Zé Gonzaga e Marinês e sua Gente

*Video enviado pelo Cacai Nunes, do Blog Acervo Orígens

“Zé Gonzaga e Marinês cantando no filme Rico Ri à Toa, em 1957, com direção de Roberto Farias.

Ambas as músicas são de João do Vale”

Gilvan Chaves

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*Foto enviada pelo Gilvan Chaves Jr.

10 polegadas – Zé Fernandes – Dançá na roça é bom

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Colaboração do José de Sousa, de Guarabira – PB. Ele garimpou esse raro 10 polegadas e nos enviou também o comentário abaixo.

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“Mais um privilégio para os usuários do blog ‘Forró em vinil’, temos aqui mais uma preciosidade do cantor e compositor Zé Fernandes.

Zé Fernandes; pouco conhecido, pelo menos pra mim, no meio do forró, mas acredito que a sua notoridade deva ter acontecido após Luiz Gonzaga ter gravado, de sua autoria, a música ‘Ólha pro céu’.

Neste LP de 10 polegadas, com um titulo bem sugestivo ‘Dançar na roça é
bom’ gravado pela gravadora Sinter, com data até então desconhecida, mas
acredito que tenha sido lá pelo final da década 50. O incrível é que o disco e a
capa encontram-se em perfeito estado, coisa rara de se ver em discos com essa
idade.

Para destacar uma música deste disco é dificil, por isso destaco as 8, confiram!!!.”

10 – polegadas – Zé Fernandes – Dançá na roça é bom
1957 – Sinter

01. Dançá na Roça É Bom (José Mendonça / Zé do Rancho) Xote
02. Cabo João (Coronel Narcizinho / José Mendonça) Rojão
03. Severina (Zé do Rancho / José Mendonça) Polca
04. 14 Dedos (José Mendonça / Floriano Rios) Rojão
05. Amor de Vaqueiro (Edgar Ferreira) Rojão
06. Sou Que Nem Mineiro (J. Cavalcanti / João do Vale) Coco
07. Martelo Agalopado (José Mendonça / Zé do Rancho) Martelo
08. Forró do Zé Vicente (José Mendonça / Zé do Rancho) Coco

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Volta Seca – Cantigas de Lampeão

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Colaboração do DJ Rogérinho, de São Paulo – SP. Esse é um raríssimo 10 polegadas, de um artista único e de uma história de vida bastante pitoresca.

Volta Seca foi cangaceiro do bando de ‘Lampeão’ e gravou, em 1957, o LP, com apenas oito músicas, “As cantigas de Lampeão”, com arranjos e direção do maestro Guio de Moraes. Algumas faixas desse mesmo disco, foram re-lançadas, décadas depois, pela Eldorado, num LP com o título “A Música do Cangaço”.

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Volta Seca chamava-se originalmente Antonio Alves de Souza, sergipano, nascido em Saco Torto, povoado de Itabaiana, provavelmente por volta do ano de 1911, entrou para o cangaço aproximadamente com 12 anos, a convite do próprio ‘Lampeão’, no sertão da Bahia.

Preso no início de 1932 e levado para a Casa de Detenção da Bahia, Volta Seca cumpriu uma pena de 20 anos. Casou-se, teve sete filhos e recomeçou a vida através da música, influenciando artistas como Luiz Gonzaga, dentre outros diversos artistas nordestinos.

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A Todamérica lançou esse documentário apresentando Volta Seca como o compositor e intérprete responsável por salvar parte do repertório dos grupos de cangaceiros. Músicas ligadas ao dia a dia no cangaço e dos costumes, aventuras e hábitos dos cangaceiros, canções como “Mulher Rendeira” e “Acorda Maria Bonita”.

Volta Seca – Cantigas de Lampeão
1957 – Todamérica

#01. Acorda Maria Bonita (Volta Seca)
#02. A laranjeira (Volta Seca)
#03. Ia pra missa (Volta Seca)
#04. Mulher Rendeira (Volta Seca)
#05. Se eu soubesse (Volta Seca)
#06. Sabino e Lampeão (Volta Seca)
#07. Escuta donzela (Volta Seca)
#08. Eu não pensei tão criança (Volta Seca)

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10 polegadas – Zito Borborema – O nordeste canta

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Colaboração do José de Sousa, natural de Guarabira – PB. Dessa vez ele nos enviou esse raríssimo 10 polegadas do Zito Borborema.

