Sandro Becker vol.8

Atendendo a pedidos e mais pedidos, ai vai mais um LP do Sandro Becker, lançado em vinil, recebido de um colaborador que, atenciosamente, digitalizou o disco e generosamente nos enviou.

O forró tem várias vertentes, várias variações, Sandro Becker tinha sua própria linha. Um artista, que, de sua forma particular teve seu espaço nos vinis durante toda década de 1980, ótimos músicos estão presentes nas gravações.

Mais uma colaboração do Jalon Cabral Neto, ele comentou:

“Esse disco é de 1988, foi sucesso nacional, o destaque foi a faixa 10 ‘O tico tico’.”

Arranjos de Maestro Chiquinho, o disco vem repleto de composições de João Gonçalves em parceria com o Sandro Becker.

Sandro Becker vol.8
1988 – Copacabana

01. Papagaio falador (Sandro Becker – João Caetano)
02. Goiaba bichada (Sandro Becker – João Gonçalves)
03. Relíquia (João Gonçalves – Sandro Becker)
04. Pra mexer (Sandro Becker)
05. Pirão de mandioca (João Gonçalves – Sandro Becker)
06. Você não faz nada (João Gonçalves – Sandro Becker)
07. O rei da tatuagem (João Caetano – Sandro Becker)
08. Melô do talco (Braguinha)
09. Pagode nordestino (Sandro Becker)
10. O tico-tico (João Caetano – Manhoso)
11. Guerra de mamão (João Gonçalves – Sandro Becker)
12. Camisa de criança (Sandro Becker)

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Walmir Silva – Vida de circo

Mais uma colaboração do Maicon Fuzuê, do Trio Araçá. Infelizmente, de Walmir Silva ainda não consegui levantar informações, se alguém puder ajudar…

De qualquer forma é um disco muito bom, bem balançado e bom para dançar, fiquei feliz em achar essa versão de “Briga no casamento”, música que eu toquei muito nos forrós, mas não sabia com exatidão o ano e os autores.

Direção de produção de João Florentino, produtor executivo Fernando Borges, arranjos e direção de Antonio Erasmos do Vale, destaque para o xote “Briga no casamento” de Genésio Guedes e Walmir Silva e para o forró “Eu gosto de você” de Lula do Rojão e Caçote do Rojão.

Walmir Silva – Vida de circo
1981 – Cactus

01 Vida de circo (Walmir Silva)
02 Briga no casamento (Genésio Guedes – Walmir Silva)
03 Eu gosto de você (Lula do Rojão – Caçote do Rojão)
04 Homenagem a meus pais (Walmir Silva – Dr. Ivo)
05 Tempo de criança (Walmir Silva – João Florentino)
06 Chorei, não choro mais (Walmir Silva – Genésio Guedes)
07 Saudade de Maceió (Enoque Bezerra – Walmir Silva)
08 Pé de lã (Walmir Silva – Genésio Padeiro)
09 O bom coquista (Sinval Francisco – Walmir Silva)
10 Sofrendo sem oferecer (Cabo França)

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Direito autoral é do autor?

Quase dois séculos de implantação da Lei do Direito Autoral (no Brasil, mas em outros países não é muito mais tempo) precisam ser revistos mais uma vez. Aconteceu muita coisa nesse meio tempo. Livros, discos, textos teatrais, fotografias, ilustrações (e sei lá mais o quê), “produtos” que antes eram resultado de processos caros e complexos — detidos por investidores e produtores de cultura, incluindo muitos que mereceriam aspas, mas deixo assim —, podem hoje nem existir fisicamente mas circular por e-mail, sem nenhuma possibilidade de controle por parte de quem insiste em querer controlar alguma coisa.

É preciso perceber, rápida e definitivamente que, nesse meio tempo, a figura do investidor (leia “editor”) deixou de ser necessária. É possível escrever em casa, imprimir em casa, gravar em casa, copiar em casa, produzir e multiplicar em casa, divulgar e vender a partir de casa. É preciso que o artista perceba que não precisa mais se render a um intermediário que o publique, que não é preciso ficar refém de um pretenso poder de distribuição e divulgação, até porque esse poder está acabado ou, no mínimo, acabando. Já disse uma vez aqui, mas repito: Andy Warhol se enganou. No futuro (isto é, hoje), as pessoas não são famosas por quinze minutos, as pessoas só conseguem ser famosas para quinze pessoas. Por que empenhar sua obra e sua alma a um editor que a venderá para quinze pessoas, e só lhe repassará dez por cento? Mas isso é outro assunto.

