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Paulo Tito – O vendedor de biscoito

Colaboração do Zé Lima, de Niteroi – RJ e do José de Sousa, de Guarabira – PB

Paulo Peres Tito (8/4/1929 Natal,/RN) é um cantor, compositor e produtor brasileiro. Aprendeu o gosto musical com o pai. Estreou como cantor aos 13 anos de idade na Rádio Educadora de Natal.

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Participou de diversos programas de calouros em sua cidade natal. Em 1951 assinou contratao com a Rádio Jornal do Comércio do Recife, onde ficou contratado por três anos. Atuou como cantor na Orquestra Tabajara.

VERSO

Em 1954 foi para o Rio de Janeiro a convite de Luiz Gonzaga para cantar na Rádio Mayrink Veiga. No período, o Rei do Baião estava sem o seu Zabumbeiro, que não compareceu à apresentação que estava por acontecer. Foi quando Tito se ofereceu a Luiz Gonzaga para substituir seu integrante. Após a apresentação, Tito disse que Luiz ficou encantado com o seu trabalho, tanto que o convidou para trabalhar no Rio de Janeiro. Um mês depois, chegou o telegrama de Luiz Gonzaga o convidando para trabalhar na Rádio Nacional. Após receber ajuda de custo do Rei para a viagem, Tito partiu para a Cidade Maravilhosa.

Lá ele morou por 26 anos, onde não foi só cantor e compositor, mas também produtor e diretor musical, trabalhando nos bastidores da música.

Paulo Tito – O vendedor de biscoito

1960 – Musicolor

01 O vendedor de biscoito (Gordurinha – Nelinho)
02 Fica meu benzinho (Irmãos Orlando – Silva Rodrigues)
03 Rancheira dos namorados (Miguel Lima – Fred Williams)
04 A vassoura do compadre (Gordurinha)
05 Torquata (Miguel Lima – Nelsinho)
06 Bilu, bilu (João Barone)
07 A canção do ceguinho (Elias Soares)
08 Tambaú (Severino Araújo – Silvinho Lopes)
09 Recadinho da mamãe (José Luiz – Santos Silva)
10 Pedida legal (Gordurinha)
11 Maxambomba (Iracema B. de Carvalho)
12 Confusão em família (Miguel Lima – L. Miranda)
13 Show de balanço (Paulo Tito)

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Paulo Tito – Baiano da Guanabara

O áudio é uma colaboração do Zé Lima, de Niteroi – RJ e do José de Sousa, de Guarabira – PB; As capas foram enviadas pelo DJ Xiita, de Salvador – BA.

Em 1960 – Paulo Tito gravou o LP “Baiano da Guanabara”, pela Carrossel. Esta gravação de Paulo Tito tem a honra de ter sido a primeira a trazer a música Súplica Cearense, de Gordurinha e Nelinho.

Conforme relata Roberto Torres no livro Gordurinha (Coleção Gente da Bahia) “… a história deste disco é engraçada. Gravei esse disco por acidente. Quem iria gravá-lo era o Gordurinha. No dia da gravação, quando todos os úsicos do Regional do Conhoto, que tinha um cachê altissimo, já estavam em estúdio, Gordurinha ligou avisando que estava doente, sem poder gravar”, conta Paulo Tito.

O Regional do Canhoto (conjunto musical instrumental brasileiro de choro criado em 1951) sem dúvidas, um dos mais famosos da época, era famoso por Canhoto (cavaquinho), Altamiro Carrilho (flauta), Dinho (violão sete cordas), Jaime Florence (violão seis cordas) e Gilson (pandeiro)… Diante desse impasse, o dono da gravadora indagou a Paulo Tito se ele conhecia o repertório que iria ser gravado. E, em função da resposta positiva, decidiu que seria o cantor do Rio Grande do Norte, quem colocaria a sua voz no disco “BAIANO DA GUANABARA”/GORDURINHA/PAULO TITO/CARROUSSEL/SE-1.006-a/1960.

