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Trio Nordestino – Estamos ai pra balançar

Mais uma colaboração do Francisco Edvaldo Silveira, de Morrinhos – CE, as capas são minhas.

Mais um disco maravilhoso do Trio, essa capa é do re-lançamento pelo selo Bervely, para os mais puristas isso seria ruim, mas pra mim o que importa é ter o vinil em bom estado. Como a discografia do Trio é muito grande, foi feita uma triagem dos maiores sucessos e escolheram as músicas que foram para as coletâneas e se tornaram mais conhecidas. Fatalmente muitas músicas também muito boas ficaram de fora das referidas coletâneas.

Produção de Lindofo Barbosa, o genial Lindú, e uma seleção impecável do repertório, todas as músicas são boas, é um disco para se ouvir de cabo a rabo.

Eu teria que fazer uma lista dos destaques desse LP, pois gosto de quase todas elas. As que ficaram mais conhecidas são “Menina apimentada”, “Forró do bole bole” e “O trem pega”. Já as que ficaram em segundo plano, não devem nada às mais famosas, são elas: Menina da noite”, “Que diabo tem você” e “Um beijinho só”.

Trio Nordestino – Estamos ai pra balançar
1977 – Copacabana

#01. Menina apimentada (Lindolfo Barbosa – Assissão)
#02. Forró do bole bole (João Silva – Raymundo Evangelista)
#03. Maracatu êta (João Silva – J. B. de Aquino)
#04. Menina da noite (Assisão – Lindolfo Barbosa)
#05. João e Maria (Severino Ramos)
#06. Vou ficar doidão (anastácia – Dominguinhos)
#07. O trem pega (Jacinto José)
#08. Que diabo tem você (anastácia – Dominguinhos)
#09. Um beijinho só (Italúcia – Couzo)
#10. Carimbó do uróia (Toninha – Adão Ferreira)
#11. Já bebi não bebo mais (Severino Ramos)
#12. Vamos farrear (Luiz Moreira – Lindolfo Barbosa)

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Irene Portela – Rumo norte

Essa é uma colaboração da Gabriela, de São Paulo – SP, que foi amiga e vizinha da Irene Portela durante o final da década de 1970, época na qual esse disco foi lançado.

Não é um disco tradicional de forró como estamos acostumados, ele tem arranjos mais leves, porém completamente compromissados com as origens nordestinas, um som mais pra se ouvir do que pra se dançar, mas também possibilita da dança, sem problema nenhum.

Irene Portela, natural de Codó – MA, Cantora, compositora e violonista. Depois de mais de dez anos de carreira, sem conseguir gravar, foi descoberta pelo produtor Marcus Vinícius, como compositora, intérprete e diretora musical do espetáculo “A missa do vaqueiro”. Em 1979, lançou pelo selo Marcus Pereira seu primeiro disco, “Rumo norte”, interpretando diversas composições de sua autoria, entre as quais “Lua peixe”, “Dia de festa”, “Guerreiro”, além de diversas composições de João do Vale, como “De Teresina a São Luís (trem do Maranhão), em parceria com Luís Gonzaga, “Sabiá” e “Fogo no Paraná”. (Fonte)

Irene Portela – rumo norte
1979 – Marcus Pereira

01. De Teresina a São Luis (Trem do Maranhão) (João do Vale / Helena Gonzaga)
02. Sanharo (João do Vale / Luis Guimarães)
03. Sabiá (João do Vale)
04. Nécio Costa (João do Vale)
05. Passarinho (João do Vale)
06. Fogo no Paraná (João do Vale / Helena Gonzaga)
07. Lua Peixe (Irene Portela)
08. Até Quando (Irene Portela / E. de Freitas)
09. Dia de Festa (Irene Portela)
10. Alcântara (Irene Portela)
11. Folha Verde (Irene Portela / R. Gouveia)
12. Na Hera dos Muros (Irene Portela / R. Parreira)
13. Guerreiro (Irene Portela)

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Zé Calixto – O sanfoneiro do Brasil

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB. Voltaremos a publicar os discos do Zé Calixto, além desse ainda tenho recebidos mais quatro LPs do Zé Calixto a serem publicados nas próximas semanas.

