Compacto – Trio Nordestino

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Estamos em comemorações juninas e o presente do domingo é o compacto simples postado hoje com dois forrós em ritmo arrasta-pé.

O compacto é um pré-lançamento do Trio Nordestino, do álbum entitulado “O TROFÉU É NOSSO” de 1966, o trio com a sua mais famosa formação, Lindu, Cobrinha e Coroné.

E vamos dançar o ‘Arraiá”!

Compacto – Trio Nordestino
1976 – Copacabana

Lado A – São João do sul (Severino Ramos – Fagundes Silva)
Lado B – Safra bôa (Lindolfo Barbosa – Geraldo Nunes)

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Compacto – As 4 melhores do nordeste

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Nesse domingo, o álbum postado é um compacto duplo, gravado pela Epic, uma ramificação da gravadora CBS.

Foi produzido por Abdias dos 8 Baixos no ano de 1976. As peculiaridades que valem a pena destacar nesse álbum são que todas as músicas estão em suas versões originais e que 3 faixas (“Pescaria em Boqueirão”, “Sou o Estopim” e “A Vendinha da Feira”) devido ao sucesso na época foram regravadas nesse compacto no mesmo ano que foram lançados oficialmente em seus álbuns.

A faixa “Pra Não Morrer de Tristeza” foi gravada orinalmente pela CBS em 1965 no disco de Adbias dos 8 Baixos entitulado “Sai do Sereno” é um forró sambado na categoria um dos meus preferidos. Essa canção ja foi regravada por vários artistas renomados como por exemplo Ney Matogrosso, Luiz Gonzaga, Manoel Serafim, Núbia Lafayette, João Silva, etc. (disco e texto enviado por Dj Rick)

Coletânea – As 4 melhores do nordeste
Epic – 1976

01. Pescaria em Boqueirão – Messias Holanda (João Gonçalves – Messias Holanda)
02. Sou o estopim – Marinês (Antonio Barros)
03. A vendinha da feira – Os 3 do Nordeste (Assisão – Zé Cacau)
04. Pra não morrer de tristeza – Abdias (João Silva – K. Boclinho)

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Luiz Gonzaga – Capim novo

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“Estamos em 1976 e lá se vão 64 anos de vida e quase 40 de carreira e o que surpreende nesse Lua de obra tão lírica quanto o apelido, é a coerência e o sentido de permanência de sua obra, mesmo num tempo que não tem sido muito benfazejo para com a verdadeira música rural brasileira.

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O que surpreende é a eternidade de algumas de suas músicas, o raro sentido de observação com que foram compostas e lançadas nas acadêmicas parcerias com Humberto Teixeira ou Zé Dantas.”(Trecho extraído da contra-capa)

Gravado em 16 canais, com produção de Rildo Hora e arranjos de Severino Araújo, destaque para “Apologia ao jumento”.

Luiz Gonzaga – Capim novo
1976 – RCA

01. Capim novo (Luiz Gonzaga – José Clementino)
02. Carapeba (Luiz Bandeira – Julinho)
03. Sanfona sentida (Dominguinhos – Anastácia)
04. Mané gambá (Luiz Gonzaga – Jorge de Altinho)
05. Saudade doi (Humberto Teixeira)
06. Bandinha de fé (Hildelito Parente)
07. Fulo da maravilha (Luiz Bandeira)
08. Quero ver (D. Matias)
09. São João nas capitá (Luiz Ramalho – Luiz Gonzaga)
10. Nos cafundó de bodocó (Jurandy da Feira)
11. Roendo unha (Luiz Ramalho – Luiz Gonzaga)
12. Apologia ao Jumento (o jumento é nosso irmão) (Luiz Gonzaga – José Clementino)

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Genival Lacerda – Vamos Mariquinha

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Outro dia encontrei o DJ Rick e ele me disse que ia postar um 78 RPM do Genival Lacerda. Óbviamente fiquei curioso, mas fazer o que? O negócio é esperar até domingo e enquanto isso, podemos ouvir um pouco do LP de 1976.

Gordurinha e Onildo Almeida assinam duas faixas, entre diversas composições de duplo sentido, a maioria de parceria do próprio Genival e de João Gonçalves, sem deixar de citar Durval Vieira e Joci Batista.

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Produção de Lindolfo Barbosa, lançado pela SOM, um ramo da Copacabana, gravado no Rio de Janeiro, embora a faixa título fale do minhocão paulistano. Destaque para “Sanfoneiro Alagoano” de Brito Lucena.

Genival Lacerda – Vamos Mariquinha
1976 – SOM

01. Vamos Mariquinha (Durval Vieira – Joci Batista)
02. Forró da gente (Onildo Almeida)
03. É ai que você se engana (João Gonçalves – Genival Lacerda)
04. Az de copas (João Gonçalves – Genival Lacerda)
05. É uma beleza (Durval Vieira)
06. Mungusá de côco (João Gonçalves – Genival Lacerda)
07. Porco mecânico (João Gonçalves – Genival Lacerda)
08. Burrico da Gabriela (João Gonçalves – Genival Lacerda)
09. Sanfoneiro alagoano (Brito Lucena)
10. Eu preciso namorar (Gordurinha)
11. Você já me fez sofrer (João Gonçalves – Genival Lacerda)
12. A mulher da cocada (João Gonçalves – Genival Lacerda)

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Banda de pífanos de Caruaru

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A Banda de Pífanos de Caruaru tem suas origens no ano de 1924, quando Manoel Clarindo Biano, sertanejo das Alagoas, herdou de seu pai dois pífanos (ou pifes), um bombo, um prato e a missão de manter viva a Zabumba Cabaçal criada por seu avô, banda de pífanos, ou “esquenta mulher”, como é conhecida nas Alagoas, ou banda cabaçal, ou terno de zabumba, dentre outras denominações que variam conforme a região.