Paulo Tito conta que: “…no começo resisti, não queria gravar. Até porque era um disco de forró, baião, e meu estilo era outro. Sou um cantor romântico. Terminei gravando e o disco nasceu de um acidente. O elepê terminou sendo um sucesso, pois foi lançado na época que Juscelino Kubistischek transferiu a capital do país do Rio de Janeiro para Brasília e a música de Gordurinha que dá título ao disco “Baiano da Guanabara” fazia uma gozação com os cariocas por causa dessa mudança. Foi muito interessante. Exatamente, porque os cariocas viviam gozando os baianos. Com a música o contrário passou a acontecer”.

Baiano da Guanabara
Composição: Gordurinha

Carioca amigo, tu sempre mexeu comigo
Eu nunca me zanguei
Vê se agora não se invoca
Meu amigo carioca
Pois eu nunca me invoquei
Tu zombava, Tu dizia
Que eu sou pau de arara
É, mas JK se afogou
E o carioca já virou
Baiano da Guanabara

Escute aqui: sou filho do interior
E tú também!
Tô longe da capital
E tú também!
É o baiano pau de arara
è o baiano da Guanabara
Que diferença é que tem?

Vou te ensinar o meu sotaque
pois você não tem nenhum
Olha: aipim é macaxeira
(viu bichinho?)
E abóbora é jirimum

Que tá gozado tá
Carioca com sotaque de pau de arara
É, mas JK se afogou
E o carioca já virou
Baiano da Guanabara

Gordurinha não participou da gravação do disco mais assinou a metade das músicas de “Baiano da Guanabara”, são elas: “Pelé”, “Baiano da Guanabara”, “Larga o Coco”, “Súplica Cearense” e “Não Tá Certo Não” (Gordurinha e Nelinho): e “Perigo de Morte”, (Gordurinha e Wilson de Moraes). (Fonte)

Paulo Tito – Baiano da Guanabara
1961 – Carroussel

01. Baiano da Guanabara (Gordurinha)
02. Quem É (Osmar Navarro / Oldemar Magalhães)
03. Larga o Coco (Gordurinha)
04. E Você Não Vem (Almeida Rego)
05. Súplica Cearense (Gordurinha / Nelinho)
06. Não Tá Certo Não (Gordurinha)
07. Pelé (Gordurinha)
08. Ainda Te Espero (Rubens Machado / Claudionor Santos)
09. Perigo de Morte (Gordurinha / Wilson de Morais)
10. Ninguém É de Ninguém (Umberto Silva / Toso Gomes / Luis Mergulhão)
11. O Galo do Lugar (P. Sobrinho / Milton Gomes)
12. Tristeza de Juriti (Bidú Reis / Murillo Latini)

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Pré-Entrevista com Paulo Tito

*Link enviado pelo Felipe Campos Batista

Pauta, Filmagens e Edição: Vinícius de Oliveira.
Entrevistadores: Vinícius de Oliveira e Dayhenni Molick

“Seresteiro e compositor, Paulo Peres Tito, 80, é natural de Natal e foi criado no bairro das Rocas. Filho do pescador Francisco Tito, ele conta que sempre teve uma infância humilde. Do seu pai ele herdou o dom da música, além de alguns bens materiais após a sua morte. Aos treze anos, quando trabalhava numa relojoaria, que tinha como proprietário Carlos Farach, um dos donos da Rádio Educadora de Natal (REN), ele teve sua primeira oportunidade como músico. Certo dia, enquanto estava trabalhando, ele começou a cantar alto, o que chamou a atenção de todos, inclusive do dono, que logo o chamou para cantar em sua rádio. Na oportunidade, ele participou de um concurso e ficou em primeiro lugar. Foi aí que surgiu o contato com a Rádio e a sua carreira começou.

Mais maduro, em 1951, por vontade própria, foi para Pernambuco à procura de melhores oportunidades. Foi quando Tito fez um teste na Rádio Regional do Comércio, em Recife, onde foi contratado por três anos. Em 1954, quando ainda estava na Rádio Regional do Comércio, Paulo Tito teve contato com Luiz Gonzaga. No período, o Rei do Baião estava sem o seu Zabumbeiro, que não compareceu à apresentação que estava por acontecer. Foi quando Tito se ofereceu a Luiz Gonzaga para substituir seu integrante. Após a apresentação, Tito disse que Luiz ficou encantado com o seu trabalho, tanto que o convidou para trabalhar no Rio de Janeiro. Um mês depois, chegou o telegrama de Luiz Gonzaga o convidando para trabalhar na Rádio Nacional. Após receber ajuda de custo do Rei para a viagem, Tito partiu para a Cidade Maravilhosa. Lá ele morou por 26 anos, onde não foi só cantor e compositor, mas também produtor e diretor musical, trabalhando nos bastidores da música.

