Trio Nordestino – Somos nós

Colaboração de Francisco Edvaldo Silveira, de Morrinhos – CE, as capas são minhas. Esse é o ante-penúltimo LP do Trio, na época com a formação, Coroné, Genário e Cobrinha.

O repertório é composto por várias regravações em pot pourris, além das inéditas, todas elas, músicas de autoria de medalhões, como Antonio Barros, Cecéu, João Silva, Onildo Almeida, Zinho, Jorge de Altinho e Petrúcio Amorim, entre outros.

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Arranjos de Genário, participação especial de Marinês na faixa “Tributo a um rei” de autoria da Cecéu, música em homenagem ao Gonzagão que falecera no ano anterior a esse álbum. Além dessa homenagem, tem também o pot pourri com sucessos do rei “Baião da garoa – Pau-de-arara – Algodão”, que como vários artistas da época, gravaram suas despedidas nos álbuns de 1990.

Depois desse álbum o Trio lançou mais dois LPs com Genário na formação e ficou alguns anos sem gravar até voltar com um novo trabalho, lançando o CD “Xodó do Brasil”, já com o sanfoneiro atual, Beto Souza, em 1997.

Trio Nordestino – Somos nós
1990 – Copacabana

#01.

  • Naquele São João (Antonio Barros)
  • Brincadeira na fogueira (Antonio Barros)
  • É madrugada (Cecéu)

#02. Sobejo de beijo (Cecéu)
#03. Sanjuando (João Silva – Zé Mocó – J. Freitas)
#04. Nó de amor (Carlos Pita – Gereba)
#05.

  • Baião da garoa (Luiz Gonzaga – Hervê Cordovil)
  • Pau-de-arara (Guio de Morais – Luiz Gonzaga)
  • Algodão (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)

#06. Dose certa (Genário)
#07. Tributo a um rei (Cecéu) Participação especial: Marinês
#08.

  • Último pau-de-arara (Venâncio – Corumba – José Guimarães)
  • Paulo Afonso (Gordurinha)
  • Cheguei agora (Beira mar, beira do rio) (Juracy Alcantara – José Gomes Filho)

#09. Bichim que rói (Onildo Almeida)
#10. Pão e mel (Jorge Silva do Recife – Petrúcio Amorim)
#11. Sabor de suar (Zinho – Coroné)
#12. Querendo chorar (Jorge de Altinho – Cobrinha)

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Cézar do Acordeon – Chegou o tocador

Um disco predominantemente instrumental, que mostra, em harmonias complexas e belas melodias, toda a virtuosidade do acordeonista cearense Cézar do acordeon.

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O disco tem apenas três faixas cantadas, são elas “Destinos Cruzados” de Abianto, “Rosa Maria” de Jardel Pinheiro e “Morena menina de Abianto e Anastácia.

Arranjos, sanfonas e direção musical do próprio Cézar do acordeon, ou Ceza, como se intitula nesse disco. Baixo e guitarras de Lau e percussões de Chica Brother. Uma curiosidade interessante é que “Nas quebradas do sertão” é o nome do selo pelo qual esse disco foi lançado.

Cézar do Acordeon – Chegou o tocador
1992 – Nas quebradas do sertão

#01. Nocaute (Abianto)
#02. Caiçara (Abianto)
#03. Chegou o tocador (Zé Paraíba)
#04. Matuto apaixonado (Abianto – Joãozinho dos oito baixos)
#05. Destinos Cruzados (Abianto)
#06. Tempero pra camarão (Abianto)
#07. Farinha seca (Abianto)
#08. Rosa Maria (Jardel Pinheiro)
#09. Lembrando Marcolino (Zé Marcolino)
#10. Jangadeiro (Abianto – João Bá)
#11. Morena menina (Abianto – Anastácia)
#12. Coração machucado (Abianto)

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Anastácia – É só pena que voa

Separei esse disco da Anastácia pra publicar por causa de uma música, o que não tira o brilho das demais músicas do álbum, que foi muito bem produzido por sinal. A música é uma belíssima composição de autoria do Gilberto Gil, é ela “De onde vem o baião”.

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Infelizmente não são todos os álbuns que trazem uma ficha técnica, com o nome dos músicos que participaram das gravações, enquanto isso nós vamos pescando informações nas falas presentes nas músicas. Como a guitarra de Heraldo do Monte e a sanfona de Dominguinhos.

