CD – Chico Salles – Tá no sangue e no suor

CAPA p

Colaboração do Nilton Maia, do Rio de Janeiro – RJ.

“Nascido em São Francisco do Chabocão, naquela época município de Sousa, na Paraíba, Chico Salles mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 70, trazendo na bagagem as influências musicais que marcaram sua adolescência no Nordeste. Inspiradas nos xotes, xaxados e baiões que alegravam as noites do sertão paraibano, nasceram suas primeiras composições, que eram mostradas apenas em reuniões familiares.

FICHA p

Ao chegar à Cidade Maravilhosa, na juventude, ele misturou no mesmo caldeirão as suas raízes e as lições de mestres como Paulinho da Viola, Chico Buarque e Martinho da Vila, que compunham a trilha musical de seus tempos de estudante universitário. Enquanto trabalhava de dia e estudava à noite, ainda arranjou tempo para aprender a tocar o violão, companheiro inseparável nos momentos de inspiração.

Em suas andanças pelo mundo do samba, Chico Salles encontrou novos parceiros como Noca da Portela e Roberto Serrão, que gravaram músicas de sua autoria, e Beto Moura, com quem passou a participar de concursos de escolha dos enredos de blocos carnavalescos, como o ‘Simpatia é Quase Amor’, a ‘Banda da Barra’ e o ‘Barbas’, e da escola de samba Unidos da Tijuca, onde por dois anos foi finalista.

FUNDO DO ESTOJO p

Até então, ainda não lhe passava pela cabeça subir ao palco para cantar suas próprias composições. Mas ele mudou de ideia em 97, quando passou a frequentar a happy hour da Casa de Cultura da Universidade Estácio de Sá. Incentivado pelo maestro Anselmo Mazzoni começou a soltar a voz diante do público, em canjas que logo se transformaram em shows.
Tem seis CDs lançados, um deles em junho deste ano, dedicado exclusivamente aos sambas do capixaba Sérgio Sampaio

Chico é membro e Diretor Cultural da ABLC – ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, ocupando a cadeira originalmente pertencente ao ilustre brasileiro Catulo da Paixão Cearense, e tem mais de quarenta títulos de cordel publicados. Chico Salles também recebeu em 2008, o Título de Cidadão Carioca, o que muito lhe orgulha.”

Chico Salles – Tá no sangue e no suor
2007 – Rob Digital

01 – Coco trocado (Jacinto Silva)
02 – Cana caiana (Chico Salles)
03 – Venha pro meu ninho (Alexandre Leão – Manuca Almeida)
04 – Pergunte ao meu lenço (Nelson Ferreira – Cilro Meigo)
05 – O Bom senso da loucura (Edu Krieger)
06 – Além mar (João Lyra – Zeh Rocha)
07 – Retrato da Bahia (Riachão)
08 – Carioca nordestino (Chico Salles – Beto Moura)
09 – Cajueiro doce (Manezinho Araújo – Antônio Maria)
10 – Outra era (Fagner – Zeca Baleiro)
11 – Biliu misturado:
Coco repiado (Biliu de Campina)
Coco limeiriano (Biliu de Campina)
Melhor do que tu (Biliu de Campina – Juvenal de Oliveira)
12 – Tá no sangue e no suor (Petrúcio Amorim)
13 – Meia noite e meia (Chico Salles – Sapato)
14 – Arrastando pé
O sanfoneiro (Chico Salles – Beto Moura)
São João bonito (Chico Salles)

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CD – Elba Ramalho – Qual o assunto que mais lhe interessa

capa

Colaboração do Arlindo

cd

Disco produzido por Lula, Yuri e Tostão Queiroga, com direção artística de Elba. Reúne cantores de diversas gerações, e tem frevo, boi maranhense, ciranda, xote, samba. São diversas canções inéditas. O álbum lhe valeu o Grammy Latino 2008 na categoria regional contemporâneo e inspirou o DVD “Raízes e antenas”.

verso

Participação especial de Gabriel O Pensador, na faixa “Tempos Quase Modernos (Qual o Assunto Que Mais Lhe Interessa)” de Roberto Mendes e Capinan.

