Pedro Sertanejo – Solista de 8 baixos – Compacto

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Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ.

seloaselob

Raríssimo compacto duplo do Pedro Sertanejo.

verso

Não sabemos a data de lançamento, mas pode ter sido lançado entre 69 e 70 aproximadamente.

Pedro Sertanejo – Solista de 8 baixos – Compacto
Cantagalo

01- Coração do Norte (Pedro Sertanejo)
02- Forró de Propriá (Pedro Sertanejo)
03- Forró Alagoano (Pedro Sertanejo)
04- Angelin (Milton Christofani – Sertãozinho)

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Texto – Pedro de Almeida e Silva originário do sertão baiano foi um dos pais do forró

*Colaboração do Abílio Neto.

Hoje, 26/08/2015, resolvi fazer uma homenagem a um artista que foi um dos pioneiros do forró. E começo fazendo uma pergunta: alguém aí sabe quem foi Pedro de Almeida e Silva? Eu ajudo: ele nasceu em 26/04/1927, no município de Euclides da Cunha/BA, localidade que abrange a região onde se deu a matança de Canudos feita pelo Exército Brasileiro, dizimando os seguidores de Antonio Conselheiro. Em nome de que? Do preconceito contra os incultos que se organizaram sob a autoridade de um beato. Não eram jagunços e muito menos cangaceiros, ao contrário, seguiam os ensinamentos cristãos. O massacre final aconteceu em 05/10/1897. Mas quanto à pergunta, nada ainda? Vou ajudar. Seu pai foi um grande tocador de sanfona de oito baixos, o mestre Aureliano. Identificou agora? Ele deixou um filho chamado Oswaldo de Almeida e Silva que, segundo Zé Gonzaga, é o maior sanfoneiro do Brasil. Não matou a charada? Vou dar meu último auxílio: esse rapaz, Oswaldo Silva, é conhecido artisticamente como Oswaldinho do Acordeon. E seu pai, o nome já lhe veio na mente? Não, pois então fique sabendo que Pedro de Almeida e Silva era o Pedro Sertanejo, infelizmente, falecido em 1996 aos sessenta e nove anos.

A cidade de Euclides da Cunha tem ligação direta com o episódio de Canudos. Alguns pontos turísticos fazem referência à guerra, como a casa onde se hospedou o major Moreira César, na praça da Bandeira; o painel de azulejos, na praça Duque de Caxias, que retrata a guerra de Canudos; e o acervo do escritor e poeta José Aras, que ocupa uma sala do Educandário Oliveira Brito.

Durante a guerra de Canudos, as ditas forças republicanas antes de partirem para o ataque ao arraial de Conselheiro, permaneceram em acampamentos em Euclides da Cunha, que se chamava Cumbe, à semelhança de um quartel-general. Hoje, a cidade leva o nome do famoso jornalista-escritor que imortalizou a saga de Antônio Conselheiro através do clássico “Os Sertões”.

Pedro Sertanejo é uma lenda do forró! Menino pobre, chegou da Bahia a São Paulo para vencer na vida e se tornar um ídolo. Foi grande tocador de fole de botão, ótimo compositor, afinador de sanfonas, produtor de discos e radialista, pois tinha um programa de rádio assim como Ivan Ferraz, Ivan Bulhões, J. Luna, Elias Lourenço e outros no Nordeste. Além disso, foi dono da gravadora Cantagalo e de uma casa de forró: Forró de Pedro Sertanejo.

O forró em São Paulo só cresceu graças a ele porque teve a coragem de em 1966 fundar o forró que levava seu nome, ali no Brás, na rua Catumbi, 183. Todos os grandes nomes do gênero tocaram lá. Era uma casa feita pros nordestinos. Aquelas branquinhas paulistas de bochechinhas rosadas não visitavam sua casa de shows porque, naquela época, forró era sinônimo de paraíba, de peixeira, de briga, coisa de gente sem instrução, sem nível, que ia do Nordeste pra São Paulo a fim de fugir da seca e não morrer de fome e sede. O forró sofreu forte preconceito. Ainda hoje sofre!

Pedro foi um visionário. A sua gravadora Cantagalo foi fundada para que ele desse impulso à sua carreira, mas também para auxiliar muita gente de talento do Nordeste que não tinha voz nem vez nas grandes gravadoras. Dominguinhos começou a gravar lá. Camarão, Zé Gonzaga, Geraldo Correia, Ary Lobo e Anastácia também fizeram discos com Pedro. Até Jackson do Pandeiro! Só Luiz Gonzaga e Marinês não gravaram na Cantagalo.

Da visão de Pedro foi que veio o impulso para que o filho Oswaldinho estudasse música clássica por treze anos e tivesse mestres como Paulo Feolla e Dante D’Alonzo. O reconhecido talento do filho lhe rendeu uma bolsa de estudos no exigente Conservatório Dante de Milão. Hoje, os grandes nomes do acordeom espalhados pelo mundo afora lhe rendem homenagens. Oswaldinho é a maior obra de Pedro Sertanejo!

Se Pedro Sertanejo não tivesse composto as mais de quinhentas músicas que fez, só duas bastariam para inscrever seu nome na galeria dos grandes compositores de forró. Os forrós “Rato Molhado” e “Roseira do Norte” são verdadeiras antologias do gênero. O primeiro fez sozinho e o segundo em companhia de Zé Gonzaga.

Hoje, pouca gente fala no pai de Oswaldinho. Está condenado ao esquecimento como muitos outros. Mas alguns insistentes como eu não deixam cair a peteca e com a bênção do Portal RN em Rede, seu nome vai à praça de novo. Aquecidas as lembranças, só falta escutar a sua mais famosa composição, “Rato Molhado”, música essa que mereceu uma resposta de um cabra de Serra Talhada, também grande sanfoneiro de oito baixos, em composição de Luiz Moreno. Esse outro aí é que está esquecido mesmo, mas é tema para outra postagem.

Então, com vocês, o mestre Pedro Sertanejo com o seu “Rato Molhado”. É forró para ouvinte nenhum botar defeito. E quem não gosta de um bom “pé-de-serra” é corno porque toda mulher dança, pula, roda, mexe e ainda faz requebradinho, conforme o que disse o Mestre João Silva. Não é, seu besta admirador do forró de plástico?

Quando o genial Sivuca já estava ficando fraquinho do câncer que o acometia, aquela extraordinária figura humana que era Dominguinhos, o convenceu a gravar um disco que reuniria, a meu ver, a santíssima trindade da sanfona neste país: ele, Sivuca e Oswaldinho. Disse Dominguinhos que seria mais um tributo a Luiz Gonzaga. Não era. O homenageado seria mesmo o imortal paraibano de Itabaiana que não poderia saber dessa homenagem. Depois que ele se foi é que muita gente atentou para o fato.

O grande Zé Milton produziu o CD que foi lançado pela Biscoito Fino. É o mais arretado disco de forró instrumental lançado no Brasil. O nome do disco é “Cada Um Belisca Um Pouco”. O repertório deste CD é tudo o que há de bom no forró. E os três sanfoneiros tocam ao mesmo tempo partes de uma mesma música. Modestamente, sou capaz até de identificar o som da sanfona de cada um. A gente sem querer vai memorizando o estilo e a maneira peculiar de cada um usar o teclado e os baixos do instrumento. Do citado disco, selecionei uma faixa para tocar a título de divulgação dessa joia porque não sou de fazer pirataria.

Vamos falar nos músicos que participaram dessa gravação, além dos três mosqueteiros: João Lyra, viola; Toni, violão de sete cordas; Alceu Maia, cavaco; Durval, percussão; e Mingo Araújo, percussão. A música, aqui em ritmo de baião, é a obra prima de Pedro Sertanejo e Zé Gonzaga: “Roseira do Norte”. Zé Gonzaga que teve injustamente o nome omitido no encarte do CD como parceiro que foi do pai de Oswaldinho. Ouçam esta beleza!

Que Deus abençoe quem gosta do legítimo forró de raiz e despeje as sete pragas do Egito sobre os cornos que gostam do forró dos fuleiros que, infelizmente, tomou conta de Pindorama, porém é um tipo de música adaptada do vanerão gaúcho e feita para gente inculta e burra. Não queira fazer parte desse time ou esqueça essa gente artisticamente desprezível! (Fonte)

Pedro Sertanejo – União dos Palmares

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Colaboração do Léo Rugero

“Lembrar de Pedro Sertanejo é rememorar a própria história dos forrós enquanto espaços de sociabilidade e divertimento do nordestino emigrado. O “Forró do Pedro” e a gravadora “Tropicana” são dois baluartes representativos da dedicação de Pedro Sertanejo na rede social do forró entre as decadas de 1960 e 1980.

Porém, paralelo a isso, não devemos esquecer de sua contribuição significativa ao percurso da sanfona de oito baixos. Filho de Aureliano e pai de Oswaldinho do Acordeon, Pedro Sertanejo está no núcleo dos ‘clãs musicais’ que identificam as linhas mestras da sanfona de oito baixos na região Nordeste. Com o êxito de “Roseira do Norte”, um aceleradíssimo xote, em parceria com Zé Gonzaga, consolidou sua reputação de sanfoneiro em meados da década de 1950.

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‘União dos Palmares’, editado através do selo Musicolor em 1971, é uma importante contribuição na discografia de música instrumental para sanfona de oito baixos. Neste disco, se reflete uma mistura do forró instrumental com elementos da música ítalo-caipira paulista, o que fica evidenciado pela presença de uma viola em algumas faixas. Aliás, esta preocupação norteava o trabalho de Pedro durante a década de 1970, o que se reforça pela presença e em alguns de seus discos desta época, da dupla caipira Mestiça & Zulmara, com o belo dueto em terças paralelas, tão característico, e a inclusão de temas que evocassem o reisado, a folia de reis, etc…

Mas ‘União dos Palmares’ não é apenas isso. É também mais uma mostra do estilo peculiar deste músico, que nesta gravação utiliza uma Todeschini 24 baixos com três carreiras de botões. O acompanhamento é realizado por regional – cavaquinho, violões e percussão, com destaque para o violeiro oculto, devido à ausência de ficha técnica.”

Pedro Sertanejo – União dos Palmares
1971 – Musicolor

01 – Porto Velho (Pedro Sertanejo)
02 – Palmares (Pedro Sertanejo)
03 – Bagé(Pedro Sertanejo)
04 – Ribamar (Pedro Sertanejo)
05 – Pojuca (J.Luna – Pedro Sertanejo)
06 – Salgado (Pedro Sertanejo)
07 – Catú (Pedro Sertanejo)
08 – Forró nordestino (Pedro Sertanejo)
09 – Oh! Helena (Zito Borborema – Pedro Sertanejo)
10 – Quadrilha alegre (Oswaldo Silva)
11 – Arrasta-pé na brasa (André Araújo – Oswaldo Silva)
12 – Guriatã (Antonio Firmino – Nivaldo Gomes)

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Programa Pedro Sertanejo – 4º Aniversário da Gravadora CantaGalo

Colaboração do sergipano Everaldo Santana

Gravado ao vivo durante o 4º Aniversário da Gravadora CantaGalo

Programa Pedro Sertanejo – 4º Aniversário da Gravadora Canta Galo

01 – Areia do Mar (Zé Gonzaga)
02 – Nunca mais (Paulo Tito-Zé Gonzaga)
03 – Nordeste pra frente (Luiz Gonzaga)
04 – Cinhtura fina (Luiz Gonzaga)
05 – Riacho do Navio (Luiz Gonzaga)
06 – Tic tac (Luiz Gonzaga)
07 – Pra que cantar tanta tristeza (Luiz Gonzaga)
08 – Baião pilantra, Xibungo sem Cor (Luiz Gonzasga)
09 – Parabéns Canta Galo (Luiz Gonzaga)
10 – Eu chego lá (Marinês)
11 – Catingueira (Marinês)
12 – Procissão (Marinês)
13 – Mutirão (Marinês)
14 – Xote Melobico (Marinês)
15 – Vamos mudar – Pout-Pourri (Abdias)
16 – Disparada (Marinês)

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CD – Oswaldinho do Acordeon, Pedro Sertanejo e Banda Arikerê – Na Onda do Forró

Colaboração do sergipano Everaldo Santana, disco do acervo do Castanheiro.

O disco reúne músicas produzidas todas no mesmo contexto, com a mesma banda base, mas alterna os elementos centrais, trocando os sanfoneiros.

