Zé Calixto – Forró pra toda gente

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB. Dessa vez ele desenterrou um LP que não consta em vários catálogos que consultei. Curiosamente, a data não é citada nem nas capas e nem nos rótulos, suponho que seja de 1978, alguém confirma ou discorda?

Produzido por Bastinho Calixto, destaque para o instrumental “André de sapato novo”, de André Victor Correia.

Zé Calixto – Forró pra toda gente
1978 – Tapecar

01 Choromingo (Zé Calixto)
02 Conforme seja (Luizinho)
03 Forró do Mengo (Dominguinhos – Anastácia)
04 Entardecendo (Sivuca)
05 Rio tinto (Zé Calixto)
06 Bem caprichado (Dominguinhos – Anastácia)
07 Indo e voltando (Zé Calixto)
08 André de sapato novo (André Victor Correia)
09 Forró pra toda gente (Zé Calixto)
10 Cabuloso (Luizinho)
11
O sanfoneiro só tocava isso (Haroldo Lobo – Geraldo Medeiros)
Do tempo de meu pai (Alventino Cavalcante)
Vamos ter arrasta-pé (Zé Calixto)

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João Gonçalves – Pescaria em boqueirão

“Autor de muitos sucessos gravados por Genival Lacerda, como Severina Xique-Xique, forrozeiro foi perseguido pela censura militar por causa das letras de duplo sentido

Em 1975, na tradicional festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira de João Pessoa, João Gonçalves, então um dos maiores vendedores de discos do País, cantava seu sucesso “Pescaria em Boqueirão”, mais conhecido como “A Minhoca”. (Trecho inicial de texto de José Teles, íntegra)

Além da faixa que empresta o nome ao LP, outra faixa que merece destaque é o xote “Az de copas” de João Gonçalves e Genival Lacerda, que também a gravou, no mesmo ano.

João Gonçalves – Pescaria em boqueirão
1976 – Tapecar

#01. Az de copas (João Gonçalves – Genival Lacerda)
#02. Quixeramobim (Glorinha – Albuquerque)
#03. Hipie de araque (João Gonçalves – Genival Lacerda)
#04. Mulher vaidosa (Glorinha – João da Gomdil)
#05. Cai tanajura (João Gonçalves – Genival Lacerda)
#06. A lesma (Glorinha – Gilson de Pace)
#07. Pescaria em boqueirão (João Gonçalves – Messias Holanda)
#08. Dona Juvina (João Gonçalves – Adolfinho)
#09. Conselho (João Gonçalves – Edmundo Viana)
#10. Levou na conversa (Glorinha – Zito Mirim)
#11. Museu do algodão (Glorinha – Rita Gonçalves)
#12. Forró do quebra osso (Glorinha – A. Ribeiro)

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Zé Calixto – Baile em sua casa

Mais uma colaboração do camarada Lourenço Molla, de João Pessoa – PB. Esse é o LP de 1976, depois de passar pelos selos Sinter, Phillips, Fontana e Tropicana, ele lança pela Tapecar mais esse belíssimo trabalho.

Um álbum instrumental, do começo ao fim. Mais um item indispensável na discoteca de qualquer forrozeiro que se preze.

Direção de produção de Oséas Lopes, assistência de produção de Bastinho Calixto

Zé Calixto – Baile em sua casa
1976 – Tapecar

01. Forró Em Cubati (Zé Calixto)
02. Alegra Meu Povo (Luizinho)
03. Se Tiver Mulher (Bastinho Calixto – Zé Calixto)
04. Vamos Dançar Gente (Luizinho)
05. Numa Festa Junina (Zé Calixto)
06. O Bilhete (Bastinho Calixto – Oséas Lopes)
07. Raiou o Dia (Bastinho Calixto)
08. Currais Novos (Manoel Serafim – Zé Calixto)
09. Testa Com Testa (Manoel Serafim – Antonio Rodrigues)
10. O Baile Em Sua Casa (Luizinho – Bastinho Calixto)
11. Só Choro Assim (Zé Araújo)
12. Pedra Lavrada (Bastinho Calixto)

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Jair Alves e Manoel Serafim – Cantiga do povo

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Essa é mais uma preciosidade enviada pelo nosso colaborador mineiro, o DJ Vinícius de Belo Horizonte.

Do Jair Alves não consegui levantar nenhuma informação.

Paraibano de Boqueirão, Manoel Serafim de Souza Filho nasceu em 1936. Cantor, compositor e ritmista, foi ao Rio de Janeiro em 1967, onde viveu por 21 anos atuando no ‘Forró Forrado’ de Anísio Silva. A convite do célebre Jackson do Pandeiro, tocou no Hotel Nacional durante dois anos. Gravou com Marinês, Abdias e Zé Calixto, como ritmista.