Em 1975 voltou ao Rio Grande do Norte para lançar o disco “Reencontro”, junto com outros artistas locais a convite do então Governador Cortez Pereira, que estava pra sair do governo. Em relação a isso, Tito ainda se mostra surpreso com o acontecido, visto que Cortez Pereira fez o contrário do que normalmente acontece: promoveu uma comemoração antes de sair do governo, o que normalmente é feito no período em que os políticos querem se apossar do Poder Público. Mas Paulo Tito só voltou definitivamente ao RN em 1980, quando, segundo ele, “a idade pesou”. Atualmente ele é seresteiro aqui em Natal. Para ele, “a música é um alimento” que ele necessita consumir. Além de cantar, ele faz palestras, como fez recentemente no SESC sobre a história do samba. Também foi professor de violão durante 14 anos pelo Instituto de Música Waldemar de Almeida, da Fundação José Augusto. “Quem está preparado, trabalha”, disse Paulo Tito após ser perguntado sobre o que achava do apoio que os artistas natalenses recebiam. Segundo ele, Natal apóia os artistas da Terra. “O músico, para ter o apoio do público, do Estado ou da empresa privada, tem que estar preparado pra receber o apoio, porque ninguém vai apoiar um artista que não conheça a música”, afirmou.

Há dois anos, Tito foi homenageado no Teatro Alberto Maranhão, através do Projeto Seis e Meia, recebendo um prêmio simbólico, que, por ele estar doente, foi recebido por Leide Câmara, uma grande incentivadora do seu trabalho. Em relação ao seu estilo musical, a seresta, Paulo disse que o ritmo não perdeu espaço para outros estilos musicais, como o forró e o rock, afirmando que “a seresta não nasceu, já existia, ela é eterna”. Hoje ele diz que tudo mudou muito em relação à música, pois o que importa mais é a questão visual, e não o conteúdo. E, embora haja essa contrastante diferença, ele afirma que isso é certo, porque está de acordo com a época em que vivemos.

Atualmente, Paulo está em seu segundo casamento. O primeiro foi em 1950, e teve dois filhos. O segundo é recente, faz somente dez anos que está casado com sua companheira, que tem 34 anos de idade. Cinco anos depois, nasceu sua outra filha, que hoje tem cinco anos de idade. Sobre o assunto, Tito disse perceber o preconceito das pessoas por ele ser mais velho que sua esposa e parecer avô de sua filha.” (Extraído do www.programaxequemate.blogspot.com)

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Paulo Tito – Poeira de morte

Colaboração do Felipe Campos Batista

“Um belo disco do Paulo Tito, eu destaco nesse disco a música ‘Indiferente’ de Paulo Tito e Zé Gonzaga, a música ‘Amoroso’ de Roberto Martins e Miguel Lima, gravada por grandes nomes do forró como Moura Junior, Luiz Wanderley e até Canhoto e seu regional. Destaque também para “Lua lua” de Catulo de Paula, onde Paulo Tito demosntra toda sua habilidade com o violão.

O ano da gravação não consta nos selos, porém eu acredito que seja do final da década de 1960 e início da década de 1970.”

Paulo Tito – Poeira de morte
Cantagalo

01 – Ingratidão tira feição (Zé Gonzaga)
02 – Amoroso (Roberto Martins – Miguel Lima)
03 – Beijo roubado (Miguel Lima)
04 – Poeira de morte (Florentino Augusta)
05 – Xanduzinha (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
06 – Assum preto (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
07 – Guriatã de coqueiro (Ratinho)
08 – A volta da asa branca (Zé Dantas – Luiz Gonzaga)
09 – Baião Bacaninha (Paulo Tito – Osvaldo Silva)
10 – Lua lua (Catulo de Paula)
11 – Indiferente (Paulo Tito – Zé Gonzaga)
12 – São João sem amor (Paulo Tito – Sebastião de Oliveira)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan