Texto – Pirata é a mãe!

*Link enviado pelo Arlindo.

Texto de Leonardo Brant

O que é pirataria? Quem são os verdadeiros usurpadores do conhecimento alheio? Quem a pirataria beneficia? E quem atinge? Podemos considerar piratas crianças e jovens que compartilham arquivos, se apropriando do conhecimento gerado por nossa civilização? Quem é o autor de uma obra remixada? Existe obra 100% original? Como sobreviverá o artista diante da proliferação da dita “pirataria”? E a indústria cultural, é necessária numa época de compartilhamento de dados pier-to-pier?

O compartilhamento de arquivos e conteúdos culturais é uma realidade da cultura contemporânea, sobretudo com o avanço do acesso às tecnologias de comunicação e informação e à banda larga. A discrepância entre essa nova cultura e as leis que protegem os detentores dos direitos patrimoniais de obras de interesse público torna-se gritante e anacrônica.

A legislação de muitos países – inclusive o Brasil – está em pleno processo de mudança, com uma certa tendência ao recrudecimento das leis, cerceando as práticas de circulação de conteúdos culturais e a criminalizando o download. No âmbito internacional, presenciamos o surgimento do ACTA, que pode ser traduzido como Acordo Comercial Anti-Falsificação, arquitetado a portas fechadas.

Este assunto é dos mais importantes, não só para as políticas de cultura, mas para qualquer projeto de desenvolvimento, pois confronta diretamente o mercado estabelecido e altamente concentrado, nas mãos de um número muito reduzido de conglomerados de comunicação, que juntos dominam mais de 80% do mercado mundial do imaginário.

De outro lado, fica a dúvida de como artistas, compositores e escritores poderiam se sustentar, sem a garantia do direito de autor, elemento indispensável para o estímulo à criação. Este é o direito cultural mais antigo, presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Carta Magna brasileira. Mas será que a dita “pirataria” impõe sérias restrições ao artista em sua luta por sobrevivência?

Na luta contra a concentração de poder das corporações o autor não pode ser deixado de lado. Já vivemos uma espécie de ressaca dos tempos de livre circulação, sobretudo na música. Em um momento de euforia cidadã, muitos compositores, fotógrafos, escritores, liberaram suas obras para livre circulação, mesmo sem saber como iriam sobreviver delas mais tarde. Em alguns casos, essa atitude gerou liberdade, inserção de mercado, possibilidade de circulação e ganhos efetivos em outros nós da cadeia produtiva, como a realização de shows e vendas online. Mas em outros gerou frustração, pois os novos mercados exigem determinadas habilidades que nem todos os autores têm.

O conhecimento por nós produzido deve ser acessível a todos. O acesso a esse conhecimento não pode ser decido por corporações, tampouco financiado por artistas. Faz-se necessária a discussão do papel do Estado e do mercado na defesa desses interesses contraditórios.

São muitas perguntas incômodas a serem respondidas. As respostas dependem de articulação, de vontade política, de pressão. E principalmente de discussão e propostas de caminhos viáveis para uma transição saudável e viável de modelos econômicos.

Longe de estar resolvida, a questão gera uma guerra que envolve diplomacia, um poderoso lobby e interfere diretamente na vida de todos nós que criamos e desejamos fazer circular nossas obras.

Enquanto isso, na sala de justiça: Pirata é a Mãe!
(Fonte)

Coletânea – Êta baile arretado 2

Frente

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB

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Sequência da coletânea “Êta Baile Arretado”, já postada aqui no blog.

Verso

Participaram dessa coletânea: Chico Amaro, Roberto Becker, Gerson dos 8 Baixos, Glória Rios, Agostinho Ribeiro dos 8 Baixos, Zé Capoeira, Chaveco da Paraíba, Os Vikings, Zé de Loura e Bruno Neher.

Coletânea – Êta baile arretado 2
1987 – Brasidisc

01. Banho de Açude (Chico Amaro / Lucas) Chico Amaro
02. Comida Típica (Roberto Becker) Roberto Becker
03. Forró do Zé do Fole (Ernesto Pires) Gerson dos 8 Baixos
04. Tô Querendo (Nando Cordel / Antônio Hernandes) Glória Rios
05. Forró na Darzé (Agostinho Ribeiro dos 8 Baixos) Agostinho Ribeiro dos 8 Baixos
06. Pra Acudir Todo Mundo (Juca Santos) Roberto Becker
07. Bochecha Inchada (Ciço do Pará / J. Cícero) Zé Capoeira
08. Forró Danado (Chico Amaro / Miscena) Chico Amaro
09. Bum Bum de Tanajura (Reinaldo Belo / Chaveco / Joana Angélica) Chaveco da Paraíba
10. O Baile (Walter Basso) Os Vikings
11. Letra D (Severino J. R. Martins / Zé de Loura) Zé de Loura
12. O Alemão Malandro (Bruno Neher / Luis de Lara) Bruno Neher

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Elba Ramalho – Fogo Na Mistura

capa

Colaboração do Arlindo.

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A música que se tornou mais conhecida desse disco é “De Volta Pro Aconchego” de Dominguinhos e Nando Cordel.

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Destaque para “Mexe Mexe Funga Funga” de Severo e Jaguar.