Mais um álbum de primeiríssima linha, a maioria de suas faixas é instrumental, contando com toda a destreza e bom gosto do Zé Calixto, que passeia pelos diversos ritmos que compõem o forró, com maestria.

Participação de Messias Hollanda cantando nas faixas “Com amor coragem dobra” de Luiz Guimarães e Assis Barros, “Custe o que custar” de Assis Barros e “Baile dos casados” de Elias Soares e Marcellino do Vale.

Zé Calixto – O sanfoneiro do Brasil
1970 – Fontana

01 Quebrando a barra (Zé Calixto – Manoel Serafim)
02 Revendo Cabaceiras (Diomedes Bezerra)
03 Nordeste meu torrão (Severino Medeiros)
04 Baile junino (Bastinho Calixto – Zé Calixto)
05 Com amor coragem dobra (Luiz Guimarães – Assis Barros)
06 Chega cochilar (Manoel Serafim – Sebastião Rodrigues)
07 Fala violão (Zé Calixto)
08 Sanfona manhosa (Manoel Serafim – J. Luna)
09 Custe o que custar (Assis Barros)
10 Na capela do Fonsêca (João de Deus Calixto – Marques Irmão)
11 Baile dos casados (Elias Soares – Marcellino do Vale)
12 Dinheiro em caixa (Geraldo Gomes – Índio)

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Sandro Becker vol.7

Colaboração do Jalon Neto, ele disse:

“Este é o LP de 1987, um ano depois do sucesso “Julieta”. O que eu posso destacar desse disco, são as composições do grande Accioly Netto, só aqui foram 5 músicas. Sandro foi o primeiro, depois de Accioly, é claro, a regravar o sucesso “Minha gata”. Conheci o Accioly Netto na casa do Sandro em 1986, no Recife, ele estava lá com o seu violão, tocando e cantando sucessos, até então, desconhecidos do público.”

“Sandro acaba de lançar seu 28º CD e apresenta aos sábados das 12h às 14h. O Programa ‘FORRÓ TOTAL’ na SIM TV -Canal 17 de Natal – RN, afiliada a REDETV. De março de 2007 até agora o seu programa vem liderando a audiência naquêle estado,as Bandas e Cantôres que se apresentam no programa, tem que tocar ao VIVO, exigência do apresentador e também cantor, que com seu humor diz…Sou o contrário dos outros, adoro brincar em serviço!!! Recentemente no CARNATAL, além de Ivete Sangallo, Chiclete com Banana e do Asa de Águia, Sandro Becker e a Turma do Pânico (Sabrina Satto, Robaldo Esperman e Cristian Pior), foram os artistas mais ovacionados pelo público POTIGUAR!!! Obs. Sandro Becker é ator, comediante, músico, cantor, compositor, produtor musical, radialista e apresentador de TV… e se disser que é mais do que isso…É MENTIROSO!!!rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs” (Trecho final do release)

Sandro Becker vol. 7
1987 – Copacabana

01. Algodão Doce (Accioly Neto) Participação: Selma
02. Severina Cooper (It’s Not Mole Não) (Accioly Neto)
03. Salada no Capricho (Durval Vieira / Zé da Silva)
04. O Começo Tá no Fim (Belinho / Antônio Sima)
05. O Grilo (Maurílio Costa)
06. Minha Gata (Accioly Neto)
07. A Folia do João Careca (Antônio Sima / Sandro Becker)
08. O Grego e a Brasileira (Gilson Carlos / Nelson Blanc)
09. Xodó de Mulher (Edelson Moura / Geraldo Nunes)
10. A Picada da Cobra (Gonzaguinha do Baião / Marino)
11. Nhem Nhem (Accioly Neto)
12. Banho de Açude (Chico Amaro)

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Chiquinho do acordeon – Chiquinho do acordeon

Essa é mais uma colaboração do sanfoneiro PC, músico, forrozeiro, pesquisador e aficcionado por músicas instrumentais. Embora não seja um disco específicamente de forró, esse instrumentista foi o músico que mais participou das gravações de forró durante sua época de ouro. Sendo assim, acreditamos que vale a pena ouvir esse disco, mesmo para os forrózeiros mais fundamentalistas, pela beleza de seus fonogramas.

