestina.

Que a Besta Fubana te bafeje sempre com Sua bem-querença.

Luiz Berto, Escritor, em Setembro/2006

Não sou capaz de identificar nenhuma nota musical (nem no papel, nem no ouvido), não toco nenhum instrumento, tentei sino quando era coroinha e mesmo assim não consegui entrar no compasso. Também não sei dançar. Mas pediu-me Xico Bizerra pra ouvir as músicas do novo disco que está finalizando e, por escrito, lhe dar uma resposta.
Como sou bem mandado, ouvi tudo na condição de velho ouvinte de rádio e ali, Xico e o rádio me transportaram para além daquela serra de onde veio este caririzeiro elegante, porte de guerreiro gaulês, com esperança e sinceridade no olhar, a generosidade transbordando num jovem coração de poeta.
O “REINO ENCANTADO DO NOVO EXU” é o clarear do relâmpago, o ribombar do trovão e a sonora das cachoeiras descendo ladeira abaixo naquele colosso do Araripe, onde tudo deságua no Crato, a nave-mãe de Xico, esse caboclo chamado baião. É nesse “REINO ENCANTADO” que a gente vai acompanhando os passos do poeta nas trilhas dos “FORROBOXOTES” da vida, onde as suas canções nos dão asas de passarinho, para contemplarmos lá de cima a “linhazinha azulada” do seu Araripe.
Generosidade, poesia, melodia, tudo sertanejamente planejado, tudo generosamente dividido com os muitos amigos artistas, e cada um vai pintando, à sua maneira, mais um quadro desse mestre, onde todos nós somos retratados com tudo que temos de mais belo.
É assim que vejo (sempre) Xico Bizerra que não imita e não se parece com ninguém, só com ele mesmo. Deus certamente não se arrependeu, por tudo que lhe deu. A nós outros, resta-nos desejar-lhe vida longa, fazendo o bem e bem fazendo o que tem feito. Valeu poeta!

Zelito Nunes, Escritor e Poeta, em Setembro/2006

Textos retirados do sítio oficial de Xico Bizerra, para mais informações, acesse: http://www.forroboxote.com.br

Xico Bizerra – Forroboxote 06 – Baião: do Reino Encantado do Novo Exu às Veredas do Resto do Mundo e Adjacências
2006

01. Sobrança de amor (Xico Bizerra) Greg Marinho
02. Jarrim de fulô (Xico Bizerra – Cicinho) Santanna
03. Cortejo de estrelas (Xico Bizerra) Sanfonéia
04. Cavalo do tempo (Xico Bizerra – Beto Hortiz) Tácyo Carvalho
05. Baião vagamundo (Xico Bizerra) Di Jesus
06. Santo São Paulo (Xico Bizerra – Maria Dapaz) Xico Bizerra
07. Matuto (Xico Bizerra) Fuá da Maravilha
08. Baião do sol escondido (Xico Bizerra – Ozi dos Palmares) Miguel Filho
09. Solnacença (Xico Bizerra – Biguá) Flávio Leandro
10. Tangendo a dor (Xico Bizerra) Joãozinho do Exú
11. Jorge da Lua (Xico Bizerra – Maria Dapaz) Joquinha Gonzaga
12. Sementeira da vida (Xico Bizerra) Maria Lafaete
13. Calendário desbotado (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Sérgio Gonzaga
14. Senhora do Crato (Xico Bizerra – Bruno Cesar) Reinivaldo Pinheiro
15. Oração do sanfoneiro (Xico Bizerra) Epitácio Pessoa
16. Cria do Araripe (Xico Bizerra) Chiquinha Gonzaga

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 05 – Alma sanfônica

Colaboração do Xico Bizerra

APRESENTAÇÃO, POR XICO BIZERRA

“No amor e na arte, os formatos aprisionam as almas”
CHICO CÉSAR

– Não, não endoideci, continuo tão loucamente são quanto sempre fui!

Assim haverei de responder a quem estranhar as razões que levaram um forrozeiro pé-de-serra, amante juramentado do xote, do baião, do arrasta-pé, da dança e do chamego bem Nordeste a se aventurar por veredas outras que não o forró. Mas fui só ali e volto já, com a graça de Deus.

