Joci Batista – Fofoca de artista

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Durante todo esse ano nós publicamos vários álbuns de forró, embora tenhamos acesso aos discos dos diversos artistas que cultuamos aqui no blog, seja garimpando em sebos ou vindo de nossos parceiros, grandes pesquisadores, as informações sobre a vida e obra de alguns desses músicos são muito difíceis de se conseguir.

Joci Batista é um bom exemplo que ilustra essa dificuldade em achar dados sobre a carreira de vários forrozeiros. De qualquer forma continuaremos publicando discos que estão atualmente fora de catálogo, fomentando e divulgando o forró pé-de-serra. Mas se algum dos frequentadores do blog souber ou tiver como descobrir e nos mandar, todas as informações são bem vindas.

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José Teles, jornalista do Jornal do Comércio de Recife – PE nos mandou alguns dados sobre ele:…” salvo engano, é alagoano, fez um relativo sucesso no início dos anos 70. Com Briga de artistas (briga igual aquela/ninguém nunca viu/é a briga dos artistas/na casa de dona Biu).

Dona Biu era dona de uma pensão, em São Paulo, acho que no Braz, e Joci vivia com ela. A pensão era frequentada por Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, e muita gente do meio. Joci hoje vive em Olinda, e está inteiramente esquecido, fiz uma matéria com ele no ano passado.”

Nesse disco, com produção artística de Marumby, destaque para o xote “Eu não sou bola” de Durval Vieira e Joci Batista.

Joci Batista – Fofoca de artista
1972 – Premier

* 01. Quero ser atendido (Joci Batista – Carlos Real)
* 02. Fofoca de artista (Durval Vieira – João Bôsco)
* 03. Para matar minha saudade (Cajazeira do Norte – Edgar Ferreira)
* 04. São Paulo e Rio (Durval Vieira)
* 05. Linda professora (Joci Batista – Marumby)
* 06. O bom brasileiro (Túlio Ricardo)
* 07. O famoso boi bumbá (Alexandre Alves – Zito de Souza)
* 08. Eu não sou bola (Durval Vieira – Joci Batista)
* 09. Rei Pelé, rei Luiz (Durval Vieira – Reginaldo Santos)
* 10. Incentivo (Joci Batista – João Gonçalves)
* 11. O maior amigo meu (José Claudio – Otávio Rodrigues de Abreu)
* 12. Vai conhecer Penedo (Joci Batista – Arlindo Duarte)

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Januário – 78RPM – 1954

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Um 78RPM interessantíssimo, uma verdadeira viagem no tempo.

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No rótulo diz apenas “Januário – Seus filhos e seus 8 baixos” mas a voz que se ouve bem é a do Rei Lua. Interessante também a classificação dos ritmos gravados.

Luiz Gonzaga e Januário – 78RPM
1954 – RCA Victor

Lado A – O Balaio de Veremundo – Baião Xote (Zedantas e Luiz Gonzaga)
Lado B – Pronde tu vai Lui – Baião (Luiz Gonzaga e Zedantas)

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CD – Marinês – Canta a Paraíba

Graças a meu amigo Fábio Ricardo, vulgo “Seu Madruga”, tive acesso a esse belíssimo registro, uma justa homenagem à Rainha do Xaxado. A ele o CD foi presenteado pelo próprio Marcos Farias, o Marquinhos, filho prodígio da rainha Marinês com Abdias, mestre dos 8 baixos, além de excepcional produtor artístico.

Arranjos de orquestra e produção de Marcos Farias, o disco intercala depoimentos de Dominguinhos, Tânia Alves, Fagner, Flávio José, Belchior e Elba Ramalho com músicas gravadas ao vivo em João Pessoa – PB com acompanhamento da orquestra sinfônica da Paraíba, sob regência do Maestro Duriêr.

Marinês – Canta a Paraíba
2006

01. Depoimento de Dominguinhos
02. Aquarela nordestina (Rosil Cavalcante – Maria das Neves Coura Cavalcante)
03. Depoimento de Tânia Alves
04. Campina Grande (José Orlando)
05. Depoimento de Fagner
06. Meu Cariri (Rosil Cavalcante – Dilu Melo)
07. Depoimento de Flávio José
08. Saudade de Campina Grande (Rosil Cavalcante – Maria das Neves Coura Cavalcante)
09. Depoimento de Belchior
10. Meu sublime torrão (Genival Macedo)
11. Depoimento de Elba Ramalho
12. Asa Branca (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)

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Antonio Barros – O maior forró do mundo

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB

“O Cantor e compositor paraibano Antonio Barros é considerado, por muitos artistas, como o ‘Pelé da música nordestina’. Tem mais de 700 composições gravadas por trios, sanfoneiros e artistas de destaque como Luiz Gonzaga, Jackson do pandeiro, Trio Nordestino, Genival Lacerda, Marinês, Elba Ramalho e Ney Matogrosso, entre outros.