“Natural de Taperoá, na Paraíba, desde criança ele cantava ‘côco de roda’ nos forrós de sua terra e também em Campina Grande, onde se tornou gente. Numa dessas festas típicas, Zito fez amizade com dois violeiros que o convidaram a dar um salto mais alto em direção à glória artística que o esperava lá fora. Foi ai que o caboclo Zito Borborema se transformou no gigante da música sertaneja que hoje todo o nordeste conhece e admira.” (Trecho do texto de Accacio Ramos, extraído da contra capa)

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Esse disco tem duas músicas lançadas anteriormente em 78rpm, são elas: “Mata sete” e “Coro-có-tum”, ambas de Venâncio e Corumba; Outras tres faixas também foram lançadas em 78rpm, porém no mesmo ano e no ano seguinte a esse lançamento. Sendo assim, fica no ar a dúvida se as gravações foram feitas para esse disco ou apenas reunidas para compô-lo.

Zito Borborema – O nordeste canta
1957 – RGE

01 Chão moiadinho (Antônio Barros) Baião
02 Mata sete (Venâncio / Corumba) Coco
03 Você não faz o que eu faço (Edgar Ferreira) Coco
04 Prego batido, ponta virada (Porfírio Costa) Baião
05 Tempo de molecote (Venâncio / Corumba) Xotis
06 Cabra valentão (Antônio Barros) Rojão
07 Baião da corda (Venâncio / Corumba) Baião
08 Coro-có-tum (Venâncio / Corumba) Xaxado

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Jair Alves – Canta o barão do baião

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Colaboração do DJ Thomaz, de São Paulo – SP, dessa vez um disco de 10 polegadas, em ótimo estado de conservação diga-se de passagem, disco esse, do final da década de 1960, um registro raríssimo do Jair Alves.

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“…existe um detalhe na personalidade artística de Jair Alves, não é nortista, nem nunca morou no Norte. É carioca da gema, carioca de São Cristóvão, filho de cariocas, e sempre residiu na cidade maravilhosa.

Mas ouvindo Jair Alves, quem não juraria tratar-se de um autêntico ‘cabeça chata’? O sotaque, a verve e o espírito do brasileiro setentrional acham-se presentes com toda a autenticidade no cantar pitoresco de Jair Alves.” (Trecho extraído da contra capa”

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Todas as faixas são baiões, com excessão do xote “Setembrina” de autoria de Zé Dantas. Quanto aos baiões, destaque para “Não vô chorá” e “Cangote cherôso” de Zé Dantas e para “Dono dos teus olhos” de Humberto Teixeira.

Jair Alves – Canta o barão do baião
1957 – RCA

#01. Aproveita a maré (Valdrido Silva – Humberto de Carvalho)
#02. Não vô chorá (Zé Dantas)
#03. Dono dos teus olhos (Humberto Teixeira)
#04. Raqué (Zé Dantas)
#05. O menino pastor (Valdrido Silva – Humberto de Carvalho)
#06. Setembrina (Zé Dantas)
#07. Lá no norte (Gilvan Chaves)
#08. Cangote cherôso (Zé Dantas)

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Zito Borborema e o primeiro Trio Nordestino

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Recebemos esse link do DJ Black.

É uma coluna de Raimundo Floriano, no Jornal da Besta Fubana.

Eram três cabras danados, forrozeiros de talento que, depois de baterem cabeça e darem muito murro em ponta de faca por aí, desembarcaram no Rio de Janeiro na busca de um lugar ao sol na cidade maravilhosa. Seus nomes de batismo não ajudavam nada no cenário artístico: José Domingos de Morais, sanfoneiro, João Batista de Lima Filho, zabumbeiro, e Manoel Valdivino de Souza, vocalista, triangueiro e pandeirista. Por isso, ostentavam pseudônimos pelos quais passaram a ser conhecidos dali pra frente: Dominguinhos, Zé Minhoca – depois Miudinho – e Zito Borborema.

Como não poderia deixar de ser, acoitaram-se na proteção de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que os acolheu e os abençoou. Deu-lhes a mão e, com peso do seu prestígio, arranjou serviço para os três.

Tocando nos forrós cariocas, ora isoladamente, ora reunidos, vez em quando com o próprio Gonzagão, foram se afirmando no meio musical e desenvolveram trabalhos que os projetaram para o sucesso.

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No começo do ano de 1957, Luiz Gonzaga, reuniu os três e organizou um conjunto a que deu o nome pioneiro de Trio Nordestino, inspirado por Helena, sua mulher. O grupo durou apenas dois anos com sua formação original. Mais tarde, o título, que não detinha patente oficial, foi disputado pelos trios Baiano, formado por Lindu Cobrinha e Coroné, e Paulista, formado por Xavier, Heleno e Toninho.