Elba Ramalho – Fogo Na Mistura
1985 – Barclay

01. Fogo na Mistura (Tunai / Sérgio Natureza)
02. De Volta Pro Aconchego (Dominguinhos / Nando Cordel)
03. Como Se Fosse A Primavera (De Que Callada Manera) (Pablo Milanés / Nicolás Guillén)
04. Desassossego (Moraes Moreira / Guilherme Maia)
05. Mexe Mexe Funga Funga (Severo / Jaguar)
06. No Caminho de Cuba (Jaime Além)
07. Anjo do Prazer (Tadeu Mathias / Jaguar)
08. Equilibrando os Planos (Altay Veloso)
09. Sambaiãozar (Pinto do Acordeon)
10. Pátria Amada (Carlos Fernando)

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Abdias – Segura o Pé de Bode

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Colaboração do Zezé Martins, digitalizado e enviado pelo sergipano Everaldo Santana.

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Um raríssimo disco do Abdias, a maioria das músicas é instrumental, com apenas duas músicas cantadas e uma que tem coral a somente no refrão.

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Participação de Osvaldo Oliveira nas faixas “Fraguei” de Osvaldo Oliveira e Dilson Dória; e “Não Posso Lhe Perdoar” de Jacinto Silva e Sebastião Rodrigues.

Abdias – Segura o Pé de Bode
1967 – CBS

01. Deixa Cair (Airão Reis / Genival Cassiano / Ayrão Filho)
02. Forró Em Novo-exú (Maria Angelim)
03. Zefinha das Camoranas (Onildo Almeida)
04. Zé Bochudo no Forró (Genival Cassiano / Abdias Filho)
05. Eu e Você (Osvaldo Oliveira)
06. Fraguei (Osvaldo Oliveira / Dilson Dória)
07. Segura o Pé de Bode (Adpt. Abdias Filho)
08. Forró Em Cabochá (Sebastião Rodrigues / Antônio Bezerra)
09. Vem Morar Mais Eu (Airão Reis / Borrachinha)
10. Renitente (Borrachinha / Sebastião Rodrigues)
11. Fiz Pra Você (Neno / Ademar Caetano)
12. Não Posso Lhe Perdoar (Jacinto Silva / Sebastião Rodrigues)

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Pernambuquinho – Retrato do Norte

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Colaboração do João Carlos Almeida, de Brasília – DF.

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Pelo que vemos das informações da contra capa, ele devia ser próximo ao Trio Nordestino de SP, que é citado em uma das músicas e tem o Toninho do Acordeon como compositor em outra.

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No autógrafo tem a data de 1986, mas o disco é de 1985.

Pernambuquinho – Retrato do Norte
1985 – Som Brasil

01 Retrato do Norte (Vitorino V. da Silva – João Dias da Silva)
02 Metrô Brasileiro (Sebastião V. da Silva – João Dias da Silva – André P. Aarão)
03 Pé tão Querido Sebastião V. da Silva – André P. Aarão)
04 Caboclo Forte (Sebastião V. da Silva – João Dias da Silva)
05 Rainha do Mar (Sebastião V. da Silva – João Dias da Silva)
06 Vem cá Paulina (João Dias da Silva – Pernambuquinho)
07 Saudade do meu Pé de Serra (Sebastião V. da Silva – Sargento Pinheiro – João Dias da Silva)
08 Caboclo Nordestino (Pernambuquinho)
09 Fale menos Gente (Sebastião V. da Silva – João Dias da Silva)
10 A moreninha (Sebastião V. da Silva – Toninho do Acordeon – João Dias da Silva)
11 Tempo de Antigo (Sebastião V. da Silva – João Dias da Silva)
12 Morena dos Olhos Tristes (André Pinheiro – Sebastião V. da Silva)

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Alceu Valenca – 7 Desejos

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Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ

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Arranjos e Concepção: Alceu Valença; Violões: Alceu Valença, Paulo Rafael e Herbert Azul; Percussão: Marcos Suzano; Teclado: Márcio Miranda; Sax Soprano: Paulinho Andrade; Trombone: Ed Maciel; Acordeon: Severo; Coro Masculino: Alceu, Herbert, Guto Graça Mello e Flávio Sena; Coro Feminino: As Gatas

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Sete Desejos remete a Estação da Luz que remete a Molhado de Suor. São discos gêmeos. Herbert Azul ia muitas vezes em minha casa e assim fizemos algumas composições em parceria. Chamei ele, Paulinho Rafael e Marcos Suzano e entramos em estúdio para fazer este disco. Guto Graça Mello produziu e fez os arranjos de cordas. Tem uma participação belíssima de Zizi Possi, em “Tesoura do Desejo”, além de “Belle du Jour”. (fonte)

Alceu Valenca – 7 Desejos
1992 – EMI

01. Papagaio do Futuro (Alceu Valença)
02. La Belle de Jour (Alceu Valença)
03. Tesoura do Desejo (Alceu Valença) Participação: Zizi Possi
04. Sete Desejos (Alceu Valença)
05. Junho (Alceu Valença / Geraldo Valença)
06. Tomara (Alceu Valença / Rubem Valença Filho)
07. Bicho Maluco Beleza (Alceu Valença)
08.
Papagaio do Futuro (Alceu Valença)
Coco das Serras (Tradicional / Adpt. Emmanuel Cavalcanti)
09. Desprezo (Alceu Valença)
10. Respeita Januário (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
11. Desejo (Alceu Valença)

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Quem somos

Somos uma rede filantrópica colaborativa de colecionadores e músicos.

Uma comunidade que se conheceu e se comunica virtualmente, unidos em torno de uma paixão comum, o forró tradicional.

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Um grade abraço,
DJ Ivan

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