Elba Ramalho – Qual o assunto que mais lhe interessa
2007 – Ramax

01. Gaiola da Saudade (Jam da Silva / Maciel Salu)
02. Ave Anjos Angeli (Jorge Ben)
03. Noite Severina (Lula Queiroga / Pedro Luís)
04. Rua Da Passagem (Trânsito) (Lenine / Arnaldo Antunes)
05. Tempos Quase Modernos (Qual o Assunto Que Mais Lhe Interessa) (Roberto Mendes / Capinan)
06. A Natureza Das Coisas (Accioly Neto)
07. Argila (Carlinhos Brown)
08. Boi Cavalo de Tróia (Pedro Osmar / Paulo Ró)
09. Último Minuto (Lula Queiroga)
10. A Dança das Borboletas (Alceu Valença / Zé Ramalho)
11. As Forças da Natureza (João Nogueira / Paulo César Pinheiro)
12. Dois Pra Sempre (Lula Queiroga)
13. Os Beijos (Pedro Luís / Ivan Santos)
14. Novena (Geraldo Azevedo / Marcus Vinicius)
15. Conceição dos Coqueiros (Alexandre Bicudo / Lula Queiroga / Lulu Oliveira)
16. Amplidão (Chico César)

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CD – Marrom & Filhos da Paraíba – O meu nordeste tem jeito

capa p

Colaboração do Érico Sátiro, de João Pessoa – PB, do Programa Ralabucho. Esse disco é do acervo do Seu Eugênio, de João Pessoa – PB.

contracapa interna p

“Esse é o CD ‘O meu nordeste tem jeito’, de Marrom & Filhos da Paraíba. Pelo que consta na ficha e no encarte, o CD foi gravado em 2005 e lançado em 2007.

contracapa p

Com ótimos arranjos, praticamente metade do disco é de xotes, e todas as músicas foram assinadas por Ajalmar Maia, algumas em parceria com compositores como João Gonçalves e o próprio Marrom. Pra quem não conhece, o compositor Ajalmar Maia, também dentista, é o autor de diversas músicas gravadas pelo trio Os 3 do Nordeste, principalmente nos anos 1990.”

Marrom & Filhos da Paraíba – O meu nordeste tem jeito
2007

01 O amor que mata e cura (Ajalmar Maia)
02 O rio e o mar (Ajalmar Maia)
03 Beijo molhadinho (Marrom – Ajalmar Maia)
04 Coração mole (Ajalmar Maia)
05 Jamais esqueceu (Ajalmar Maia)
06 Forró gostoso (Marrom – Ajalmar Maia)
07 Naquela casinha (Marrom – Ajalmar Maia)
08 Molhadinha de suor (Marrom – Ajalmar Maia)
09 O meu Nordeste tem jeito (Ajalmar Maia)
10 Os olhos dessa menina (Ajalmar Maia)
11 Forró com cheirinho de mulher (Marrom – Ajalmar Maia)
12 Me deitar no teu colo (Marrom – Ajalmar Maia)
13 Minhas lembranças (Ajalmar Maia)
14 Decidido e teimoso (João Gonçalves – Ajalmar Maia)
15 O gás de D. Regina (Ajalmar Maia)

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CD – Irah Caldeira E Banda – Ao vivo

Colaboração da Irah Caldeira

“Começando com uma belíssima homenagem ao Rei do Baião – LUIZ GONZAGA – este CD é um registro ao vivo de Irah Caldeira e sua banda.

Afaste os móveis e se prepare para arrastar os pés ao som dos mais legítimos forrós. Imperdível!!!”