Romeu Seibel, ou apenas, Chiquinho do Acordeon, nascido em 07/11/1928, em Santa Cruz do Sul, estado do Rio Grande do Sul. Chiquinho aprendeu a tocar acordeon ainda em criança. Em 1950, fez suas primeiras gravações em disco. Fez parte do “Trio Surdina” a partir de 1952, com Fafá Lemos (violino) e Garoto (violão).

Em 1953, passou a fazer parte da orquestra da Rádio Nacional. Neste mesmo ano, criou o grupo “Chiquinho e seu Conjunto”, com o qual apresentou-se até a década de 1990 e gravou alguns discos. Fez parte do “Sexteto de Radamés Gnattali”, com o qual excursionou pela Europa em 1960. Entre 1963 e 1967 foi diretor musical da TV Excelsior.

Outro grande acordeonista (e compositor), Dominguinhos, homenageia o mestre na faixa “Sapoti”, de sua autoria.

Chiquinho do Acordeon
1989 – Visom

01. Frevendo (Aécio Flávio)
02. Amo (Aécio Flávio)
03. Nem pra voz nem pra sopro (Roberto Menescal)
04. Sue Ann (Tom Jobim)
05. Barroquinho (Sebastião Tapajós – Simon Khoury)
06. Sapoti (Dominguinhos)
07. Sax em branco e preto (Jota Morais)
08. Velho arvoredo (Hélio Delmiro)
09. Catedral (Marcos Valle)
10. Alfa e Ômega (Rildo Hora – Affonso Romano de Sant’Anna)

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CD – Flávio José – Filho do dono

Flávio José Marcelino Remígio, ou apenas Flávio José, cantor, compositor e acordeonista. Flávio José teve como suas principais influências Luiz Gonzaga e Dominguinhos, consagrou-se como um dos maiores intérpretes de forró da região nordeste do Brasil.

Nascido em Monteiro – PB, na região do cariri paraibano, teve uma vida sofrida e difícil. Precoce, já aos sete anos revelou vocação para tocar acordeon. Aos 10 anos, seguindo o tino dos instrumentistas nordestinos, viu no “céu da boca o chão das estrelas do forró” e passou a cantar e a estar onde o povo estava. Sempre acompanhado da sua sanfona de 24 baixos. O forrozeiro gravou 8 LPs e 16 CDs, milhares de shows e eventos depois, tem uma carreira consolidada. Reverenciado como o “rei” do xote e do forró romântico dançante.

Flávio não tem contrato com gravadoras, não faz parte da indústria cultural nem do esquema comercial do tal show business. Apesar do sucesso popular no Nordeste, ele não recebe espaço para divulgação de sua obra nas redes nacionais de rádio e televisão. Por isso, seu trabalho não aparece além do Nordeste. Ele trilha um caminho próprio, em produção independente. Seu sucesso surgiu de boca em boca, de ouvido em ouvido, de cidade em cidade. Tem dia em que ele faz show em duas, três cidades diferentes. (Informações extraídas de seu sítio)

Nesse disco, participações especiais de Dominguinhos na terceira faixa “Gente sofrida”, de Antonio Barros e Dezinho Queiroga, e de Elba Ramalho na quarta faixa “Dois rubis” de Petrúcio Amorim. Destaque para as duas faixas iniciais, “Caia por cima de mim’ de Maciel Melo e a música que empresta o nome ao álbum, “Filho do dono”, de Petrúcio Amorim. Destaque para outros dois xotes maravilhosos, para “Mensageiro beija-flor” de Nanado Alves e para “Mulher comprometida” de Antonio Barros.