Oswaldinho do Acordeon & Pedro Sertanejo – Na Onda do Forró

01 – Forró no Irará (Dominguinhos) Oswaldinho
02 – Respeite o Tempero (Oswaldinho) Oswaldinho
03 – Mengando (Divino) Banda Arikerê
04 – Forró Trote (Arecessoni A. Silva – Divino) Banda Arikerê
05 – Água com Açucar (Pedro de Almeida e Silva) Pedro Sertanejo
06 – Cachiado (Pedro de Almeida e Silva) Pedro Sertanejo
07 – Forró em Tambaúba (Dominguinhos – Guadalupe) Oswaldinho
08 – A Noite toda (Arecessoni A. Silva) Banda Arikerê
09 – Homenagem a João do Jiló (Pedro de Almeida e Silva) Pedro Sertanejo
10 – Guadá e Live no Forró (Dominguinhos – Guadalupe) Oswaldinho
11 – Avueto do Norte (Divino) Banda Arikerê
12 – Arrasta Pé da despedida (Pedro de Almeida e Silva) Pedro Sertanejo
13 – Ventania (Pedro de Almeida e Silva) Pedro Sertanejo
14 – Balaio do Norte (Pedro de Almeida e Silva) Pedro Sertanejo
15 – Pra ti vai (Divino – Nilto Patitucci) Banda Arikerê
16 – Xuleia (Divino) Banda Arikerê
17 – O Fole roncou (Nelson Valença – Luiz Gonzaga) Oswaldinho
18 – Forró vingado (Oswaldinho – Paulo Nascimento) Oswaldinho

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Pedro Sertanejo – Solista de 8 Baixos

Colaboração do sergipano Everaldo Santana, o disco pertence ao acervo do Castanheiro.

Com esse disco, acredito que conseguimos publicar todos os LPs da discografia do Pedro Sertanejo.

Pedro Sertanejo – Solista de 8 Baixos
1972 – Musicolor

01 – Forró atrevido (Pedro Sertanejo)
02 – Forró em Coroado (Pedro Sertanejo)
03 – Puxando o Fóle (Pedro Sertanejo)
04 – Arco Verde (Pedro Sertanejo)
05 – Gravatá (Pedro Sertanejo)
06 – Diabo no Forró (Pedro Sertanejo)
07 – Forró arrojado (Pedro Sertanejo)
08 – Juazeiro a Pirapora (Pedro Sertanejo)
09 – Forró em Aracajú (Pedro Sertanejo)
10 – Esmerilhando (Pedro Sertanejo)
11 – Catende (Pedro Sertanejo)
12 – Mata Grande (Pedro Sertanejo)

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Pedro Sertanejo – Balão, Quadrilha e Quentão

Colaboração do sergipano Everaldo Santana.


Esse disco faz parte do acervo do Castanheiro.

Pesquisando encontrei registros de um lançamento com capa branca em 1961 e um re-lançamento em 1969 com a capa azul. É isso mesmo?

Pedro Sertanejo – Balão, Quadrilha e Quentão
1961 – Continental

01. Ventania (Pedro Sertanejo / Pedrinho)
02. Vaqueiro do Norte (Pedro Sertanejo)
03. Levanta Poeira (Pedro Sertanejo / Bernardo Lima)
04. Quadrilha Caipira (Pedro Sertanejo)
05. Xote da Baiana (Pedro Sertanejo / Pedrinho)
06. Paioça do Zé (Pedro Sertanejo)
07. Sergipana (Pedro Sertanejo)
08. Forró Pernambucano (Pedro Sertanejo / Bernardo Lima)
09. Mundo Novo (Pedro Sertanejo / Bernardo Lima)
10. Bela Vista (Pedro Sertanejo / Pedrinho)
11. Chora na Rampa (Pedro Sertanejo)
12. Beija-flor (Pedro Sertanejo)

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Pedro Sertanejo – Visite o Nordeste

Colaboração do sergipano Everaldo Santana

As músicas cantadas tem as participações de Castanheiro e Zenilton.

Pedro Sertanejo – Visite o Nordeste
1972 – Musicolor

01 – Visite o Nordeste (Pedro Sertanejo)
02 – Jota Luna no Forró (J. Luna – Pedro Sertanejo)
03 – O Nordeste se diverte (Pedro Sertanejo)
04 – A Pisada é esta (Pedro Sertanejo)
05 – Zulú no Forró (Pedro Sertanejo)
06 – Forró de Mané Vito (Luiz Gonzaga – Zé Dantas)
07 – Quadrilha na Fazenda (Milton José – Pedro Sertanejo)
08 – Adeus Jacobina (Valdete)
09 – Festa de Vaqueiro (Zenilton – Guriata de Coqueiro)
10 – Amigos em Festa (Nivaldo Gomes – Zenilton)
11 – Lírio verde (Antonio Trajano – Amalia Cerqueira)
12 – Bendegó (Pedro Sertanejo – Milton José)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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