Bezerra da Silva – O rei do côco

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Finalmente atendendo a pedidos e mais pedidos, venho aqui postar esse que é um disco bem raro de se encontrar, eu mesmo não o tenho. Há alguns anos, alguém me enviou as músicas dele, se não me engano foi nosso amigo DJ Ivan, porém sem o registro da capa. Há alguns meses também não me lembro quem, mas me enviaram a capa dele. E hoje chegou a vez de disponibiliza-lo aqui.

Como já dito na postagem do volume 2 do rei do côco, Bezerra foi nacionalmente conhecido pelos seus sambas de partido alto. Mas um outro lado dele é o seu lado de compositor. Pesquisando nos registros do Brasil em Vinil, encontramos duas composições suas que foram gravadas por Jackson do Pandeiro, são elas: “Cadê meu boi” e “Chico chora”

Nesse disco, podemos encontrar uma música que praticamente todo bom forrozeiro aqui do sudeste conhece, “Rapa cuia”, vale a pena conferir

Bezerra da Silva – O rei do côco
1975 – Tapecar

01. O rei do côco (Bezerra da Silva)
02. Língua grega (Buco do Pandeiro – José Pereira)
03. Valente na boca do boi (Arnô Canegal – Waldemar Silva)
04. Côco de Itambé (Bezerra da Silva)
05. Rapa cuia (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
06. Côco do trato (Bezerra da Silva – F. Terra)
07. A coisa mudou (Bezerra da Silva – Geraldo Barbosa)
08. Côco do B (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
09. O catimbozeiro (Bezerra da Silva – Sydney da Conceição)
10. Vai chover hoje urubu (Antônio Rodrigues – Buco do Pandeiro)
11. Lei da Bahia (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
12. Rima de doê (Bezerra da Silva)

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Bezerra da Silva – O rei do côco vol.2 – 1976

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Intérprete, compositor e instrumentista, José Bezerra da Silva nasceu no Recife – PE, no dia 23 de fevereiro de 1927, aos 9 anos já tocava zabumba e cantava côco, aos 15 anos Bezerra viajou para o Rio de Janeiro clandestinamente num navio que transportava açúcar, frustrou-se com objetivo de procurar o pai e acabou ficando por lá.

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Trabalhou na construção civil e ajuntou-se com uma nega e foi morar num barraco no Morro do Cantagalo. Tornou-se boêmio e malandro, tendo sido detido pela polícia mais de vinte vezes. Foi acolhido em um terreiro de umbanda, onde descobriu sua mediunidade e soube, através de uma mãe-de-santo, que o seu destino era a música.

Iniciado na música pelo côco de Jackson do Pandeiro, começou, em 1950, sua carreira como ritmista na Rádio Clube tocava tamborim, surdo e instrumentos de percussão em geral. Suas primeiras composições, “O Preguiçoso” e “Meu Veneno”, foram gravadas por Jackson.

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Seu primeiro disco, um compacto, foi gravado em 1969, pela Copacabana, e o primeiro LP seis anos depois, “O rei do côco”(vol 1). Bezerra da Silva estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito anos tocando na orquestra da TV Globo. Era um dos poucos partideiros que sabia ler música.

Depois, dedicou-se ao samba de partido alto e ganhou fama nacional. Em sua obra, canta as mazelas do morro, a violência policial, o tráfico e consumo de drogas, utilizando-se de refinada ironia e linguagem típica dos malandros.

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Como aqui o que interessa é o forró, apresentamos um disco bastante raro que registra que Bezerra tentou se destacar com o côco antes de cair no samba. Nesse disco de 1976, nota-se uma divisão clara no stereo, só a voz no meio, além dos diversos instrumentos percussivos precisamente divididos, em algumas músicas, berimbau na direita e congas na esquerda, baixo de um lado e 7 cordas do outro, se puder ouvir num fone de ouvido fica mais fácil de perceber esses detalhes.

Dispa-se de preconceitos e dance um forrózinho cantado pelo Bezerra, destaque para a faixa “O rei do côco”, de autoria própria que seria regravada em ritmo de samba mais recentemente.

Bezerra da Silva – O rei do côco vol.2 1976

01. Se não souber dizer (Buco do Pandeiro)
02. Assim, sim (Janice – Carlinhos do Cavaco)
03. Carne de pescoço (Bezerra da Silva – Darcy de Souza)
04. Pour la madame (Bucy Moreira – Arnô Canegal)
05. Não sou valente (Dida – Neoci)
06. O rei do côco (Bezerra da Silva)
07. Vamos s´imbora nenem (Avarése)
08. Cara de boi (Dicró – Bezerra da Silva)
09. Mãe é sempre mãe (Bezerra da Silva)
10. Segura a viola (Pernambuco – Betinho)
11. Côco do trocadilho (Buco do Pandeiro)
12. Bruta inveja (Bezerra da Silva – Nilo Dias)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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