Flávio José – Filho do dono
1996 – LBC

#01. Caia por cima de mim (Maciel Melo)
#02. Filho do dono (Petrúcio Amorim)
#03. Gente sofrida (Antonio Barros – Dezinho Queiroga)
#04. Dois rubis (Petrúcio Amorim)
#05. Coração que ama (Itanildo Show)
#06. Ciscadinho (Arlindo dos 8 baixos)
#07. Mensageiro beija-flor (Nanado Alves)
#08. Filosofia (Itanildo Show)
#09. Caminhos do sertão (Itanildo Show)
#10. Oh! Vaqueiro (Eufrásio – Gilson Neto – Nascimento Filho)
#11. Mulher comprometida (Antonio Barros)
#12. Quadrilha no pé de serra (Zezinho de Garanhuns – Rivaldo)
#13. Raiz do Coração (Cecéu)
#14. Louco de paixão (Pinto do Acordeon)

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CD – Zezum – Sai de baixo

Até onde eu sei esse é o único trabalho solo do Zezum, compositor e ritmista, acompanha Dominguinhos por onde quer que ele vá tocar. Ficou conhecido como compositor pela música “Onde está você”, gravada pelo Dominguinhos e pelo Trio Xamego.

Participação especial de Dominguinhos, tocando as sanfonas do álbum, zabumba de Dió de Araújo, guitarra de João Neto, baixo de Lau e pandeiro de Fúba de Taperoá, simplesmente a elite do time que acompanha Dominguinhos em seus shows.

Todas as composições são muito boas, e com um detalhe, todas são do próprio Zezum. Pode ser por causa do chapéu, mas quando o Dilú ficar mais velho, já sabe como vai ficar.

Zezum – Sai de baixo
CD Center

01 Sai e baixo (Zezum)
02 Onde está você (Zezum)
03 Meu desejo (Zezum)
04 Forró o mês inteiro (Zezum)
05 Pra me matar de saudade (Zezum)
06 Admiro sua beleza (Zezum)
07 Sensação diferente (Zezum)
08 Sinto sua falta (Zezum)
09 Ganhei milhões de amigos (Zezum)
10 Forró reveilon (Zezum)
11 Senti saudade (Zezum)
12 O nome dele é Luiz (Zezum)

Este disco está fora de catálogo, para baixá-lo, clique aqui.

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Gordurinha – Súplica cearence

Essa é mais uma colaboração do DJ Vinícius de BH, que, mesmo sem saber, nos ajuda a manter a constância na publicação dos álbuns de forró. Outro dia ele veio a São Paulo e deixou uns LPs aqui em casa, esse é um deles, é um disco difícil de se achar um original em bom estado e importante para marcar a presença do Gordurinha (Waldeck Artur Macedo), fazendo um breve apanhado de seus maiores sucessos, na época. Cantor, compositor e radialista, nasceu em 10/08/1922, em Salvador – BA.

Essa é uma coletânea, que depois seria re-lançada em 1987, é uma boa oportunidade para se ouvir as já conhecidas composições, na voz de seu autor. Aos 16 anos aprendeu a tocar violão. Cursou até o segundo ano de medicina, mas abandonou os estudos para seguir a carreira artística. Ganhou o apelido de Gordurinha dos amigos de rádio porque era magro demais.

“Waldeck Artur de Macedo começou a trabalhar na Rádio Sociedade da Bahia aos 16 anos. Foi lá que ganhou o apelido Gordurinha, uma ironia, já que na época era notadamente magro. Desde o início chamou a atenção por sua capacidade humorística, fazendo piadas e sátiras de quaisquer situações. Fez fama como humorista de rádio, e também trabalhou em uma companhia teatral, com a qual viajou por todo o país. Essa fama fez com que seu talento de compositor fosse subestimado. Nos anos 40 tentou a sorte no Rio de Janeiro, mas, não obtendo o mesmo sucesso que em Salvador, resolveu ir para Recife, onde atuou nas rádios locais. Disposto a tentar a vida no Rio mais uma vez, conseguiu entrar para a Rádio Nacional em 1952. Nas décadas de 50 e 60 gravou seus cinco discos, onde cantava suas músicas humorísticas acompanhado por orquestras.” (Trecho extraído do Blog do neto do Gordurinha)

Gordurinha – Súplica cearence
1967 – Continental

01. Súplica cearense (Gordurinha – Nelinho)
02. A cadeia da Vila (Gordurinha)
03. Oito da Conceição (Gordurinha)
04. Baianada (Gordurinha – Carlos Diniz)
05. Tenente Bezerra (Gordurinha)
06. Qual é o pó (Barbosa da Silva)
07. Poeira de morte (Florentino Coelho – Eloidee Warthon)
08. Eu preciso namorar (Gordurinha)
09. Vendedor de caranguejo (Gordurinha)
10. Quando os baianos se encontram (Gordurinha)
11. Não sou de nada (Gordurinha – Valter Silva)
12. Passe ontem (Umberto Silva – Luiz Mergulhão)

Para baixar esse disco, clique aqui.