É que gostando tanto, como gosto de nossa música regional (e do sertão brabo), que tem a sanfona como instrumento básico e fundamental, resolvi a ela fazer uma homenagem com este disco, exatamente pra mostrar a sua importância e ressaltar sua beleza em toda e qualquer manifestação musical, da guarânia ao blues, do chorinho ao frevo, do tango ao fox-trote. Ela está presente em todas as faixas, permeando e embonitando as melodias. Depois do disco pronto e sem que tenha havido nada premeditado, percebi que a quase totalidade das letras fala de SERTÃO ou de suas coisas. Fiquei feliz com essa minha limitação poética. Ainda bem.

À CHESF, aos músicos participantes, aos intérpretes maravilhosos e a todos que tornaram possível o sonho, nosso abraço carinhoso e a certeza de que fui só ali, mas volto já …

“Minha alma continua liberta, cada vez mais …”

XICO BIZERRA

Recife – PE, Março de 2006

APRESENTAÇÃO, POR RICARDO ANISIO

Passeio da alma sonora

Saudades dos forroboxotes? Talvez! Mas não por causa desde Alma Sanfônica, que nos alimenta a alma e o paladar musical com fartura de ritmos e plenitude poética. Xico Bizerra não atirou no que não viu, ao contrário, atirou no alvo ao qual mirou, e acertou na mosca. Dirão os puristas que ele está traindo a essência, mas, a pletora luminar deste quebra-cabeça é fácil de montar para quem tem ouvidos plugados na coração. Este CD promove a multiplicação dos pães artísticos de um Quixote irrequieto, sem medo dos moinhos da ignorância.

Entre a toada “Agreste” (musicada por Ozi dos Palmares) até “Tango Para Ela’, há claramente um elo de ligação pra lá de óbvio (diríamos até ululante) que é a Sanfona (ou Acordeão, como queiram), e o título já explicita a ‘itinerância’ melódica de Xico Bizerra, entrincheirado bravamente nos ideais estéticos, alumbrando-se sem cismas. Confesso que me assustei quando ele me falou do disco quando ainda era projeto, e que ainda fiquei embeiçado quando o escutei pela vez primeira. Sou assim, meio matuto desconfiado quando alguém migra do certo para o possível. Mas já ouvi a Sanfona na alma de tanta gente dispare. Do sueco Erik Petersen ao norte-americano Stanley Dural Jr., um no Jazz outro no Zydeco, do brasileiro Dino Rocha ao argentino Astor Piazzolla, todos têm o mesmo itinerário. Xico Bizerra bebe de Sivuca, de Dominguinhos, de Zé Calixto, bebe de Abdias e bebe de Dominguinhos. Depois bebe o mundo e o despeja neste Alma Sanfônica.

Ouça despudoradamente, canções como “Babéis de Cimento”, “Xuá”, “Léguas de Chão” e “Cantiga de Lia”. A nobreza e a coragem de um artista consiste em desafiar sua própria alma, seu rincão. Prova disso é o fato do albino Severino de Oliveira Dias, Sivuca para os não-íntimos, ter conseguido conquistar o Mundo, dirigindo-arranjando-tocando para/com estrelas tão díspares quanto Harry Belafonte e Miriam Makeba. Quem haverá de contestar a Alma Sanfônica, de Xico e de Biu? Eu é que não! Estou é me esbaldando, banhando minha alma de música.

Ricardo Anísio
(*) Crítico de Música e Pesquisador. Autor dos livros “Em Cada Canto, Um verso”, “Canção do Abismo”, “MPB de A a Z” e “100 Canções Que Marcaram a MPB” (no prelo)

Textos retirados do sítio oficial de Xico Bizerra, para mais informações, acesse: http://www.forroboxote.com.br

Xico Bizerra – Forroboxote 05 – Alma sanfônica
2006

01- Agreste (Ozi dos Palmares/Xico Bizerra) Ozi dos Palmares
02- Gosto que só (Socorro Lira/Xico Bizerra) Kelly Rosa
03- Carnavais e São Joões (Xico Bizerra) Rogério Rangel
04- Cantiga de Lia (Irah Caldeira/Xico Bizerra) Irah Caldeira
05- Babéis de cimento (Luciano Nunes/Xico Bizerra) Rosaura Muniz
06- Afrânio e Myrthes (Xico Bizerra) – Instrumental
07- Léguas de chão (Junior de Souza/Xico Bizerra) Israel Filho
08- Flor de romã (Rosaura Muniz/Xico Bizerra) Rosaura Muniz e Margot Cavalcanti
09- Olhar (Socorro Lira/Xico Bizerra) Kelly Rosa
10- Às mulheres (Maria da Paz/Xico Bizerra) Walkyria Mendes
11- Deixa (Maria da Paz/Xico Bizerra) Rosaura Muniz
12- Lua Brasil (Xico Bizerra) Irah Caldeira
13- Tango pra ela (Roberto Cruz/Xico Bizerra) Gennaro
14- Xuá (Ozi dos Palmares/Xico Bizerra) Ozi dos Palmares
15- Se tu quiser (Xico Bizerra) Cristina Amaral

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 02

Colaboração do Xico Bizerra.

“Não é Chico, é Xico.
Não é Bezerra, é Bizerra.

É o poeta Xico Bizerra, na voz de Cléo Dantas, pedindo prorrogação de xote com esse ‘FORROBOXOTE 2’, um prato preparado em fogão de quatro tijolos e grudado na goma-arábica da regionalidade.

E onde o forró é lei não existe apelação:

É RÉU CONFESSO
DOS CRIMES REBOLADORES
FESTEIROS E APAGADORES
DE PAVIO DE LAMPIÃO

CANTADO SEJA
O FORRÓ DESEMPENADO
CICERONE DE NORDESTE
ALUNO DE GONZAGÃO”
(Palavras de Jessier Quirino, dezembro de 2002)

Todas as faixas são cantadas pelo Cléo Dantas, participações especiais de Maciel Melo na faixa “Se tu quiser” de Xico Bizerra; e de Irah Caldeira na faixa “Pr´aquele que vem” de Xico Bizerra e Luciano Nunes.

Direção Musical e Arranjos – GENARO
Produção Executiva – XICO BIZERRA
Gravado e Mixado em Nov e Dez 2002 na GUSDEL

Músicos:
Sanfona – GENARO
Baixo – TONINHO TAVARES
Percussão – RAMINHO
Bateria – WELLINGTON
Guitarra – LUCIANO MAGNO
Violão de 7 Cordas e Cavaco – BOZÓ
Bandolim – ADALBERTO CAVALCANTI
Backvocal: – GENARO, WALKYRIA e DORA

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Xico Bizerra – Forroboxote 02
2003

01. Pr´aquele que vem (Xico Bizerra – Luciano Nunes)
02. Tangendo a dor (Xico Bizerra)
03. Se tu quiser (Xico Bizerra)
04. Pararlindo (Xico Bizerra)
05. Parabom entendedor (Xico Bizerra)
06. Água, amor (Xico Bizerra)
07. Forró chorado (Xico Bizerra)
08. Sem-vergonhar mais eu (Xico Bizerra)
09. Papel passado (Xico Bizerra)
10. Candeeiro apagado (Xico Bizerra)
11. Caboclo de fé (Xico Bizerra)
12. Poço de solidão (Xico Bizerra)
13. Canção de ninar (Xico Bizerra)
14. Carnavias e São Joões (Xico Bizerra)
15. Prosa no batente (Xico Bizerra)

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 01

Colaboração do Xico Bizerra

“Sertão, sertões, vários há, basta senti-los:
há o sertão dos que não foram e o dos que regressaram,
atraídos pela saudade do luar,
do cheirinho da terra, da brisa amena da noite;
há o sertão da macambira, do xique-xique, do mandacaru,
plantas espinho/flor que acariciam
agrestinamente o coração grande do sertanejo;
há o sertão que contradiz e desmitifica
a crueldade que alguns erroneamente enxergam
habitar solitária no meio da mata rala;
há o sertão da alegria, do povo feliz,
que vai ao forró e dança até que a lua, cansada,
ceda seu lugar ao sol.
Esse o sertão que sinto, múltiplo, plural e singular;
não apenas bonito, sobretudo belo.”