Irah Caldeira E Banda – Ao vivo
2007

01. Boiadeiro – Armando Cavalcante/Klecius Caldas
02. Vida de Viajante – Luiz Gonzaga/Hervê Cordovil
03. Pé de Serra – Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
04. Estrada do Canindé – Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
05. Garotas do Leblon – Luiz Gonzaga/Severino Ramos
06. Facilita – Luiz Ramalho
07. Sanfona do Povo – Luiz Guimarães/Luiz Gonzaga
08. Assum Preto – Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira (Incidental)
Pau de Arara – Guio de Morais/Luiz Gonzaga
09. Asa Branca – Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
10. Que Nem Jiló – Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
11. A Volta da Asa Branca – Zé Dantas/Luiz Gonzaga
12. Segura o Forró – Félix Porfírio
13. Te Faço Gamar – João Silva
14. Imbalança – Luiz Gonzaga/Zé Dantas
15. Na Base da Chinela – Jackson do Pandeiro/Rosil Cavalcante
16. Eu Sou o Forró – Petrúcio Amorim/Bráulio de Castro
17. Bota Severina Pra Moer – Zé Marcolino
18. É Proibido Cochilar – Antonio Barros
19. Forró do Xenhenhém – Cecéu
20. Bole Bole da Sanfona – Abel Carvalho/Patrick Jr.
21. Até Mais Ver – Pedrinho/Prio
22. Caboclo Sonhador – Maciel Melo
23. Caia por Cima de Mim – Maciel Melo
24. Se Tu Quiser – Xico Bizerra
25. Aperta o Nó – Fred Monteiro
26. Calango da Lacraia – Luiz Gonzaga/Jeová Portela
27. Amar Quem Eu já Amei – João do Vale/Libório
28. Periga Ser – Fausto Nilo/Robertinho do Recife
29. Gemedeira – Robertinho do Recife/Capinam
30. Freve Mulher – Zé Ramalho
31. Parte da Minha Vida – Petrúcio Amorim
32. Patativa – Vicente Celestino
33. Flor do Croatá – João Silva/Raymundo Evangelista
34. Quero Ter Você – Pekim/Mourão Filho
35. Vida Viola – Janduhy Finizola
36. A Natureza das Coisas – Accioly Neto

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CD – Jô Mendonça – Mulher forrozeira

“Jô Mendonça é psicóloga da Universidade Federal da Paraíba; Terapeuta Comunitária; Coordenadora do Projeto de Extensão; Qualidade de Vida : Prevenção e Tratamento de doenças no uso e abuso de substâncias químicas nas comunidades Universitária e de João Pessoa-PB.; Especialista e Praticttioner em Neurolinguística. No meio artístico é Cantora; compositora; já foi premiada como cantora Revelação; Melhor Intérprete e prêmio Construindo a Igualdade de Gênero na Cultura Popular Brasileira.


Fez curso de teatro passeando pelas artes cênicas participando como protagonista da peça ?A farsa da mentira e da boa Preguiça?; texto de Ariano Suassuna e autor desconhecido sob a direção de Duílio Cunha. Nos momentos de inspiração navega pela escrita fazendo poesias e compondo músicas. Já participou de Festivais e já lançou dois CD´s autorais de forró. Tem participações em Cd de Coletânea de músicas de Forró pela Associação dos Forrozeiros da Paraíba – SOFORRÓ e CD´s de alguns artistas Paraibanos. A idéia de publicar um livro de poesias surgiu já há algum tempo e agora está concretizada.”

Pelo autógrafo no encarte, imaginamos que o disco seja de 2007.

Jô Mendonça – Mulher forrozeira
2007

01 – Cana caiana (Jô Mendonça)
02 – Desabafo (Jô Mendonça)
03 – Viola, versos e poesia (Roberto Mendonça)
04 – Forrozeira (Jô Mendonça)
05 – Menino apimentado (Jô Mendonça)
06 – Doutô do sertão (Jô Mendonça)
07 – Dançando o côco (Jô Mendonça)
08 – Carente de amor (Jô Mendonça)
09 – Amor sem vergonha (Jô Mendonça)

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CD – Trio Pé de Serra – Moinho d´água

Colaboração do Perpétuo Borborema

Já com a formação Perpétuo, Massarico e Pézão.

Infelizmente as autorias não foram impressas no encarte, mas lagumas músicas já são velhas conhecidas nossas.

Trio Pé de Serra – Moinho d´água
2007

01 – Moinho d´água
02 – Pra forrozar
03 – Sabor de mel
04 – Suadeira
05 – Bom de fole
06 – coração malouvido
07 –
Pra não morrer de tristeza
Ilha de Marajó
08 – Vou pro silêncio
09 – Quente no arraiá
10 – Que noite linda
11 – Vem menina
12 – Quero remexer
13 – Fruta nordestina
14 – Tamanho de paixão

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Manoel da Concertina – No Forró do Beto

* Video enviado pelo Everaldo Santana

“Mais um vídeo do Baú do Tico dos 8 Baixos. Manoel toca no Bar do Beto na Cidade de Osasco; hoje este bar não existe mais, mas na época da gravação deste vídeo (2007), tocavam neste bar nos finais de semanas, vários sanfoneiros de 8 Baixos como o Zé Henrique, Quinkas, Tico, Raimundo e outros.
Manoel da Concertina executa com perfeição os forrós gravados pelo Pedro Sertanejo, tanto é que o Oswaldinho do Acordeon fez os arranjos do CD ‘Forró autentico’ do Manoel.”