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Texto – Forró é poeira, é simplicidade

Estava navegando pela rede e encontrei esse texto do Zé Teles.

Para começo de conversa, não passa de lenda, sem nenhuma sustança, a idéia de que o termo forró vem da expressão “for all”. Segundo esta versão, os ingleses que vieram ao Nordeste construir ferrovias, quando faziam bailes, colocavam na porta de entrada uma tabuleta na qual escreviam “for all”, ou seja “para todos”. Forró seria, pois, corruptela da expressão britânica. Muitos estudiosos, entre os quais o potiguar Luis da Câmara Cascudo, afirmavam que isto não tem o sentido (não exatamente com estas palavras). Primeiro porque os esnobes ingleses nunca foram de se misturar com a cabroeira que trabalhava para eles. Depois, esta cabroeira não sabia ler nem em português, quanto mais em inglês!

Forró vem, não se tem dúvidas, de forrobodó, palavra originária, segundo José Ramos Tinhorão, de Portugal. Significava, tanto no Sudeste, quanto no Nordeste do Brasil, os sambas promovidos pelo populacho. Em 1911, Chiquinha Gonzaga, musicou uma opereta intitulada Forrobodó, de Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. A dupla Xerém e Tapuia, em 1937, gravou a primeira música com o termo no título: Forró na roça, de Xerém e Manoel Queiroz, mas era um choro, não o forró formatado alguns anos mais tarde por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Quando Luiz Gonzaga deixou, em 1930, a casa dos pais, no Araripe, povoado de Exu (PE), forró já pertencia ao seu vocabulário, designando os bailes de finais de semana, movidos a oito baixos, zabumba, melê, às vezes triângulo, pífano, cuja trilha eram xotes, arrasta-pés, quadrilhas, rancheiras, marchinha-de-roda.

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, numa tarde de outono, de 1946, no Centro do Rio de Janeiro (na avenida Calógeras, onde o cearense mantinha um escritório de advocacia) arquitetaram o baião, em 1946. A partir da gravação desta composição seminal pelos 4 Ases e 1 Curinga, baião se tornaria por dez anos mania nacional. Mas ainda não era forró. Assim como o frevo até final dos anos 20 significava a folia, não a música que a animava, o forró continuou, até meados dos anos 50, sendo também chamado de samba, o frege, não os estilos musicais que Gonzaga ia incorporando ao seu repertório: xenhenhem, xaxado, rojão, coco, embolada, samba de latada, torrado, xamego, xerém, balaio, balanceio (criação do cearense Lauro Maia, cunhado de Humberto Teixeira). Não apenas incorporando, mas disseminando a música pelo Nordeste, onde virou ídolo, e influenciou dezenas de músicos a seguirem seus passos.

Um destes seguidores de Gonzagão chamava-se Zito Borborema, um paraibano que, em 1955, começou a fazer apresentações como Zito Borborema e seus Cabras da Peste. Em 1958, Zito Borborema seria mais um dos protegidos de Luiz Gonzaga, que o incentivou a formar com Dominguinhos e Miudinho o Trio Nordestino, que teve pouco tempo de vida com estes integrantes (no mesmo ano, os baianos Coroné, Cobrinha e Lindú pediriam autorização à dona Helena Gonzaga, para usar o nome do trio). Antes, em 1956, Zito Borborema entraria para a história da música nordestina ao gravar o primeiro disco (um 78rpm) que trazia no selo o nome forró como gênero na música Forró no Alecrim. Por esta época forró já deixara de significar a festa para ser o coletivo que abrigava os vários estilos musicais espalhados pelo Nordeste, que tanto podia ser instrumental, quanto cantado, tendo como característica principal o tripé: sanfona, zabumba e triângulo, consagrado por Luiz Gonzaga.