Todas as músicas cantadas por Serginho Luz e Nico di Pádua, participação especial de Maciel Melo na primeira faixa “Medo da solidão” de Xico Bizerra, gravado e Mixado no estúdio GUSDEL entre Setembro e Dezembro de 2001.

Músicos:
Sanfona – Zé Bicudo
Contra-Baixo: Rogerinho
Guitarra/Violão: Toni Belo
Percussão e Voz: Serginho Luz
Violão e Voz: Nico di Pádua
Pandeiro: Jorge

Para conhecer mais sobre o poeta Xico Bizerra, acesse http://www.forroboxote.com.br

Xico Bizerra – Forroboxote 01
2002

01. Medo da solidão (Xico Bizerra)
02. Todo forró bom tem (Xico Bizerra)
03. O cheiro do cangote dela (Xico Bizerra)
04. Coração @ com você (Xico Bizerra)
05. Renda, amor, bala e xaxado (Xico Bizerra)
06. Último xote em Paris (Xico Bizerra)
07. Esperando a felicidade (Xico Bizerra)
08. Cabra dançador (Xico Bizerra)
09. Nega (Xico Bizerra)
10. Prosopopéia flácida para acalantar bovinos (Xico Bizerra)
11. Anjo malandro (Xico Bizerra)
12. Torneirinha do céu (Xico Bizerra)

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 8 – Com a sanfona agarrada no peito

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Colaboração do Nilson Araújo, da Sala Nordestina de Música.

“Neste disco temos a pretensão de homenagear, modesta, mas sinceramente, o Rei Luiz e seus discípulos, seus seguidores. Trata daqueles que, a seu exemplo, grudam a sanfona no peito que nem a mulher amada, junto ao coração, e dela recolhem as notas plantadas no fundo do âmago e adormecidas no teclado da sanfona, ensinando-as os rumos da melodia, harmonizando-as pelo fio condutor da paixão.

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De Sivuca a Chico de Odete, de Severino de Zé do Ubaldo a Dominguinhos, de Osvaldinho a Zé Calombo da Paraíba, nossa gratidão pelo bem que fazem ao sertanejo no resfolegar do fole, enchendo a carroceria da alma do povo de alegria, arejando com ventos aracatis as boléias dos corações e amenizando a saudade de quem, longe do seu torrão, pra lá se transporta na ‘escutação’ das teclas e baixos da sanfona. O aguamento do terreiro dos olhos, inevitável nesses momentos, é lágrima da boa, como diria o Poeta.

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A eles todos que, ao gonzaguearem um xote ou um baião, banham a todos nós de emoção e bem-aventurança, devemos ser gratos pela belíssima arte do tocar. E a ele, ‘seu’ Luiz, Pernambucano dos séculos, inspirador-mor e muso de todos aqueles que se orgulham de ser forrozeiros, pela nobreza da causa, nossa modesta homenagem e sincera reverência.

XICO BIZERRA, numa noite de Novembro/08, escutando uma sanfona entre o brilhar da lua em sol maior e o faiscar de uma estrela sustenizada em fá, refletidas no mar azul de Candeias.”

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Xico Bizerra – Forroboxote 8 – Com a sanfona agarrada no peito
2009