Depois de desfeito o Trio Nordestino inicial, cada qual seguiu rumos diferentes, cada qual com sua história…(Veja o texto completo no seu contexto original)

Pereirinha e sua gente com Antonio Carlos e Noemy Cavalcanti – Vamos dansar a quadrilha? e casamento da Rosinha

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Colaboração do Goes, ele disse:
‘Esta obra é muito importante. Tem a participação de Antonio Carlos, Matinhos e Geraldo Alves, grandes humoristas brasileiros. No seu bojo se encontram a cultura e a musica nordestinas que, atualmente, infelizmente tem sido desprezada por uma imensa parte dos brasileiros. Vamos ouvi-la e degustá-la. Afirmo que vale a pena, pois é criativa, alegre e estimulante.’

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Um disco épico, destaque para a grafia do título, na capa, e para o fato de termos apenas uma faixa de cada lado, cada uma com mais de 10 minutos. Outros comediantes que participaram da gravação: Matinhos, Altivo Diniz, Geraldo Alves, Selma Lopes e Leila Miranda

Pereirinha e sua gente com Antonio Carlos e Noemy Cavalcanti – Vamos dansar a quadrilha? e casamento da Rosinha
1957 – Odeon

Lado A: Pereirinha e Sua Gente com Antonio Carlos
01. Vamos Dançar a Quadrilha (Pereirinha)

Lado B: Pereirinha e Sua Gente com Noemy Cavalcanti
02. Casamento da Rosinha (Texto Humorístico de Pereirinha)

  • Lembrança do Sertão – Marcha (Pereirinha / J. Diniz)
  • Festa de Casamento – Arrasta-pé (Pereirinha – Marques Silva)
  • Festa da Vovó Geralda – Rancheira (Pereirinha – Zé Pitanga)

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Gerson Filho – Oito baixos

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Pra encerrar a semana com chave de ouro, aqui vai uma preciosidade. Essa é uma colaboração do Goes, forrozeiro e assíduo frequentador do blog, ele disse:

“Esta é uma verdadeira raridade. Espero que apreciem, pois trata-se do primeiro LP de Gerson Filho lançado pela Todamérica.”

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‘A fábrica brasileira que lhe abriu o caminho para o êxito, proporcionando-lhe a oportunidade de confirmar seus reais méritos de sanfoneiro, foi a mesma em que hoje o artista se encontra – a Todamérica. E é nesta etiqueta que assinalou a sua estréia que o artista vê reunidos, no presente LP, oito de suas magníficas criações, quatro inéditas e outras tantas já consagradas pelo seu numeroso público. Fêz bem a Todamérica em oferecer aos ouvintes brasileiros esta excelente coletânea valorizada pela interpretação de um Legítimo ás do panorama musical do País.’ (Palavras de Djalma Sobrinho, extraídas da contra capa)

Gerson Filho – Oito baixos
1957 – Todamérica

01. Cantingueira do Sertão – Baião (Gerson Filho)
02. Bonitinho – Baião (Gerson Filho – Miguel Lima)
03. Frevo Maluco – Frevo (Gerson Filho – Irmãos Orlando)
04. Três e Trezentos – Baião (Gerson Filho – Miguel Lima)
05. Canaã – Rancheira (Gerson Filho)
06. Penéra o Baixo – Calngo (Gerson Filho – Miguel Lima)
07. Candonga – Baião (Gerson Filho – Miguel Lima)
08. Sanfona na Escócia – Polca (Gerson Filho)

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Marinês – Vamos xaxar

O áudio é uma colaboração do Thiago Silva, de Recife – PE, a capa foi enviada pelo Zé Lima, de Niteroi – RJ. A contra capa que nos enviou foi o DJ Rick, de São Paulo.

“A curiosidade é que são 04 discos de 78RPM que foram juntados e relançados em 10 polegadas, ou seja, essas músicas que estão aí já tinham sido lançadas em 78RPM. Então eis a lógica: quem não tinha vitrola de 78RPM poderia ter aquelas músicas em LPs normais o long play.”

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Um áudio extraído do vinil com altíssima qualidade. Destaque para “Que côco é esse” de Maruim, além, é claro, das clássicas, os xotes “Peba na pimenta” e “Pisa na fulô”.

Marinês – Vamos xaxar
1957 – Sinter

* 01. Quando a terra tá moiada (Zé Dantas)
* 02. Que côco é esse (Maruim)
* 03. Peba na pimenta (José Batista – João do Vale – Adelino Ribera)
* 04. Quero ver xaxar (Antônio Correia – Silveira Jr. – João do Vale)
* 05. Quadrilha é bom (Zé Dantas)
* 06. Segredo do sertanejo (José Candido – João do Vale)
* 07. Pisa na fulô (Silveira Jr. – Ernesto Pires – João do Vale)
* 08. É sempre assim (Tito Mendes – Caubi Melo)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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