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Lançou nove LPs pela antiga e extinta gravadora ‘Tape K’ e também na ‘CBS’, além de cinco CDs independentes.Tocou também com Luiz Gonzaga. Seu último disco recebeu o título de ‘Coletânea para sempre’. Manoel tinha um programa ‘O Forró do Serafim’, aos sábados, das 16h às 18h, na Rádio Tabajara AM, com divulgação dos grandes trunfos da música nordestina.

Direção de produção de Oséas Lopes, Assistente de produção Bastinho Calixto, no lado A, destaque para o forró “Louco vagabundo” de Bastinho Calixto e Gilson Souto e, no lado B, para o samba “Não adianta chorar” de Geraldo Gomes e Reivan.

Jair Alves e Manoel Serafim – Cantiga do povo
1979 – Tapecar

Lado A
Intéprete: Jair Alves

* 01. Velha calçada (Glorinha – Estenio Bezerra)
* 02. Ana Benta (Glorinha – Albuquerque – Cicero Batista)
* 03. Incorrigível (Glorinha – Sergio Pretim)
* 04. Chega pra cá (Bartô Galeno – Coronel Pereira)
* 05. Louco vagabundo (Bastinho Calixto – Gilson Souto)
* 06. Saudade matadeira (Dominguinhos – Anastácia)

Lado B
Intéprete: Manoel Serafim

* 07. Cantiga do povo (Zelita – Bastinho Calixto)
* 08. Carimbó na Ribeira (Manoel Serafim – Julio César)
* 09. É lamentavel o teu erro (Severino Ramos – Manoel Serafim)
* 10. Baile na minha palhoça (Bastinho Calixto – Zé Calixto)
* 11. Transformação (João Gonçalves – Manoel Serafim)
* 12. Não adianta chorar (Geraldo Gomes – Reivan)

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Bezerra da Silva – O rei do côco

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Finalmente atendendo a pedidos e mais pedidos, venho aqui postar esse que é um disco bem raro de se encontrar, eu mesmo não o tenho. Há alguns anos, alguém me enviou as músicas dele, se não me engano foi nosso amigo DJ Ivan, porém sem o registro da capa. Há alguns meses também não me lembro quem, mas me enviaram a capa dele. E hoje chegou a vez de disponibiliza-lo aqui.

Como já dito na postagem do volume 2 do rei do côco, Bezerra foi nacionalmente conhecido pelos seus sambas de partido alto. Mas um outro lado dele é o seu lado de compositor. Pesquisando nos registros do Brasil em Vinil, encontramos duas composições suas que foram gravadas por Jackson do Pandeiro, são elas: “Cadê meu boi” e “Chico chora”

Nesse disco, podemos encontrar uma música que praticamente todo bom forrozeiro aqui do sudeste conhece, “Rapa cuia”, vale a pena conferir

Bezerra da Silva – O rei do côco
1975 – Tapecar

01. O rei do côco (Bezerra da Silva)
02. Língua grega (Buco do Pandeiro – José Pereira)
03. Valente na boca do boi (Arnô Canegal – Waldemar Silva)
04. Côco de Itambé (Bezerra da Silva)
05. Rapa cuia (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
06. Côco do trato (Bezerra da Silva – F. Terra)
07. A coisa mudou (Bezerra da Silva – Geraldo Barbosa)
08. Côco do B (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
09. O catimbozeiro (Bezerra da Silva – Sydney da Conceição)
10. Vai chover hoje urubu (Antônio Rodrigues – Buco do Pandeiro)
11. Lei da Bahia (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
12. Rima de doê (Bezerra da Silva)

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Bastinho Calixto – Meu presente

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Bastinho Calixto é cantor, compositor e toca sanfona. Foi casado com Hermelinda, do Trio Mossoró.

Como compositor, Bastinho Calixto teve suas músicas gravadas por nomes como Elba Ramalho, Dominguinhos, Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste, Abdias e Flávio José, entre muitos outros.

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Destaco desse disco a música “O que você fugiu levando” de autoria de Bastinho Calixto, J. Amaral e Adalberon da Modinha.

Bastinho Calixto – Meu presente
Tapecar – 1977

01. O garimpão (Rouxinho – Bastinho Calixto)
02. Falador (Bastinho Calixto)
03. Não tem colher (João Gonçalves – Glorinha)
04. Muda e surda (Zelita)
05. O que você fugiu levando (Bastinho Calixto – J. Amaral – Adalberon da Modinha)
06. No tempo do meu bisavô (Zelita)
07. Joaquim do bar (João Gonçalves – Glorinha)
08. Meu presente (Bastinho Calixto)
09. Nossa Senhora da Penha (Bastinho Calixto – Reumar Barbosa)
10. Volta e meia (Severino Ramos – Zeca Freire)
11. Não sabe nem se fica (João Gonçalves – Montenegro)
12. Tudo que passou (Bastinho Calixto – David Gaspar)

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Zé Calixto – Num fole de 8 baixos

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Quem me conhece sabe o quanto sou fã do Zé Calixto, para mim nada melhor do que parar em casa e ficar escutando seu som.

