CD – Zé Calixto e Zé Ramos ao vivo Vol.2

capa

Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ

cd

Um disco gravado ao vivo.

foto

O repertório é todo composto de regravações.

Zé Calixto e Zé Ramos ao vivo Vol.2

01- Tareco e mariola
02- A vida do viajante
03- Xote ecológico
04- Amor demais
05- Riso cristalino
06- Eu me lembro
07- Pele macia cor morena
08- Riacho do navio
09- No meu pé de serra
10- Cintura fina
11- Respeita Januário
12- Severina Xique Xique
13- Você endoideceu meu coração
14- Fogo de amor
15- Deixa a tanga voar
16- Forró que não tem briga
17- Sebastiana
18- O canto da ema
19- Escadaria
20- Delicado
21- Homenagem a Januário
22- Qui nem jiló
23- Brasileirinho
24- Do tempo de meu pai
25- Assum Preto
26- O sanfoneiro só tocava isso

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CD – Zé Calixto – Misturando os Ritmos

Misturando os Ritmos - frente p

Colaboração do sergipano Everaldo Santana.

Misturando os Ritmos - faixas p

O disco é do acervo do Castanheiro.

Misturando os Ritmos - verso p

Destaque para “Onde tu tá Neném” de Luiz Bandeira.

Zé Calixto – Misturando os Ritmos
2006

01 – Forró do Seu Dideu (Zé Calixto)
02 – Baião Maringá (Olegário Mariano)
03 – Onde tu tá Neném (Luiz Bandeira)
04 – Forró em Campina Grande (Zé Calixto)
05 – Pensando em casar (Zé Calixto)
06 –
Pra amanhecer o Dia (Rosil Cavalcante – Zé Calixto)
Fuzarca da boa (Zé Calixto)
Vamos ter Arrasta-Pé (Zé Calixto)
07 – A pisada é essa (Jackson do Pandeiro – Zé Calixto)
08 – O bom Chorinho (Zé Calixto – Luizinho)
09 – Acenderam a Fogueira (Maruim – Jackson do Pandeiro)
10 – Zíngara (Jouber de Carvalho)
11 – Sonoroso (K Chimbinho)
12 – Homenagem a Família Calixto (Zé Ramos)
13 – O tocador (Zé Calixto)
14 – Agradecimento (Zé Calixto)

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CD – Zé Calixto – Tocando pra se dançar

capa

Colaboração do sergipano Everaldo Santana, o disco é do acervo do Castanheiro; as capas foram cedidas pelo Érico Sátiro, de João Pessoa – PB.

lista

Esse é o disco mais recente do Zé Calixto.

verso

Participações especiais de Reginaldo Regis, Caboré e João Mossoró.

Zé Calixto – Tocando pra se dançar
2014 – DN

01 – Na Capela do Fonseca (Zé Calixto – De Castro)
02 – A pisada é essa (Jackson do Pandeiro – Zé Calixto)
03 – Madalena (Zé Gonzaga – João do Vale)
04 – Bole bole (Jacob do Bandolim)
05 – Choromingo (Zé Calixto)
06 – Eu me lembro (Dominguinhos – Anastácia)
07 – Quero Dançar (José Batista – Flora Matos)
08 – Chamego do Papai (Zé do Rojão – Zé Calixto)
09 – São João no Arraiá (Zé Dantas)
10 – Xote em Fá (Zé Calixto – João Silva)
11 – Forró do seu Dideu (Zé Calixto)
12 – Saudade de Tambaú (Zé Calixto)
13 – Despontadinho (Zé Calixto – Aquilino Quintanilha)
14 – Comparando as Estrelas (João Batista dos Santos – Ataíde Pereira)

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Texto – Com respeito aos oito baixos

Leo Rugero e Ze Calixto p

*Texto enviado pelo Léo Rugero

A sanfona de oito baixos é um dos instrumentos matriciais do forró, sendo o instrumento que marca a infância de Luiz Gonzaga e a fundamentação do estilo da sanfona nordestina.
De acordo com o musicologo paraibano Batista Siqueira, a sanfona de oito baixos teria substituído a viola de arame, se tornando o principal instrumento solista nos bailes rurais da região Nordeste na virada do Séc.XX.
Nesta região, este pequeno acordeon de origem vienense, composto por vinte e um botões para a mão direita e oito botões para a mão esquerda, seria mais conhecido como “harmônica de oito baixos”, “fole de oito baixos”, “pé de bode”, “concertina” ou, simplesmente, “ fole”.