Direção musical de Dominguinhos, o repertório passa por vários ritmos, como forró, xote, xaxado, baião, ciranda, carimbó, entre outros. Destaque para “O bom tocador” e “Lá vai forró” ambas de Anastácia e Dominguinhos.

Anastácia – É só pena que voa
1977 – Arlequim

#01. É só pena que voa (Anastácia)
#02. O bom tocador (Anastácia – Dominguinhos)
#03. De onde vem o baião (Gilberto Gil)
#04. Lá vai forró (Anastácia – Dominguinhos)
#05. Brincadeiras de criança (Anastácia)
#06. Bicho da seda (Anastácia – Dominguinhos)
#07. Inaê (Anastácia – Dominguinhos)
#08. Eu e tu (Gereba – Tuzé)
#09. Ciranda à beira mar (Anastácia)
#10. Jogo de amor (Anastácia)
#11. Ora essa! (Chico Anisio – Dominguinhos)
#12. Vício gostoso (Anastácia)

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Dominguinhos – Isso aqui tá bom demais

Esse é um dos primeiros LPs do Dominguinhos que comprei, foi lá no sebo do Amadeu, um senhor com quem eu conversava bastante enquanto garimpava pilhas e pilhas de discos, foram muitas conversas informais nas quais eu adquiri diversos discos por preços honestos e aprendi várias coisas sobre música e sobre a cultura brasileira em geral.

“Um músico é a síntese de diferentes elementos como talento, inspiração, força de vontade, perseverança e oportunidade. Uma mistura que resulta em arranjos e harmonias. No caso de Dominguinhos, essa composição surgiu a partir da origem Nordestina, na luta por uma vida digna, do temperamento calmo e da disposição em assimilar novas informações. A isso juntaram-se os temperos brasileiros tradicionais, as pitadas de sonhos modestos que habitam o mundo do povo.” (Trecho retirado do sítio oficial)

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Participações especiais de Chico Buarque na faixa título “Isso aqui tá bom demais”, de Luiz Gonzaga na música “Numa sala de reboco”, e de Sivuca e Chiquinho do acordeon na faixa instrumental “Nilopolitano”.

Produção executiva de Oséas Lopes, arranjos e regência de Chiquinho do acordeon, sanfonas de Dominguinhos, Sivuca e Chiquinho do acordeon, violão de José Carlos, baixo de Luisão, zabumba de Francisco Nonato, guitarra de Zé Menezes e ritmo de Manoel Serafim e Hermelinda Lopes. Destaque para “Anjo da guarda” de Dominguinhos e Nando Cordel.

Dominguinhos – Isso aqui tá bom demais
1985 – RCA

#01. Isso aqui tá bom demais (Dominguinhos – Nando Cordel)
#02. Amigo velho tocador (João Silva – Zé Mocó)
#03. Numa sala de reboco (José Marcolino – Luiz Gonzaga)
#04. Forró com gosto de pecado (Dominguinhos – Guadalupe – Nando Cordel)
#05. Anjo da guarda (Dominguinhos – Nando Cordel)
#06. Seu amor é tão gostoso (Dominguinhos – Nando Cordel)
#07. Forró do quem quer (Antonio Barros – Oseinha)
#08. Pra fungar e poeirar (João Silva – Maranguape)
#09. Nilopolitano (Dominguinhos)
#10. Rolo da moenda (Luiz Guimarães – Pássaro Triste)
#11. Te faço um cafuné (Zé Carlos)
#12. Salão de barro batido (José Marcolino)

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Boicote arbitrário

Na última sexta feira, sofremos um boicote inapelável do pessoal que oferecia o serviço de hospedagem do Blog para o Forró em vinil. O que mais nos incomodou foi a absoluta falta de diálogo e o fato de nenhum canal de comunicação ser oferecido para que pudéssemos reclamar.

Sem nenhuma explicação ou notificação, tiraram nosso Blog do ar. Segundo a mensagem deles, nós violamos os termos de serviço, mas pelo que ficamos sabendo, é uma caça as bruxas.

Felizmente conseguimos voltar ao ar, com todo o conteúdo anterior e esse baque nos fez ter mais vontade ainda de publicar os LPs, e assim, perpetuar o forró autêntico, faceta importante da música popular brasileira.