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CD – Climério Moura – As sanfonas de Climério Moura

Colaboração do Carlos Alberto, de Morada Nova – CE


“Nascido nas Contendas, a 12 léguas de Morada Nova, em outubro de 1919, Climério se mudou, em 1928, com o pai Luiz Moura, a mãe Maria Gomes, e onze irmãos, para Horizonte, então distrito de Pacajus.

O pai tivera umas terras, que foram do avô, onde plantava, mas os negócios desandaram. Morreu quando ele tinha 12 anos, e deixou a família sob a guarda do menino, que teve pouco tempo para estudar, já que a responsabilidade o levava para o trabalho, no caso para a música.

‘Em tudo quanto era cirquinho vagabundo eu tocava, e nos forrós. Deu nos ouvidos, dava nos dedos’, faz o balanço hoje.

Casou em 1940, com dona Nair, e tiveram quatro filhos, nenhum sanfoneiro.

É grato ao maestro Coutinho, de Morada Nova, que o “abraçou” e, anos depois, chegou à conclusão de que Climério “tinha os dedos ligados nos ouvidos”.

Uma curiosidade é que improvisava na sanfona, como o pessoal do ‘jazz’, ou como os emboladores do coco, ele compara, ‘que estão dizendo, na hora, o que estão vendo, e tudo dá certo’.

Cantou até comprometer as cordas vocais, mas gostava mesmo dos solos, e tudo o que tocava era composto por ele. Guardava tudo na memória e, juntava fragmentos que resultavam em outras músicas, variações de um mesmo tema.

Outro fato digno de registro é sua capacidade de fabricar e afinar instrumentos. Como a sanfona de oito baixos oferecia poucas possibilidades improvisou, com o carpinteiro Joaquim Anastácio, uma de quarenta baixos, com armação de madeira, e botões de peças de rádio, que ainda hoje toca.

Também tocou sanfona “a piano” ( de 80 e 120 baixos) . E faz questão de tocar as duas, o que ficou explícito no disco que gravou para um selo paulista, em 1982.

Admira Luiz Gonzaga, mas “só gostei de tocar música minha”, diz categórico.

Aos oitenta e quatro anos, sem ter conseguido se aposentar, mora em uma casa no centro de Pacajus, em cuja varanda pontificam as pinturas primitivas de Chico Rita: paisagens do sertão, cenas de mar, e uma Iemanjá que encima o painel. Na garagem, uma sanfona desmontada, e um fuscão preto velho de guerra.

Reclama da vida, diz que há dez anos vive doente, queixa-se de “trabalho feito”, mas se transforma quando abre o fole da sanfona e executa suas composições. Difícil não se emocionar com a força que emana, com seu talento, com o som que os nostálgicos chamam de ‘pé-de-serra’.

Às vezes, toca com uns amigos, que se reúnem em sua casa, nos finais de semana, mas não faz festas. Ficam o eco e a memória de sua sanfona, neste mundo mágico do sertão.” (Fonte)

Climério Moura – As sanfonas de Climério Moura
2007

01 Chegando a Pacajús (Climério Moura)
02 Quinto centenário (Climério Moura)
03 Eu te amo meu bem (Climério Moura)
04 São Paulo – Rio (Climério Moura)
05 Andando a pé (Climério Moura)
06 Teimoso (Climério Moura)
07 Pisa no salão (Climério Moura)
08 Xoteando (Climério Moura)
09 Cachorro enganchado (Climério Moura)
10 Forró em Fortaleza (Climério Moura)

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CD – Ceará do Acordeon – Com amor não se brinca

Colaboração do Diego

Esse é o segundo CD do Ceará do Acordeon.

Todas as músicas de autoria do Ceará do Acordeon.