Além de um dos maiores compositores da música regional brasileira, também foi capaz de presentear-nos com esse disco ‘O Maior Forró do Mundo’. Disco repleto de músicas pra lá de dançantes, todas de autoria de sua esposa Cecéu. Fica difícil destacar uma ou outra, vou apenas expor minha predileta: a faixa ‘Brincar de esconder’, devido sua letra maravilhosa.” (Texto enviado por DJ RICK)

Antonio Barros – O maior forró do mundo
1978 – Beverly

01. Segura o machucado (Cecéu)
02. Rebenta o mocotó (Cecéu)
03. Furrubiando (Cecéu)
04. Caipora do mato (Cecéu)
05. Brincar de esconder (Cecéu)
06. Separação (Cecéu)
07. Modificação (Cecéu)
08. O maior forró do mundo (Cecéu)
09. Da gente só a boca (Cecéu)
10. Competição (Cecéu)
11. Recordando pau-de-arara (Cecéu)
12. Espere por mim (Cecéu)

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Zé Duarte – Cabeça do meu pai

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Dedico essa postagem ao Fê Nogueira, grande amigo, um dos maiores apreciadores do forró que conheço e em particular dessa faceta que cultua letras mais picantes. As letras das músicas do forró sempre tiveram trocadilhos e brincadeiras saudáveis com a língua portuguesa, porém na década de 1980, esses trocadilhos foram se tornando cada vez mais óbvios.

Zé Duarte é um dos grandes representantes dessa modalidade de forró, com participação em todas as composições, em algumas sozinho e na maioria em parceria com diversos outros autores, alguns deles consagrados dentro do universo das músicas de duplo sentido, como João Gonçalves e Durval Vieira, entre outros.

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Arranjos e sanfonas de Oswaldinho, destaque para os xotes “Velho sapeca” de Zé Duarte e Severino Dias, para “O campeão de box” de Zé Duarte e em especial para “Venceu na vida” de Zé Duarte, Carlito da Modinha e Zé Lourenço.

Zé Duarte – Cabeça do meu pai
1988 – Copacabana

* 01. Velho sapeca (Zé Duarte – Severino Dias)
* 02. As grandes potências (João Gonçalves – Zé Duarte)
* 03. Rainha da estância (Zé Duarte)
* 04. É contra a religião (Durval Vieira – Zé Duarte)
* 05. Fez fuxico de mim (Zé Duarte – Zezé Martins – Diva)
* 06. Ping pong (Zé Duarte)
* 07. O campeão de box (Zé Duarte)
* 08. De janeiro a janeiro (Durval Vieira – Zé Duarte)
* 09. Venceu na vida (Zé Duarte – Carlito da Modinha – Zé Lourenço)
* 10. Vou mudar meu visual (Zé Duarte – Zé da Silva)
* 11. O rei da voz (Zé Duarte – Isaac Lucas)

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Os Caçulas do Baião – Procurando tu

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Reparei que na sanfona desse camarada na capa, está escrito, além da marca, Todeschini, o nome Domingos Tenório, que concluo ser o nome do sanfoneiro, a autoria de alguma composições corrobora com essa tese.

Esse é o terceiro disco que postamos deles e ainda não sabemos quase nada sobre a história, formações e trajetória do trio. Será possível que nenhum dos frequentadores do blog sabe alguma coisa sobre eles?

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Destaque para a faixa título “Procurando tu” de Antonio Barros e J. Luna, nessa versão em ritmo de forró, para as instrumentais “Tiro e queda” de Domingos Tenório em parceria com Juarez Maior e “Forró alagoano” de Pedro Sertanejo.

Os Caçulas do Baião – Procurando tu
Cartaz

* 01. Procurando tu (Antonio Barros – J. Luna)
* 02. A velha minha sogra (Domingos Tenório – Juarez Major)
* 03. Destes versos só quem faz sou eu (Candango do Ypê)
* 04. Enverga mas não quebra (Domingos Tenório – Zito Pereira)
* 05. Meu pé de rosa (Amaro Silva – Domingos Tenório)
* 06. Tiro e queda (Domingos Tenório – Juarez Major)
* 07. Duas flores prá nós dois (Domingos Tenório – Feliciano da Paixão)
* 08. Coló (Domingos Tenório – Juarez Major)
* 09. Felicidades no meu coração (Antonio Tenório – Domingos Tenório)
* 10. Brasa viva (Domingos Tenório – Zito Pereira)
* 11. Vozes da seca (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
* 12. Forró alagoano (Pedro Sertanejo)

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Camarão – Retrato de um forró

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Esse foi um dos primeiros discos que eu e o Tick passamos pro computador, ainda aprendendo a mexer no sound forge. Num desses garimpos virtuais, o Tick achou esse exemplar e compramos. Que a tecnologia nos ajude, cada vez mais, a divulgar o forró de verdade.

Na época, eu tinha pego emprestado um monte de LPs com o Tony Maceió, esse logo saltou aos olhos. Depois que fui me dar conta da sua raridade e da dificuldade de encontrá-lo nos sebos aqui de São Paulo.