Devemos esse breve retorno ao amigo Zeca, do Loronix, que gentilmente nos ajudou a fazer essa transição. Coincidentemente, o blog Loronix foi o blog que nos inspirou a criar o Forró em vinil.

Valeu Zeca!!!

Texto – Você realmente sabe o que é o Forró?


Lá estava eu navegando pela rede, quando encontrei esse texto do Zé da Flauta:

“Há quem queira acreditar que a palavra forró vem do inglês “for all” (para todos). Tudo bem, quem quiser acreditar que acredite, mas pra mim isso é conversa pra boi dormir.”

“Há quem queira acreditar que a palavra forró vem do inglês “for all” (para todos). Tudo bem, quem quiser acreditar que acredite, mas pra mim isso é conversa pra boi dormir. Só falta dizer que foram os ingleses que inventaram o forró.

Quando eles chegaram ao Brasil, com a Great Western, para construir estradas de ferro, no início do século XVIII, o forrobodó já existia, assim como o pagode, o samba e o arrasta-pé – que eram expressões para designar as festas populares movidas à música, dança e aguardente. O forrobodó, por ser uma palavra nascida no Nordeste, foi que deu origem à palavra forró. O primeiro registro data de 1733, num jornal chamado O Mefistófolis (o satanás), no número 15: “Parabéns ao Dr. Artur pelo grande forró realizado em sua casa…” .

A construção das estradas de ferro no Nordeste deu origem, também, a algumas palavras do nosso vocabulário como baitola, que vem de bitola; sulipa (“dei uma sulipa nele”), vem de sliper (dormente) e algumas outras que não me recordo agora.

O forró também não é um gênero de música, como muitos acham. Se observarmos um disco de forró, por exemplo, vamos encontrar vários gêneros musicais como côco, xote, xaxado, marchinhas, baião etc. Forró é o coletivo da musicalidade popular do nordestino, a junção da música que vem da sanfona, da zabumba e do triângulo, originalmente, com a cachaça e a dança. Se você diz: “vai ter forró lá em casa”, todo mundo vai ficar sabendo que a festa vai ser legal.

Vários artistas fizeram e fazem sucesso cantando e tocando essa música alegre e contagiante: Luís Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Almira Castilho, Marinês e sua Gente, Trio Nordestino, Jacinto Silva, Toinho de Alagoas, Biliu de Campina, Edmílson do Pífano, Dominguinhos, Cascabulho, Elba Ramalho etc. E vão surgir muitos outros, pois o forró é uma música verdadeira, que fica.

Entra moda, sai moda e o forró tá lá (não confundir com o forró brega que vem do Ceará como Mastruz com Leite, Cavalo de Pau e outras do gênero – que só tem o mérito de empregar vários músicos, bailarinos e técnicos num show de puro entretenimento).

Pra mim, o forró mais gostoso de se ouvir é o pé-de-serra instrumental; cada vez mais raro, pois nos lugares aonde chegava para fazer shows Luiz Gonzaga era muito procurado por sanfoneiros os quais, pra mostrar serviço, tocavam Tico-Tico no Fubá, Brasileirinho e outras similares, cheias de notas e de difícil execução. Seu Luiz olhava pra eles e dizia: “Sanfoneiro que não canta, não ganha dinheiro nem mulher”. Essa postura influenciou muitos músicos bons. Dominguinhos é um exemplo. Pra mim isso é errado, pois esses instrumentistas tocam bem, mas cantam mal.

Por outro lado, há aqueles que ainda dão mais ênfase ao forró instrumental quando gravam um disco. É o caso do grande sanfoneiro Duda da Passira. É comum nos discos de Duda encontrar apenas uma música cantada (normalmente, a última); todas as outras são instrumentais. Quando produzi o disco de Edmílson do Pífano, tive o cuidado de não o deixar cantar. Minha intenção era mostrar ao público a sua verdadeira arte: o dom de tocar aquele canudinho de bambu.

Grande parte da sociedade ainda não assimilou o forró. Acham que é música de pobre, de gentinha, que sanfona é instrumento de cego e coisas assim. Porém, não sabem o que estão perdendo. O forró é a dança mais sensual que já vi em minha vida. Aquele bate-coxa enlouquece qualquer um; a música é alegre, ritmada e contagiante.”