Ceará do Acordeon – Com amor não se brinca
2007

01 – Com o amor não se brinca (Ceará do Acordeon)
02 – Deixe eu te amar (Ceará do Acordeon)
03 – Pisando em brasa (Ceará do Acordeon)
04 – Veneno do amor (Ceará do Acordeon)
05 – Pedido a São João (Ceará do Acordeon)
06 – Razões para falar (Ceará do Acordeon)
07 – Pra Deus ajudar (Ceará do Acordeon)
08 – Ingratidão (Ceará do Acordeon)
09 – Vivendo sem você (Ceará do Acordeon)
10 – O forró não pode parar (Ceará do Acordeon)
11 – Coração pedindo paz (Ceará do Acordeon)
12 – Não pense que chorei (Ceará do Acordeon)
13 – Volte pra mim (Ceará do Acordeon)
14 – Sagitariano (Ceará do Acordeon)

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CD – Xico Bizerra – Forroboxote 07

Colaboração do Xico Bizerra

APRESENTAÇÃO:

XICÂNTICOS DE ALEGRIA

Ricardo Anísio

Lúdico, puro, terno, perene. Ledo encanto. Arte de fazer a emoção saltitar. Chapeuzinho Vermelho e os Sete Anões brincando de roda ao som das canções do Tio Xico, o mimetismo do camaleão que bebe a chuva. Os Irmãos Grimm e Monteiro Lobato osculando a aridez das sertanias. Xicobizerrando a passarada ouve-se o gorjear dos guris como se fossem árias da imaginação, asas dos autos compadecidos da nossa adultidade.

Xicânticos. Lá vem a boneca Emília chiqueirar o lobo-bobo. Lá vão nossas asas no túnel do tempo. Sejamos meninos, meninas, rosas, pássaros, córregos, reis e rainhas. Algodãodocicando cada nota. Eita-pau! Açúcar fura os dentes. Escovemo-nos da maleita. Façamos a colheita. Colhamos sonhos e bebamos os pingos de mel que caem deste CD. Cuidado. O que era doce nunca acabou-se. Eis aqui.

Lá vem o pirata de perna de pau, querendo casar com a Branca de Neve. O sapo não lava o pé porque não quer. Xicantigas. Loas, canção de ninar, miar, pio e pião. Quem chegar por último é o filho da roseira. O peixe vivo quer água morna no inverno. Ciranda, cirandinha. Atira o queijo no rato, e o pau no chato e na galocha.

Aqui neste disco tudo pode, tudo se deve, tudo de bom. Reaprender a cantar, brincar, ser gente. Esquecer as queixas, os cachos, os chiques. Elucide-se a trama do Tio Xico, que quer nos levar à Terra do Nunca. Pois então, vamos. Peter Pan não envelhece. Vamos ninar o coração dos que são estrelas nos céus de chumbo. Soldadinhos, barco de papel, carro de lata. Tudo vale quando a alma é alva. Xico Bizerra nos concede tudo. E tudo não precisa de muito. Basta-nos alegria, inocência e amor.

Menino Maluquinho, Mônica, Cascão, Ziraldo, Maurício de Sousa e Xico Bizerra…Lá vamos todos na bArca de Noé. Apertem os cintos: Plunct, Plact, Zum! Vamos a lugar algum. Vamos neste CDiscovoador que nos levará à Alegrilândia.

Bemvindos à Terra do Sempre!

Ricardo Anísio é Poeta, Jornalista e Escritor, autor dos Livros MPB a A a Z e Canção do Fogo, dentre outros
Setembro de 2007

INFÂNCIA LEVADA A SÉRIO

Não tem sido fácil para o povo brasileiro, fruto da confluência de matrizes étnicas tão díspares, constituir o próprio rosto, assumir uma identidade coletiva, se ver como uma gente única, consciente e orgulhosa de si.

Como juntar os múltiplos pedaços de que somos feitos? Como lutar contra as forças políticas e econômicas que nos massificam e que necessitam de homens mutilados, sem imaginação, sem criatividade e sem vida? Como fazer frente à indústria cultural que se apossa dos meios de comunicação para nos fazer engolir o produto mal acabado que nos descaracteriza? Qualquer um de nós, com um pingo de bom senso e de conhecimento, sabe como é urgente encontrar as respostas que nos devolverão a nós mesmos.