De acordo com Luiz Gonzaga, seu pai, Januário, “tinha duas habilidades, pegava no bacamarte e tocava sanfona, para divertir a cabroeira nos dias de sábado e domingo”. Conseqüentemente, também foi o primeiro instrumento do rei do baião. Em 1920, quando contava com apenas oito anos de idade, Gonzaga adquiriu sua primeira sanfona, um fole de oito baixos da marca alemã Koch. Portanto, embora este instrumento tenha se difundido por toda a região Nordeste, foi mais precisamente na Fazenda Caiçara, no sopé da Serra do Araripe, em Pernambuco, que o fole de oito baixos entraria definitivamente para a história da música nordestina.

O velho Januário, não era apenas um afamado sanfoneiro, também sendo reconhecido como um requisitado afinador de sanfonas. Então, durante sua infância e adolescência, o menino Gonzaga cresceu entre os pequenos foles de oito baixos e seus intrincados sistemas de botões. Luiz Gonzaga descreve em suas memórias que se “aproveitava das velhas harmônicas” que seu pai consertava, e, aos poucos, já era capaz de tocar “qualquer marca, qualquer tipo, fosse simples, si bemol ou semitonada”.

Naquela época, no Nordeste, ainda não haviam se difundido os modernos acordeões com teclados de piano para a mão direita e 120 baixos para a mão esquerda, que se tornariam o instrumento principal do forró pé de serra, sobretudo a partir da consagração fonográfica e radiofônica de Luiz Gonzaga, anos mais tarde, no final da década de 1940.
“Si bemol” ou “transportada” é a designação popular para a afinação específica que se consagraria como a maneira nordestina de afinar as sanfonas de oito baixos. Até hoje, a origem deste sistema é algo que se perde na noite dos tempos. Examinando sanfonas remanescentes da época de Januário, foi possível constatar que esta afinação já estava presente na região Nordeste ainda nas primeiras décadas do séc.XX, como atesta a história oral relatada por Luiz Gonzaga.

O repertório tradicional da sanfona de oito baixos da região Nordeste se constituiria basicamente de música predominantemente instrumental relacionada às danças praticadas nos bailes rurais nos albores do séc.XX. Parte considerável destas danças eram de origem européia, tal como a scottish – que se transformaria em xote, e a quadrilha – que se tornaria o arrasta-pé. Porém, também surgiriam danças de possível origem autóctone, como o xaxado e o baião – este último, presenciado por Euclides da Cunha em seu relato sobre a Guerra de Canudos, no final do séc.XIX. O poeta e jornalista Bráulio Tavares reforça esta perspectiva, ressaltando que os “forrós sertanejos eram animados quase sempre por música instrumental.(…) Além dos temas instrumentais, também surgia um grande número de canções folclóricas, que estavam na memória de todos, e eram cantadas em conjunto”.

Para muitos, o repertório de sanfona de oito baixos corresponde ao que há de mais antigo e tradicional no baile nordestino. Provavelmente, esta crença reforça a impressão de que a sanfona de oito baixos esteja constantemente associada ao passado rural e arcaico, ainda que se considere que tenha substituído instrumentos predecessores como a viola, o pife e a rabeca.

Em 2012, por intermédio do Prêmio Centenário de Luiz Gonzaga da FUNARTE, pude realizar um sonho, que foi a filmagem de um documentário de media metragem sobre a sanfona de oito baixos na região Nordeste. A idéia deste filme era refazer o percurso de minha pesquisa de campo que havia permeado a dissertação de mestrado intitulada “Com Respeito aos Oito Baixos”, realizada na Escola de Música da UFRJ, entre 2009 e 2011.

Através do incentivo da FUNARTE, pude, ao lado de dois cinegrafistas – Débora Setenta e Marcílio Costa, um assistente de câmera – André Fontes e um motorista – Silvério Candido, retornar à Paraíba, Ceará e Pernambuco, em alguns dos principais cenários por onde a sanfona de oito baixos continua a ser tocada e reinventada, através das mãos de hábeis tocadores. No filme, se destacam as participações de Joquinha Gonzaga, representando a dinastia da família Gonzaga; de Nego do Mestre, sábio conhecer do passado musical da região Nordeste; de Zé Calixto, Luizinho Calixto, Geraldo Correia e Arulindo dos Oito Baixos, importantes sanfoneiros reconhecidos por suas atividades profissionais como grandes solistas deste difícil instrumento; de jovens tocadores como Antonio da Mutuca e Ivison Santos, prova viva de que o “roncado” dos oito baixos ainda ressoam forte no solo nordestino.