* Zé da Flauta é músico, produtor e coordenador musical da Fundação de Cultura Cidade do Recife (Fonte)

CD – Benício Guimarães – Dialeto cultural

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Esse é o terceciro CD da colaboração do Zé Neto, agora esperamos pelos vinis…. Esse CD foi gravado em 2007 e tem a particularidade de não ter sido lançado. Seguindo a tendência, Benício nos autorizou a divulgar seu trabalho de 2007, mesmo que, com isso, diminua a probabilidade de conseguir lançá-lo por uma gravadora.

Produção de Tiziu, assistência de produção, coordenação artística e percussões de Zé Neto, as sanfonas gravadas pelo próprio Benício e pelo Olivinho, baixo de Carlinho e guitarra de Valmir Neto.

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A temática das composições é bastante particular, retratando o que se passava na vida do autor com o decorrer do tempo e dos anos, a cada produção, a cada disco. Nesse CD não é diferente, desde músicas com temáticas religiosas até as que falam sobre o amor.

Benício Guimarães – Dialeto cultural
2007

01 Isso é o que é o sertão (Benício Guimarães)
02 O apocalipse (Benício Guimarães)
03 Raio de luz (Benício Guimarães)
04 O avô de Deus (Benício Guimarães)
05 As árvores tem vida (Benício Guimarães)
06 Mancha de baton (Benício Guimarães)
07 Minha oração (Benício Guimarães)
08 Alegria do vaqueiro (Benício Guimarães)
09 Tiro o chapéu pra Deus (Benício Guimarães)
10 O colibri (Benício Guimarães)
11 Tributo ao vaqueiro (Benício Guimarães)
12 Guerreiro andante (Benício Guimarães)
13 O povão concorda (Benício Guimarães)
14 Gostinho de sal (Benício Guimarães)
15 Forró blues (Benício Guimarães)

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CD – Zé Calixto – Poeta da sanfona

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Recebemos essa colaboração do DJ Sérgio Feijó, do Rio de Janeiro – RJ. Um belíssimo trabalho do Zé Calixto, comprovando que é incontestavelmente a referência quando se trata de Fole de 8 baixos.

“O sanfoneiro e compositor Zé Calixto, nascido José Calixto da Silva no dia 11 de agosto de 1935, em Campina Grande, na Paraíba, saboreou a infância junto aos seus nove irmãos nos bailes animados pelo pai João de Deus, conhecido como Seu Dideu na vizinhança. A paixão pelo instrumento veio aos oito anos, quando o filho do sanfoneiro com a dona de casa Maria Tavares, aprendeu a tocar sozinho o fole de oito baixos do pai.” (Trecho inicial do texto dee Monica Ramalho, extraído do encarte)

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O álbum inicia as comemorações de 50 anos de carreira do músico, como estreou nas rádios recifenses em 1959, no ano que vem ele completará meio século de vida artística.

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Participações especiais de Dominguinhos, no Pout-pourri da terceira faixa, de Nicolas Krassic na primeira faixa, “Forró do Mengo” e de Valter 7 cordas na música “Rosa”, que encerra o disco.

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Produção de Guilherme Maravilhas, Co-produção de Carlinhos Calixto, Durval Pereira nas percussões, Ubiratan no cavaquinho e Eron Lima no acordeon.

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Todas as músicas estão um espetáculo, pra quem gosta de dançar agarradinho, esse disco é um prato cheio.

Zé Calixto – Poeta da sanfona
2008

01 Forró do Mengo (Dominguinhos – Anastácia)
02 Tô aqui pra isso (Bastinho Calixto)
03

  • Vamos chegar pra lá (Zé Calixto – Sebastião Rodrigues)
  • Só pra assanhar (Zé Calixto)
  • Sai do sereno (Onildo Almeida)

04 Eu quero é sossego (K-Ximbinho)
05 Pé-de-serra (Luiz Gonzaga)
06 Homenagem à velha guarda (Sivuca)
07 Forró em Camandatuba (Truvinca)
08 Bossa nova em 8 baixos (Zé Calixto)
09 Meu pai toca isso (Manoel Serafim – José Guimarães)
10 Tudo azul (Orlando Silveira – Esmeraldino Salles)
11 Num bate papo (Índio do cavaco – Zé Calixto)
12 Rosa (Pixinhguinha)

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Eugenio Bispo – Sua foto colorida

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Essa é uma colaboração do Magrão, se dependesse da capa, difícilmente qualquer forrozeiro se interessaria por esse disco. Com esse chapéu, eu imaginaria que o artista se dedicava a qualquer outro estilo musical, mas nunca ao forró. Para dirimir todo esse pré-conceito, ai vai um belo disco de forró autêntico e muito balançado.