É nessa luta dramática e comovente que se engaja o meu amigo XICO BIZERRA. Faz tempo que ele mostra a cara do seu povo na música que faz. Agora, se lança a um desafio maior: produzir artisticamente para crianças. E só quem leva a infância a sério sabe das armadilhas que esperam quem se entrega a essa aventura. Muitos, seduzidos pela tarefa de ‘ensinar’, adotam um tom moralizador e professoral. As crianças bocejam enfastiadas. Outros forçam uma linguagem adocicada, diminutiva e de falsa simplicidade. As crianças torcem o nariz.

Os que trazem a chave certa sabem que o segredo é entrar no pensamento mágico com sua lógica toda própria, falando uma linguagem lúdica, desarticuladora das estruturas imobilizantes que se cristalizam no tempo. É através do sensível, do emotivo, da intuição que a criança chega ao autoconhecimento e ao mundo cultural em sua sociedade. É por aí que um povo se faz: na consciência de mundo que se assimila na infância. E esse mundo que XICO BIZERRA nos entrega é cheio de promessas de um futuro mais bonito.

Esse XICO BIZERRA, homem/menino/semente que se plenifica completamente como homem porque sabe brincar, reuniu o grupo para acompanhá-lo: as vozes brincantes de Cristiane Quintas, Nena Queiroga e Geraldo Maia, um coro de vozes infantis e instrumentistas que conhecem profundamente o chão da música nordestina. E o que nos entrega é essa riqueza de imagens poéticas, jogos verbais e rítmicos, aliterações, assonâncias, rimas, trocadilhos, personificações … tudo movido ao som de xotes, baiões, xaxados, sambas de latada … tudo muito nosso para que os pequenos aprendizes de cultura e continuadores da vida tenham orgulhos do que são e se façam, por sua vez, sementes de um país melhor.

Haidée Camelo, Professora de História da Cultura Brasileira e de Literatura Infantil da Universidade Católica de Pernambuco
Setembro de 2007

CANTIGAS DE RODA E DO SERTÃO PARA DESAVERMELHAR PEQUENOS CHAPÉUS E EXORCIZAR A MALDADE DOS LOBOS

Este trabalho tem a pretensão de utilizar a literatura infantil como ferramenta de educação e cultura, tratando a criança com inteligência e rspeito. Um dos intuitos é nela despertar o sonho de poder sonhar, de provocar uma viagem pelo universo lúdico da imaginação, mediante utilização dos poemas musicados e das próprias músicas. Todas as músicas tratam de temas ligados à natureza e ao dia-a-dia das crianças nordestinas, brasileiras.

As cantigas de roda tradicionais – todas as músicas têm como tema de abertura uma delas, são brincadeiras infantis, onde as crianças se dão as mãos, em roda, para cantá-las. As melodias dessas canções são tão marcantes que, ao ouvi-las, regressamos ao tempo bom da infância. Têm elas, também, o poder de envolver de maneira coletiva várias brincadeiras e danças. Contribuem, dessa forma, para a socialização e desinibição da criança, ao estimular o olhar frente a frente, o toque corporal, a exposição consentida. Desenvolvem, por outro lado, o senso de organização coletiva através da roda e do senso rítmico oferecido pela música e pelo movimento corporal que ela cria.

Se, de alguma forma, estivermos contribuindo para a valorização de nossa cultura regional e o engrandecimento pessoal de alunos, pais e mestres que se utilizarem de nosso trabalho como instrumento abrasileirado de educação, de aprimoramento cultural e de socialização, daremos a tarefa como bem cumprida.

Xico Bizerra, entre um pingo de chuva e um brilho de estrela, vendo a lua clarear o mar de Candeias, numa noite de Setembro de 2007.

Textos retirados do sítio oficial de Xico Bizerra, para mais informações, acesse: http://www.forroboxote.com.br

Xico Bizerra – Forroboxote 07
2007

01. Bicho (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Geraldo Maia e Cristiane Quintas
02. Lua (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
03. Água (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Nena Queiroga e Cristiane Quintas
04. Casa (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
05. Chuva (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
06. Terra (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
07. Flor (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Lívia Cavalcanti e Cristiane Quintas
08. Vento (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
09. Sol (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
10. Semente (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas e Nena Queiroga
11. Estrela (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas
12. Passarinho (Xico Bizerra – Roberto Cruz) Cristiane Quintas

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

Quer saber mais da nossa história?
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Um grade abraço,
DJ Ivan

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