Para mim, o maior trunfo deste projeto foi ter sido realizado o lançamento oficial deste documentário na Praça da Matriz, em Exu, cidade natal de Luiz Gonzaga, no dia 12 de junho de 2013, graças a Lello Santana e Helenilda Moreira. Foi como retornar ao solo sagrado, “de onde veio o baião” e levar a história ao caminho de volta para o cenário de onde surgiu aquele ser iluminado chamado Luiz Gonzaga do Nascimento, que, caso não tivesse existido, provavelmente, não estaríamos dançando, cantando, tocando, escrevendo e falando sobre forró, tal como fazemos hoje em dia no Brasil.

Assim, “Com Respeito aos Oito Baixos” é uma viagem ao âmago, ao cerne que sustenta e fundamenta os primórdios da sanfona na região Nordeste.

Foto – Zé Calixto

Zé Calixto

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

Foto – Genival Lacerda, Jackson do Pandeiro e Zé Calixto

Genival Lacerda, Jackson do Pandeiro e Zé Calixto

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

Foto – Elba Ramalho e Zé Calixto

Elba Ramalho e Zé Calixto

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

Zé Calixto – Vai ter Dança

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Colaboração do Wdilson Campos, de Campina Grande – PB

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Participação de Messias Holanda cantando nas faixas “Mulher de verdade” de Elino Julião e Severino Ramos; e “Forró sem dama” de Gerôncio Cardoso.

Zé Calixto – Vai ter Dança
1967 – Fontana

01 Tocador sem preguiça (Zé Calixto)
02 Tocando e namorando (De Castro – Moacyr Petronilho)
03 Roncando no baixo (Luiz Guimarães)
04 Mulher de verdade (Elino Julião – Severino Ramos)
05 Choro sem lágrimas (Anastácio Silva – Moacyr Petronilho)
06 Na sombra do juazeiro (Fagundes da Silva – J. B. de Aquino)
07 Vai tê dança (Rosil Cavalcanti – Zé Calixto)
08 Tempo de vintém (Zé Calixto)
09 Araticum (Luiz Guimarães – Anastácio Silva)
10 Forró sem dama (Gerôncio Cardoso)
11 De Arauá a Gararú (Dilson Dória)
12 Recordando o Ipiranga (De Castro – Manoel Serafim)

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Foto – Zé Calixto e Messias Holanda

Zé Calixto e Messias Holanda

*foto originalmente publicada no livro “O Fole Roncou”, de Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues.

Coletânea – Bons tempos – Forró

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Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ

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Uma coletânea composta por fonogramas cedidos pela Polygram.

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Participam dessa coletânea Severo, Altamiro Carrilho, Dominguinhos, Zé Calixto, Messias Holanda, Quinteto Violado, Antonio Barros e Genival Lacerda.

Bons tempos – Forró
1984 – Barclay

01- Os olhos dela (Alceu Valença – Severo) Severo
02- O Sanfoneiro só tocava isso (Haroldo Lobo – Geraldo Medeiros) Altamiro Carrilho
03- Forrozando (Severo) Severo
04-
Cheiro da Carolina (Amorim Roxo – Zé Gonzaga) Dominguinhos
O xote das meninas (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
No meu pé de serra (Humberto teixeira – Luiz Gonzaga)
05- Mulher de verdade (Elino Julião – Severino Ramos) Zé Calixto e Messias Holanda
06- Forró do Dominguinhos (Dominguinhos) Quinteto Violado
07- Procurando Tu (Antonio Barros – J. Luna) Antonio Barros
08- Dina (Carlos Fernando – Severo – Alceu Valença) Severo
09- Santo Antonio , São Pedro e São João (Herivelto Martins – Bide) Altamiro Carrilho
10- Do jeito que a gente gosta (Severo) Severo
11- Forró Granfino (Manoel Serafim – Sebastião Rodrigues) Zé Calixto
12- Lição de beijo (Luiz Boquinha) Genival Lacerda

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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