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A foto da capa sugere que a gravação foi feita desse jeito mesmo, em volta de uma mesa com dois microfones apenas. A dinâmica dos intrumentos durante o disco também indicam que o disco foi gravado com pouquíssimos recursos técnicos, o que, na minha opinião, enriquece ainda mais este registro.

Gravado nos estúdios da Rozemblitz; Além do sanfoneiro Camarão, no lado A os vocalistas Azulão e Sandro Rogério, se alternam cantando uma música cada um e no lado B reinam as instrumentais do mestre. Fica difícil de destacar uma ou outra música, gosto de todas.

Camarão – Retrato de um forró
1974 – Passarela

* 01. Retrato de um forró – Azulão (Luiz Ramalho – Luiz Queiroga)
* 02. É proibido cochilar – Sandro Rogério (Antonio Barros)
* 03. Já tenho um novo amor – Azulão (José Silva – Aldo Aires)
* 04. Chililique – Sandro Rogério (João Silva – J. B. aquino)
* 05. É tempo de voltar – Azulão (Anastácia – Dominguinhos)
* 06. A cigana lhe enganou – Sandro Rogério (Juarez Santiago – Ivan Bulhões)
* 07. Na casa da Anita (Anastácia – Dominguinhos)
* 08. Baião mimoso (Anastácia – Dominguinhos)
* 09. Fim de festa (Camarão)
* 10. Forró em Palmeira dos Índios (Anastácia – Dominguinhos)
* 11. Forrózinho moderno (Camarão)
* 12. Forró tema – Sandro Rogério (Anastácia – Dominguinhos)

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CD – Genival Lacerda – Se não fosse o forró

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Outro dia tive o privilégio de encontrar com o Genival, levei meus LPs pra ele autografar e ganhei esse CD promocional, com apenas uma música, aproveitei a oportunidade e falei pra ele sobre o Blog. Perguntei se poderia publicar a música e ele disse: – Deve!!

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O detalhe é que no CD está escrito: CD promocional – sob encomenda de Genival Lacerda. Então ai está “Se não fosse o forró” de Adílson Medeiros.

Genival Lacerda – Se não fosse o forró
2007 – Xique xique music

01. Se não fosse o forró (Adílson Medeiros)

Para baixar esse CD promocional, clique aqui.

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Trio Nortista – Cuidado com a língua

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O Trio Nortista, na época da gravação desse disco, era composto por Xandó, Jonas e Zequinha de Andrade. Na capa um autógrafo do Seu Zequinha que atualmente toca no Trio Xamego.

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Destaque para “Maldade e traição” de João Silva e Raimundo Evangelista e para “A velha debaixo da cama” de Jonas de Andrade.

Trio Nortista – Cuidado com a lingua
1975 – RGE/Fermata

* 01. Uma saia pra quarenta paletó (Italúcia – Marumby)
* 02. Maldade e traição (João Silva – Raimundo Evangelista)
* 03. São João na roça (Jonas de Andrade – José Pinheiro)
* 04. Coisas da Bahia (Marumby – Jonas de Andrade)
* 05. Cuidado com a lingua (Alexandre Alves)
* 06. A velha debaixo da cama (Jonas de Andrade)
* 07. Toma cuidado menina (Paulo Franco – Zé Lagoa)
* 08. Ponto de Iemanjá (Jonas de Andrade – Alcides Malaquias)
* 09. A morena dança (Gitirâna – Josilima)
* 10. Volte logo meu bem (Durval Vieira – Almir Nunes Pereira)
* 11. Séde divina (Bernardo Silva)
* 12. Vem querida (Jonas de Andrade – Artur Fonceca Souza)

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Zezé Gonzaga – 78RPM

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O 78 rpm desse domingo traz consigo o espírito natalino na voz de Maria José Gonzaga, conhecida artísticamente como Zezé Gonzaga.

Zezé, cantora e compositora, recebeu influências de seus pais também músicos, sua mãe Oraide era flautista e seu pai Rodolpho, era “luthier”, tendo inclusive construído um instrumento para Luperce Miranda. Começou a estudar canto, piano e leitura musical desde criança. Em Porto Novo fez sua primeira apresentação com 12 anos de idade, cantando a valsa “Neusa”, de Antônio Caldas (pai do cantor Sílvio Caldas), grande sucesso de Orlando Silva.

Foi integrante do grupo vocal As Três Marias. Paulo Gracindo costumava chamá-la de “minha namorada musical”, em seu programa na Rádio Nacional na década de 40. Iniciou sua carreira solo como caloura no programa de Ary Barroso em 1942 e daí em diante conquistou diversos prêmios musicais interpretando baiões, toadas, valsas, marchas, samba etc.

O disco de hoje é uma gravação da Columbia em 1956, mesmo ano em que ela veio gravar seu primeiro LP, “Zezé Gonzaga”, que foi premiado como o melhor disco do ano. (Texto e disco enviados por DJ RICK)

Zezé Gonzaga – 78 RPM
Columbia – 1956

Lado A – Natal das Crianças (Castro Perret)
Lado B – A Caminho de Belém (Black-Out)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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