Creio que a melhor forma de se descobrir esses artistas menos conhecidos e com capas que não remetem diretamente ao forró, é observar os produtores, compositores e músicos que participaram da gravação. Neste disco a dica pode ter vindo a partir do nome de dois músicos conhecidos, Henauro gravou os acordeons e Castanheira as zabumbas.

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Imagino que o álbum seja da década de 1980, mas infelizmente a data não foi impressa nele, nem nas capas e nem nos rótulos. Todas as músicas são bem dançantes, o álbum registra vários ritmos que compõem o forró, a faixa título me agradou bastante “Sua foto colorida”, do próprio Eugênio Bispo.

Eugenio Bispo – Sua foto colorida
Cariri

01 Deu a droga a outro (Eugenio Bispo – Adilson Bitencourt)
02 Sua foto colorida (Eugenio Bispo)
03 Vamos festejar (Eugenio Bispo – Jorge Paulo)
04 Vim do interior (Eugenio Bispo)
05 É madrugada (Eugenio Bispo)
06 Caçulinha sem sanfona (Eugenio Bispo – Treinador)
07 Nossa gafieira (Eugenio Bispo – Aquiles)
08 Você vai eu vou (Eugenio Bispo)
09 Forró em Tatuapé (Eugenio Bispo – Edilson Bispo)
10 Forró do Reizinho (Eugenio Bispo – Sylvano Alves)
11 Saudade de Palmares (Eugenio Bispo – Dino Silva)
12 Forró dos artistas (Eugenio Bispo)

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Jackson do Pandeiro – São João no brejo

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Esse veio do fundo do baú, Lourenço Molla, músico, pesquisador, amigo e irmão da “causa”, residente em João Pessoa – PB, nos mandou mais essa pedrada. Ele disse:

“Esse LP é um convite que o Jackson faz aos artistas para tocarem e cantarem nesse LP como se fosse uma festa patrocinada por ele. Como de fato o é. É uma coletânea de vários artistas, como Almira Castilho, Zé Calixto, Alventino Cavalcanti, Borrachinha, dentre outros. Jackson é o protagonista com chamadas e gracejos marcantes.”

Fiquei muito feliz em poder ouvir esse disco, é uma raridade, eu particularmente nunca o havia visto, o Tick por sua vez, o viu apenas uma vez, mas disse que o dito exemplar tinha capa branca. Algo que não muda a qualidade desse LP, mas ao que tudo indica esse é provavelmente um re-lançamento.

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Essa é a primeira vez que publicamos gravações com a voz do Borrachinha, artista do qual não sabemos nada, porém aos poucos iremos descobrindo e publicando as informações aqui. Destaque para “Véspera e dia de São João” com Jackson, o “Nascimento grande” com Borrachinha, “Oitão da casa grande” com Zé Calixto e “Baião da letra A” com Alventino Cavalcanti.

Jackson do Pandeiro – São João no brejo
1964 – Philips

01. Queima a sola do pé (Adpt. Zé Calixto – Adpt. Sebastião Calixto) – Zé Calixto
02. São João no brejo (Zé Catraca) – Jackson do Pandeiro
03. O navio tá bom na marcha (Antônio Barros) – Jackson do Pandeiro
04. Hoje tá pra mim (Uzias da Silva – S. Garcia) – Alventino Cavalcanti
05. Sem ter obrigação (Manoel Moreira – Antônio da Silva) – Borrachinha
06. Vai Zé (Adpt. Zé Calixto – Adpt. Airão Reis) – Zé Calixto
07. Véspera e dia de São João (Jackson do Pandeiro – Ricardo Lima Tavares “maruim”) – Jackson do Pandeiro
08. Nascimento grande (Albino Ramos – Zé Macedo) – Borrachinha
09. Oitão da casa grande (Adpt. Zé Calixto) – Zé Calixto
10. De pé no chão (Narcizinho – Braz Marques) – Jackson do Pandeiro
11. Baião da letra A (Alventino Cavalcanti – Rodolfo Barros – Luciano de Carvalho) – Alventino Cavalcanti
12. Viva São João (Jackson do Pandeiro – Buco do Pandeiro) – Jackson do Pandeiro

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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