Gordurinha – Mamãe, estou agradando

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Colaboração do Jorge Paulo, um lindo e raro álbum do Gordurinha.

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Acima uma das fotos do acervo do Jorge Paulo, que teve o privilégio de conhecer essa figura, notavelmente única.

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O disco reúne vários ritmos, nem todos relativos ao forró, mas todas as músicas são muito boas.

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Destaque para sua composição mais conhecida “Súplica cearense” em parceria com Nelinho e para “Poeira de morte” de Florentino Coelho e Eloide Warthon.

Gordurinha – Mamãe, estou agradando
1960 – Continental

01. Bossa quase nova (Gordurinha)
02. Súplica cearense (Gordurinha / Nelinho)
03. Tô doido pra ficar maluco (Rodrigues da Silva / Ataide Pereira)
04. Poeira de morte (Florentino Coelho / Eloide Warthon)
05. Na marca do penalty (Erasmo Silva)
06. Não sou de nada (Gordurinha / Valter Silva)
07. Passe ontem (Umberto Silva / Luis Mergulhão)
08. Eu preciso namorar (Gordurinha)
09. Meio termo (Gordurinha)
10. Calouro teimoso (Gordurinha / Nelinho)
11. Quando os baianos se encontram (Oscar Bellandi)
12. O marido da vedete (Gordurinha)

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Zé Calixto – Zé Calixto e sua sanfona de 8 baixos

Essa é mais uma colaboração de Lourenço Molla, de João Pessoa – PB, esse é o primeiro disco do Zé Calixto, lançado em 1960 pela Philips. Pedi a ele pra falar algo sobre o Zé, e ele disse:

“Bom. Eu diria que Zé Calixto é a memória viva do nosso cancioneiro nordestino. É aquele restinho que sobrou dos nossos antepassados, dos artistas de rua, dos que tocavam tantas noites pelos arredores, povoados e vilas desse sertãozão brasileiro.

É puro folclore. As nossas músicas mais entranhadas do seio de um povo sofrido, é o que resta de tradição de um povo antigo que nos é perpetuada até hoje com sua vasta colcha de retalhos onde inclui sambas, côcos, maxixes, brincadeira de roda, xotes, baiões, valsas e muito mais da nossa história musical regional brasileira”

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“Zé Calixto com sua sanfona de oito baixos, é bem um artista autenticamente do interior. É legítimo representante do gênero que cultiva com tanta propriedade. Recolhendo algumas das mais belas e sugestivas peças do seu repertório, apresenta neste álbum em boa hora lançado pela Companhia brasileira de discos, um punhado de músicas nossas, de músicas da terra, ainda puras, livre das influências estranhas que, as das capitais, infalívelmente sofrem. É o Brasil de chapéu de couro, o Brasil dos sertões, o Brasil brasileiro que ele representa com seu instrumento característico, o preferido entre os sertanejos que fazem dele o veículo para o extravasamento de suas emoções.” (Trecho extráido da contra-capa)

Zé Calixto – Zé Calixto e sua sanfona de 8 baixos
1960 – Philips

#01. Brasileirinho (Waldir Azevedo)
#02. Bossa nova em 8 baixos (Zé Calixto)
#03. Oito baixos no frêvo (Zé Calixto)
#04. Espinha de bacalhau (Severino Araújo)
#05. Forró em Campina Grande (Zé Calixto)
#06. Polquinha brejeira (Zé Calixto)
#07. Xote em fá (Zé Calixto)
#08. Vai por mim (Francisco Sá-Risadinha do pandeiro)
#09. Bodocongó (Zé Calixto)
#10. Pisa mansinho (Jorge Santos)
#11. Forró em Serra Branca (Zé Calixto)
#12. Forró do Seu Dideu (Zé Calixto)

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Marinês – Marinês e sua gente

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Esse é o priemiro disco da Marinês lançado pela RCA Victor, de 1960. O áudio é uma colaboração do Thiago Silva, lá de Recife – PE e as capas são mais um salvamento que o DJ Vinícius de Belo Horizonte – MG nos mandou, ele as conseguiu com um amigo dele, o Chiquinho Barros, mineiro residente, também em Recife – PE.