Esta era a instrumentação básica, mas raramente o forró gravado se limitava a ela. O pífano, a tuba, violão, com ênfase na baixaria, enriqueciam os discos do gênero. Em 1955, Jackson do Pandeiro incorporaria mais um estilo ao forró, o rojão, numa composição do pernambucano Edgar Ferreira, Forró em limoeiro. O paraibano, mais adiante, já no Rio de Janeiro, definiria seu estilo próprio, com um fraseado vocal, e um senso rítmico que até a atualidade influencia cantores e cantoras. Valia-se igualmente do uso de todo e qualquer instrumento que desse um colorido à sua música: de metais a violino. Também da Paraíba, viria Marinês (uma pernambucana de São Vicente Férrer, cuja família mudou-se, quando ela ainda era criança, para Campina Grande). Mais uma protegida de Luiz Gonzaga, Marinês formaria com este, mais Jackson do Pandeiro a santíssima trindade do forró, O Rei do Baião, o Rei do Ritmo, e a Rainha do Xaxado.

Nos anos 60, forró era tudo que fosse chamado de forró. Abdias, um paraibano, que foi um dos maiores tocadores da história dos oito baixos, marido de Marinês, incluía em seus discos, além dos estilos embutidos dentro do coletivo forró, também frevos e choros. Em meados dos anos 60, Abdias especializou-se no samba de latada, de letras passionais (que hoje seria chamada de brega), acompanhado de um regional (pandeiro, violão de sete, violão, cavaquinho) mais os instrumentos tradicionais do forró. Nos discos gravados no Recife, nos anos 60, na gravadora Rozenblit, era muito comum se ouvir tuba, clarinete, e pífano, ao lado de sanfona, triângulo e zabumba, acompanhando Jacinto Silva, Genival Lacerda, ou o Coroné Ludugero, nome artístico do pernambucano Luis Jacinto, humorista e forrozeiro, verdadeira lenda nordestina, falecido precocemente num desastre aéreo em 1970, no Pará. Luiz Gonzaga, mais uma vez inovaria o forró, no início dos anos 70, ao incorporar ao seu instrumental a detestada guitarra dos conjuntos de iê-ê-iê, fustigados por ele em Xote dos cabeludos (dele e José Clementino) em 1967, no auge da Jovem Guarda.

O que é forró? O alagoano Jacinto Silva responde a pergunta: “Forró é poeira, é simplicidade. Forró é uma seqüência de ritmos nordestinos: xaxado, coco de roda, marchinha de roda, baião, xote… Esses ritmos todos é que significam o forró”.

José Teles
Especial para o JC OnLine

Fonte.

Tony Martins – Frevo e choro

Essa é mais uma colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB. Ele garimpou esse LP do famoso Martins da sanfona, quando ainda era chamado de Tony Martins. Álbum produzido por Roberto Stanganelli.

Segundo o amigo Thiago dos Santos, de Recife – PE, Antonio Martins, Martins da sanfona, Toinho Martins são todos a mesma pessoa. É pernambucano da cidade de Lagoa dos gatos. Sanfoneiro notável que participou das gravações do Coronel Ludugero e do Genival Lacerda, no início da carreira.

Tony Martins – Frevo e choro
Inspiração discos

01 Relembrando Recife (Evandro – Tony Martins) Frevo
02 Antigamente era assim (Tony Martins) Choro
03 Baiãozinho de roda (Tony Martins) Baião
04 Samba de morro (Altamiro Carrilho) Samba
05 Forró em Barretos (Tony Martins) Forró
06 Relembrando o norte (Severino Araújo) Frevo
07 Dedilhando na quinta (Tony Martins) Choro
08 Náutico (Nelson Ferreira) Frevo
09 Voltei ao meu lugar (Ivan P. da Silva “Carioca” – Del Loro) Choro
10 Mandei de volta (Santana) Choro
11 Carioquinha (Waldir Azevedo) Choro
12 Saudade de um amigo (Jackson do pandeiro) Choro

Para baixar esse disco, clique aqui.

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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