Manoel juntou a família, seus filhos Benedito e Sebastião, e um amigo e começaram a percorrer o nordeste, fugindo da seca e da miséria, fazendo apresentações em quermesses, novenas, casamentos, batizados, enterro de “anjos” e até mesmo para o lendário Lampião (1927). Foi nessas andanças que aportaram em Caruaru, no ano de 1939, onde continuaram com seus shows. 1955 marca a perda de s. Manoel. A missão de manter viva a tradição foi delegada aos seus filhos, e agora também aos seus netos: Luiz, que permaneceu por pouco tempo, e Amaro (filhos de Sebastião) e Gilberto e João (filhos de Benedito), agora batizados com o nome de Banda de Pífanos de Caruaru.

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A música da “Bandinha” ultrapassou os limites do estado de Pernambuco, chegando aos ouvidos, nos anos 60, dos tropicalistas Jards Macalé, de nosso atual ministro Gilberto Gil e, mais pra frente de Caetano Veloso. Do encontro entre os instrumentistas e Caetano nasceu “Pipoca Moderna”, que permitiu, embora os Biano só tivessem descoberto, por acaso, a veiculação da música alguns anos depois, o reconhecimento nacional da Banda de Pífanos de Caruaru.(texto extraído do sítio entre cantos)

Banda de pífanos de Caruaru
1976 – Continental

01. Pipoca moderna (Caetano Veloso – Sebastião Biano)
02. Caboré (Sebastião Biano)
03. Frevo Danado (Ronaldo Maciel – Rui Ferreira)
04. Arrasta pé corneta (Sebastião Biano)
05. Lamentação (Plácido de Souza)
06. Flor de muçambê (Manoel Alves – João Biano)
07. Carimbó do pífano (Sebastião Biano)
08. O tocador rebate a marcha (Sebastião Biano)
09. Levanta Poeira (Sebastião Biano)
10. O choro dos pífanos (Sebastião Biano)
11. Cabo da vassoura (Sebastião Biano)

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Bezerra da Silva – O rei do côco vol.2 – 1976

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Intérprete, compositor e instrumentista, José Bezerra da Silva nasceu no Recife – PE, no dia 23 de fevereiro de 1927, aos 9 anos já tocava zabumba e cantava côco, aos 15 anos Bezerra viajou para o Rio de Janeiro clandestinamente num navio que transportava açúcar, frustrou-se com objetivo de procurar o pai e acabou ficando por lá.

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Trabalhou na construção civil e ajuntou-se com uma nega e foi morar num barraco no Morro do Cantagalo. Tornou-se boêmio e malandro, tendo sido detido pela polícia mais de vinte vezes. Foi acolhido em um terreiro de umbanda, onde descobriu sua mediunidade e soube, através de uma mãe-de-santo, que o seu destino era a música.

Iniciado na música pelo côco de Jackson do Pandeiro, começou, em 1950, sua carreira como ritmista na Rádio Clube tocava tamborim, surdo e instrumentos de percussão em geral. Suas primeiras composições, “O Preguiçoso” e “Meu Veneno”, foram gravadas por Jackson.

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Seu primeiro disco, um compacto, foi gravado em 1969, pela Copacabana, e o primeiro LP seis anos depois, “O rei do côco”(vol 1). Bezerra da Silva estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito anos tocando na orquestra da TV Globo. Era um dos poucos partideiros que sabia ler música.

Depois, dedicou-se ao samba de partido alto e ganhou fama nacional. Em sua obra, canta as mazelas do morro, a violência policial, o tráfico e consumo de drogas, utilizando-se de refinada ironia e linguagem típica dos malandros.

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Como aqui o que interessa é o forró, apresentamos um disco bastante raro que registra que Bezerra tentou se destacar com o côco antes de cair no samba. Nesse disco de 1976, nota-se uma divisão clara no stereo, só a voz no meio, além dos diversos instrumentos percussivos precisamente divididos, em algumas músicas, berimbau na direita e congas na esquerda, baixo de um lado e 7 cordas do outro, se puder ouvir num fone de ouvido fica mais fácil de perceber esses detalhes.

Dispa-se de preconceitos e dance um forrózinho cantado pelo Bezerra, destaque para a faixa “O rei do côco”, de autoria própria que seria regravada em ritmo de samba mais recentemente.

Bezerra da Silva – O rei do côco vol.2 1976

01. Se não souber dizer (Buco do Pandeiro)
02. Assim, sim (Janice – Carlinhos do Cavaco)
03. Carne de pescoço (Bezerra da Silva – Darcy de Souza)
04. Pour la madame (Bucy Moreira – Arnô Canegal)
05. Não sou valente (Dida – Neoci)
06. O rei do côco (Bezerra da Silva)
07. Vamos s´imbora nenem (Avarése)
08. Cara de boi (Dicró – Bezerra da Silva)
09. Mãe é sempre mãe (Bezerra da Silva)
10. Segura a viola (Pernambuco – Betinho)
11. Côco do trocadilho (Buco do Pandeiro)
12. Bruta inveja (Bezerra da Silva – Nilo Dias)

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