A contra capa guarda um texto muito interessante sobre o início da carreira da Marinês, de seu casamento com Abdias, da sua saída do nordeste para o Rio de Janeiro, até da origem de seu apelido, enfim, não conseguirei resumi-lo em tão pouco espaço, mas vale a pena ler. Na foto da capa, deduzi que o cabra da esquerda deva ser o Chiquinho, cunhado da Marinês, que está ao centro, e ao lado direito Abdias, seu marido.

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‘Aviso importante – Esta é uma gravação de alta fidelidade “New orthophonic”, projetada para o phonógrafo de hoje ou de amanhã. Tocada no aparelho que o ouvinte possui atualmente, oferece a melhor qualidade de reprodução. Tocada no fonógrafo estereofônico, oferecerá fidelidade ainda mais brilhante, mais real. Você pode comprar hoje, sem receio de obsoletismo no futuro.’ (Texto extraído da contra capa)

Marinês – Marinês e sua gente
1960 – RCA Victor

* 01. História de Lampião (Onildo Almeida)
* 02. Povo bravo (Wilson Rocha – Onildo almeida)
* 03. Trem da central (Mary Monteiro – Gordurinha)
* 04. A banda do Zé (Adelino Rivera – Antonio Barros)
* 05. Carestia (Onildo Almeida)
* 06. Viúva nova (Reynaldo Costa – Juvenal Lopes)
* 07. Chegou São João (Zé Dantas – Joaquim Lima)
* 08. Do lado de lá (Adelino Rivera – Antonio Barros)
* 09. Alô Paraíba (Mary Monteiro – Gordurinha)
* 10. Os ói de Anabela (Julinho – João do Vale)
* 11. Saudade do nordeste (Antonio Barros – Aleixo Ourique)
* 12. Depois da Asa Branca (Antonio Barros)

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Zé Gonzaga – Coração de sertanejo

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Hoje venho aqui postar, como prometido anteriormente, o segundo disco que peguei do Marcelo no Orkut. Mais uma raridade, mais uma pedrada. As capas e os selos são do Jorge Paulo.

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Nesse que é um dos primeiros LPs lançados por Zé Gonzaga ele passeia pelos diversos ritmos que compõem o forró. Marcha, baião, xote, samba… é um pouco do que vocês irão encontrar nesse belo álbum.

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Destaco as faixas “Encontro com Lampião” de Zé Gonzaga e Zé Praxedi onde Zé Gonzaga descreve como escapou de um encontro com Lampião e o belo xote “Por ninguém me querer” de Antonio Barros Silva.

Zé Gonzaga – Coração de sertanejo
1960 – Copacabana

01. Encontro com Lampião (Zé Gonzaga – Zé Praxedi)
02. A fuga da Asa Branca (Zé Gonzaga – Nelson Barbalho)
03. Eu não chora não (Carlos Diniz – Adelito Rivera)
04. Mamãe não qué (Carlos Diniz – Zé Gonzaga)
05. Dona Ana (Padre Eurico Cavalcanti)
06. Pernambuquinha (Zé Gonzaga – Luiz Guimarães)
07. Noite de recordação (Zé Gonzaga – Menezes Veiga)
08. Por ninguem me querer (Antonio Barros Silva)
09. Só deus sabe (Zé GonzagaNelson Barbalho)
10. Morena teimosa (Zé Gonzaga – Zé Praxedi)
11. Não vai se dá má (Zé Gonzaga – Arlindo Costa)
12. Peguei-te oito baixos (Zé Gonzaga – Menezes Veiga)
13. Viva o dono da casa (Zé Gonzaga – Paulino Freitas – Menezes Veiga)

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Ary Lobo – Aqui mora o ritmo

Capa

O áudio é colaboração do DJ Tick, de São Paulo – SP e as capas foram enviadas pelo DJ Cacai Nunes, de Brasília – DF.

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Ary Lobo é paraense de Belém do Pará e nasceu em 14 de Agosto de 1930, vindo a falecer em 21 de Agosto de 1980. Gravou seus primeiros discos pela RCA Victor, o primeiro foi em 1959, “Forró com Ary Lobo”, 12 polegadas. Em 61 gravou “O último pau-de-arara” e “Vendedor de caranguejo”. Em 62 lançou o sucesso “Eu vou pra lua”, quem não conhece?