01 -Poema: Sustenidos e Bemóis (Hom.ao sanfoneiro desconhecido) Xico Bizerra
(Xico Bizerra)
02 -Oração do sanfoneiro (Hom. aos sanfoneiros) Irah Caldeira
(Xico Bizerra)
03 -Lua Brasil ( Homenagem a Luiz Gonzaga) Dominguinhos
(Xico Bizerra)
04 -Canção adomingada ( Hom. a Dominguinhos) Santanna, o cantador
(Beto Hortis e Xico Bizerra)
05 -Fruto Severino ( Hom. a Sivuca ) Flávio José
(Ozí dos Palmares e Xico Bizerra )
06 -Xote azul ( Hom. a Oswaldinho do acordeon) Geraldo Maia
(Ozí dos Palmares e Xico Bizerra )
07 -Sanfona da alegria ( Homenagem à Sanfona) João Cláudio Moreno
(Sérgio Gonzaga e Xico Bizerra )
08 -Fulô melodia ( Hom. a Flávio José) Flávio Leandro
(Bráulio Medeiros e Xico Bizerra)
09 -Gennarando ( Homenagem a Gennaro) Maciel Melo
( Xico Bizerra )
10-Pararlindo ( Hom. a Arlindo dos 8 baixos) Nádia Maia
( Xico Bizerra)
11-Maria forró ( Hom. à mulher sanfoneira ) Terezinha do acordeon
( Roberto Cruz e Xico Bizerra )
12-Fole bicudo ( Hom. a Zé Bicudo ) Petrúcio Amorim
( Xico Bizerra)
13-Mestre de um brejo distante ( Hom a Camarão ) Gennaro
( Gennaro e Xico Bizerra )
14-Pontas de rama ( Hom. aos novos sanfoneiros) Ébano Nunes e Beto Hortis
( Bráulio Medeiros e Xico Bizerra )
15-Canção adomingada a a canção( Hom a Dominguinhos ) Liv Moraes
( Beto Hortis e Xico Bizerra )

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 04 – Cantadores da nação de Seu Luiz

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Colaboração do Nilson Araújo, da Sala Nordestina de Música.

“Tentar homenagear Gonzagão é mais perigoso do que navalha amolada na mão de barbeiro míope. Isto porque qualquer reverência que se preste ao Rei do Baião, por maior que seja, ela será sempre muito pequena ante a grandiosidade de sua obra, à imensidão de seu perfil artístico, como cantor, como instrumentista, como homem, reconhecido do Oiapoque à Baixa da Égua, da Caixa-Prego ao Chuí, do Exu ao Mundo. Mas mesmo assim e modestamente, ousei fazê-lo, emboramente tenha me dado um esfriamento espinha abaixo, pela responsabilidade.

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Como não sou besta – embora dele possa até ter a cara, botei os pés na carreira, feito sangria desatada, fui na bodega de prateleiras sortidas de talento e enchi balaios e caçuás com grandes cantadores dessa Nação Nordeste, a eles entregando um pote cheio de canções: a cada tibungar do caneco, a acontecência de xotes, baiões, todas, arrasta-pés e sambas de latada. Em alguns casos, além de malinar as palavras, babosear os motes e escruvitiar as rimas, atrevi-me a melodiar versos. Noutros, para a felicidade de todos e o bem geral do forró, tive a sorte de contar com parceiragens honrosas na do-re-mi-zação dos meus poemas: afago especial para Maria Dapaz, Flávio Leandro, Genaro, Bruno César e Ozi dos Palmares, parceiros musicais e afetivos, hóspedes do meu peito, do lado esquerdo. Como serviço que se preza só presta se for bem feito, convoquei uma seleção de tocador arretada: capitaneada por Mestre Genaro, se achegaram Quartinha, Raminho, Toninho, Wellington, Apolo, Adelmo, Bozó, Chico Botelho, Egildo, Dora e Walkyria. Não bastasse o enxerimento, convidei o Quinteto Violado e eles aceitaram. Esses músicos, todos eles, são vizinhos parede-e-meia dos cabras citados ne’stante, dentro do meu coração.

O disco taí: agora, resta a escutação. Espero que gostem, como eu gostei. Da primeira vez que o bicho bateu nas minhas oiças, ainda demo e antes de ir pra maternidade pra ser parido ‘de vera’, o terreiro dos meus ‘ói’ foi aguado a cada faixa; só que eu sou suspeito: tenho pelos músicos, pelos intérpretes e pelos parceiros um respeito muito grande, só menor do que o bem que quero a todos eles; pelo homenageado, mais que isso, tenho idolatria, pelas carradas de alegria transportadas na carroceria de sua alma, subindo e descendo os pés-de-serra da vida para acarinhar e sertanejar as boléias dos corações matutos.

Dedico este disco a ‘seu’ Luiz e a todos os irmãos do forró, que com fé e luta juntam suas mãos às minhas na guerrilha da paz, empunhando punhais de amor e fuzis de alegrias mil para preencher as trincheiras das nossas almas com forró, emoção e bem-querença das grandes.
XICO BIZERRA, em Dezembro de 2004″

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Xico Bizerra – Forroboxote 04 – Cantadores da nação de Seu Luiz
2005

01 -Romeiros do destino- (Xico Bizerra) Israel Filho
02 -Pérolas de algodão-(Ozi dos Palmares/Xico Bizerra) Paulinho Leite
03 -Baião vagamundo-(Xico Bizerra) Flávio José
04 -Musa-(Genaro/Xico Bizerra) Dominguinhos
05 -Oração do sanfoneiro-(Xico Bizerra) Santanna, o cantador
06 -Bom de prosa-(Maria da Paz/Xico Bizerra) Petrúcio Amorim
07 -Farelim de nada-(Xico Bizerra) Maciel melo
08 -Chão dos amantes-(Maria da Paz/Xico Bizerra) Rogério Rangel
09 -Oceano do querer-(Maria da Paz/Xico Bizerra) Jorge de Altinho
10-Oferendar-(Flávio leandro/Xico Bizerra) Flávio Leandro
11-Toró de alegria-(Maria da Paz/Xico Bizerra) Joquinha Gonzaga
12-Esconderijo do amor-(Genaro/Xico Bizerra) Genaro
13-Fazedeira do amor-(Maria da Paz/Xico Bizerra) Anchieta Dali
14-Menina Bonita-(Bruno Cesar/Xico Bizerra) Ivan Ferraz
15-Aroma de alegria-(Xico Bizerra) Alcymar Monteiro
16-Lua Brasil-(Xico Bizerra) Quinteto Violado

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 3 – Mulheres Cantadeiras de uma nação chamada Nordeste

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Colaboração do Nilson Araújo, da Sala Nordestina de Música.

“O que posso te informar é que hoje, na região, Xico Bizerra é uma unanimidade em termos de compor. A maioria da comunidade, forrozeira ou não, gravou composições dele, inclusive Elba Ramalho no seu mais novo trabalho, como ‘Se tu quiser’ (Que já tem mais de 90 regravações) e ‘Oferendar’, de Xico e Flávio leandro.

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Xico Bizerra é cearense, radicado em Pernambuco, verdadeiro discípulo de Gonzagão, criador do projeto Forroboxote, em que cantores de renome, ou não, participam do
seu trabalho. Escute o CD e tire sua conclusão.
Eita poeta da bixiga lixa de bom!”

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Xico Bizerra – Forroboxote 3 – Mulheres Cantadeiras de uma nação chamada Nordeste
2004

01- Passarim João – (Xico Bizerra) Bia Marinho
02- Pé de saudade – (Xico Bizerra/Adalberto Cavalcanti) Marinês
03- Cochicho – (Xico Bizerra/Anchieta Dali) Kelly Rosa
04- Lua Brasil – (Xico Bizerra) Irah Caldeira (Part. esp. Dominguinhos)
05- Cobertor de estrelas – (Xico Bizerra/Adalberto Cavalcanti) Maria da Paz
06- Espinho e flor – (Xico Bizerra e Maria da Paz) Angela Luz
07- Pores de sol – (Xico Bizerra/Flávio Leandro) Walkiria Mendes
08- Do outro lado da rua – (Xico Bizerra/Anchieta Dali) Nádia Maia
09- Vou deixar não – (Xico Bizerra) Socorro Lira
10- Céu de balão – (Xico Bizerra/Luciano Nunes) Amelinha
11- Você não quis – (Xico Bizerra/Luciano Nunes) Sinfonéia Desvairada
12- Minha pintura – (Xico Bizerra) Nena Queiroga
13- Seu Amadeu – (Xico Bizerra) Joana Angélica
14- Mil colibrís – (Xico Bizerra) Sevi Nascimento e Rosaura Muniz
15- Crato, Araripe, Assaré – (Xico B./A.Cavalcanti) Chiquinha Gonzaga
16- Chorinho do Sanhaçu – (Xico Bizerra/Arlindo dos 8 baixos) Dalva Torres

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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