Ontem, de bobeira por aqui, pensei em fazer uma homenagem a ele. Aliás, não só a ele, as minhas próximas 3 postagens serão dedicadas aos Calixtos, começarei hoje com o mais conhecido entre eles, Zé Calixto. Na sequência será a vez de seus irmãos, Bastinho Calixto e finalizando a homenagem com Luizinho Calixto.

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Para aqueles que gostam de músicas instrumentais e tocadas em 8 baixos taí um prato cheio.

Zé Calixto – Num fole de oito baixos
Tapecar – 1977

01. Lá em Gurupy (Luizinho – Albuquerque)
02. Penumbra do pifó (João Gonçalves – Montenegro)
03. O tocador correu (Zé Calixto)
04. Vamos vorar a noite (Luizinho)
05. Num fole de 8 baixos (Zé Calixto – Zé Pretinho)
06. Audacioso (Hugo Cantarino)
07. Chiado do chinelo (João Gonçalves – Brito Sabino)
08. Forró é com a gente (Luizinho)
09. Homenagem a velha guarda (Sivuca)
10. Segure a saia (Zé Calixto – Zé Araujo)
11. Simplificando (Zé Araujo)
12. Lambanceiro (Zé Calixto)

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Bezerra da Silva – O rei do côco vol.2 – 1976

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Intérprete, compositor e instrumentista, José Bezerra da Silva nasceu no Recife – PE, no dia 23 de fevereiro de 1927, aos 9 anos já tocava zabumba e cantava côco, aos 15 anos Bezerra viajou para o Rio de Janeiro clandestinamente num navio que transportava açúcar, frustrou-se com objetivo de procurar o pai e acabou ficando por lá.

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Trabalhou na construção civil e ajuntou-se com uma nega e foi morar num barraco no Morro do Cantagalo. Tornou-se boêmio e malandro, tendo sido detido pela polícia mais de vinte vezes. Foi acolhido em um terreiro de umbanda, onde descobriu sua mediunidade e soube, através de uma mãe-de-santo, que o seu destino era a música.

Iniciado na música pelo côco de Jackson do Pandeiro, começou, em 1950, sua carreira como ritmista na Rádio Clube tocava tamborim, surdo e instrumentos de percussão em geral. Suas primeiras composições, “O Preguiçoso” e “Meu Veneno”, foram gravadas por Jackson.

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Seu primeiro disco, um compacto, foi gravado em 1969, pela Copacabana, e o primeiro LP seis anos depois, “O rei do côco”(vol 1). Bezerra da Silva estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito anos tocando na orquestra da TV Globo. Era um dos poucos partideiros que sabia ler música.

Depois, dedicou-se ao samba de partido alto e ganhou fama nacional. Em sua obra, canta as mazelas do morro, a violência policial, o tráfico e consumo de drogas, utilizando-se de refinada ironia e linguagem típica dos malandros.

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Como aqui o que interessa é o forró, apresentamos um disco bastante raro que registra que Bezerra tentou se destacar com o côco antes de cair no samba. Nesse disco de 1976, nota-se uma divisão clara no stereo, só a voz no meio, além dos diversos instrumentos percussivos precisamente divididos, em algumas músicas, berimbau na direita e congas na esquerda, baixo de um lado e 7 cordas do outro, se puder ouvir num fone de ouvido fica mais fácil de perceber esses detalhes.

Dispa-se de preconceitos e dance um forrózinho cantado pelo Bezerra, destaque para a faixa “O rei do côco”, de autoria própria que seria regravada em ritmo de samba mais recentemente.

Bezerra da Silva – O rei do côco vol.2 1976

01. Se não souber dizer (Buco do Pandeiro)
02. Assim, sim (Janice – Carlinhos do Cavaco)
03. Carne de pescoço (Bezerra da Silva – Darcy de Souza)
04. Pour la madame (Bucy Moreira – Arnô Canegal)
05. Não sou valente (Dida – Neoci)
06. O rei do côco (Bezerra da Silva)
07. Vamos s´imbora nenem (Avarése)
08. Cara de boi (Dicró – Bezerra da Silva)
09. Mãe é sempre mãe (Bezerra da Silva)
10. Segura a viola (Pernambuco – Betinho)
11. Côco do trocadilho (Buco do Pandeiro)
12. Bruta inveja (Bezerra da Silva – Nilo Dias)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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