O tema das suas composições (cerca de 700 músicas gravadas) retratava básicamente a vida e os costumes nordestinos de forma descontraída, baiões, xotes, vários forrós e até sambas na linha de Jackson do Pandeiro e Jorge Veiga.

Contra capa

Ary Lobo foi daqueles gênios que não nascem mais nos dias de hoje. Um defensor solitário (ou quase) da música nordestina de raiz, mas eu digo “raiz” no sentido pleno da palavra. Suas gravações são o retrato disso, a começar pelos instrumentos usados, ele não ousava muito, já tinha sua fórmula montada. E que fórmula! (Extraído do site sebo musical)

Ary Lobo – Aqui mora o ritmo
1960 – RCA Victor

01. A mulher que vendia siri (S. Ramos – Elias Ramos)
02. O castigo da seca (Venâncio – Corumba)
03 – Caveira (JOão Rodrigues – B. Vieira)
04. Garota do café (João Rodrigues – B. Vieira)
05. Menino prodigio (S. Ramos)
06. Saudade de Pernambuco (Ary Monteiro – João Rodrigues)
07. Garoto do amendoim (B. Lobo – Manoel Moraes)
08. Novidade de hoje (Rodrigues da Silva – Silveira Junior)
09. Belém de Maria (Barbosa da Silva – B. Vieira)
10. Tempo quente (Ary Monteiro – Talismã)
11. Simbolo do rojão (Ismael Rufino – Djalma Varfela)
12. Evolução (J. Cavalcante – Lino Reis – Aguiar Filho)

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Jackson do Pandeiro – O rei do ritmo

Jackson do Pandeiro nasceu dia 31 de Agosto de 1919, na cidade de Alagoa Grande na Paraíba, com o nome de José Gomes filho.

Mais tarde ganharia seu nome artístico, passando por Campina Grande, João Pessoa, Recife até chegar ao Rio de Janeiro, de onde se tornou conhecido para todo Brasil.

Sobre Jackson do Pandeiro tem muito o que se falar. Ele foi realmente uma figura ímpar na história da música popular brasileira, vários artistas famosos de hoje em dia dizem ter influências do maravilhoso rei do ritmo.

Embora tenha sido lançado em 1960, o sucesso foi grande e duradouro, tanto que as capas e selos são do re-lançamento de 1991.

Para quem quiser se aprofundar mais na sua carreira, procure o livro: Jackson do Pandeiro – o rei do ritmo de Fernando Moura e Antônio Vicente, coleção Todos os cantos, Editora 34.

Tendo isso tudo em vista, não podia ser diferente a nossa escolha de começar com esse grande ícone do forró, para darmos inicio a esse nosso blog, que esperamos a partir de hoje trazer sempre muitas coisas boas da música nordestina.

Para aqueles que irão acompanhar esse nosso trabalho gostariamos de dizer que estamos sempre abertos a sugestões e a pedidos, e gostariamos também que todos participassem desse projeto, escrevendo e comentando os discos.

Pararemos agora de falar sobre esse blog e comecaremos finalmente com o motivo de estar aqui, segue ai o primeiro disco de muitos outros que ainda virão.

Sua Magestade – O rei do ritmo, Jackson do Pandeiro
Copacabana – 1960

01. Forró em Caruaru (Zé Dantas)
02. Cabo Tenório (Rosil Cavalcanti)
03. O canto da ema (Alventino Cavalcanti – Ayres Vianna – João do Vale)
04. Sebastiana (Rosil Cavalcanti)
05. Cremilda (Edgar Ferreira)
06. Côco improvisado (Edson Menezes – Alventino Cavalcanti – Jackson do Pandeiro)
07. Xote de Copacabana (José Gomes)
08. A mulher do Anibal (Genival Macêdo – N. de Paula)
09. 1×1 (Edgar Ferreira)
10. Côco social (Rosil Cavalcanti)
11. Falsa patroa (Geraldo Jacques – Isaias de Freitas)
12. O crime não compensa (Genival Macêdo – Eleno Clemente)

Para fazer o download desse disco, clique aqui.

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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