É fácil perceber que há algo errado com a Lei do Direito Autoral quando se verifica quem a defende: ‘artistas’ fabricados e os megainvestidores por trás deles. Mas antes de sentar para redigir outra, é preciso lembrar que a Lei do Direito Autoral deve proteger o autor, porque hoje ele é o último dos urubus na fila desse banquete: dez por cento do que o investidor DIZ que vendeu, descontados disso e daquilo. E olhe lá.

E enquanto ninguém se resolve a mudar isso, as corporações vão mexendo seus pauzinhos e derrubando um aqui outro ali, esperneando. Que derrubem muitos, mas antes de cairem todos, cairá também a lei do direito autoral e todos os vampiros que vivem dela. Alguém, por favor, lhes meta logo uma bala (de prata) no coração, em prol da Liberdade. Trecho final de um texto de Branco Leone, veja o texto na íntegra)

Gravadoras X Internet

Para os que adoram uma boa discussão, aqui tem um pouco mais de argumentos para apimentar esse assunto e fomentar uma solução mais inteligente e menos arbitrária para a questão da liberdade de circulação de informação, no nosso caso, que também já fomos tolhidos há alguns meses, e no caso da maioria dos inúmeros demais blogs musicais.

“Um dos grandes ganhos para os pesquisadores e amantes da música brasileira foi a proliferação de sites e blogs de trocas de músicas. Preciosidades voltaram a circular, antigos LPs ganharam versão digital, e centenas de milhares de pessoas puderam ter acesso a um acervo inestimável, que certamente motivou muita gente a comprar, pedir e cobrar de lojistas, que por sua vez pressionaram gravadoras, que algumas vezes relançaram parte do acervo que mantinham fora de circulação por ser “pouco comercial”.

Mas evidentemente as trocas pela Internet não se limitam às gravações esgotadas. A facilidade de circulação de informações e downloads faz com que os fãs de música troquem gravações caseiras, registros ao vivo e, claro, músicas em catálogo e lançamentos recentes.

Um fã de música brasileira que more numa das centenas de pequenas cidades do interior do Brasil não tem acesso a lojas de disco, ou conta com uma oferta restrita apenas aos sucessos radiofônicos. Estas trocas aumentam a curiosidade, estimulam as vendas, promovem a divulgação.

Evidentemente, as gravadoras pensam o contrário. Preocupadas com a revolução digital inexorável que vem mudando as regras do comércio musical, tentam vetar, impedir, proibir a circulação de músicas pela Internet. Ou pelo menos buscam uma forma de taxar, lucrar com essa onda.

Há muitos e bons blogs de música brasileira na Internet. Não tenho vergonha de dizer que várias gravações que aqui comentei foram ouvidas pela primeira vez de forma gratuita, baixadas na rede. Não tenho dúvida de que muita gente leu, ficou interessado, foi até uma loja e comprou o CD. Não ganhei nada com isso, mas a gravadora certamente teve lucro. Ou seja: divulgar o produto de graça é bom, não parece?” (Trecho inicial do texto de Daniel Brasil, ver texto na íntegra)

Os cabras – Ao vivo

Os Cabras vêm para renovar o casting da música nordestina e suas origens, com o repertório de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Sivuca, Marinês, Ary Lobo, Trio nordestino, O 3 do Nordeste entre outros. Bebendo dessa água musical formou-se “Os Cabras” que procuram manter a fidelidade e as tradições do autêntico forró pé de serra. Viva Gonzagão, Viva a Nação Forrozeira!!!

Marcelo Mimoso (Voz-Triângulo) nascido na cidade do Rio de Janeiro,filho de nordestinos,que dá continuidade aos passos do pai Fidelis do Acordeon nascido na cidade de Remigio-PB.

Cesinha (Acordeon) Nascido em Petrópolis, filho de Cesar do Acordeon,também de Petrópolis,Cesinha começou a fezer seus primeiros dedilhados aos 11 anos de idade inspirados no mestre Dominguinhos.

Rodrigo (Zabumba-Voz) Nascido em Natal/RN filho de Mário Filho grande violonista da MPB.
(informações extraídas do sítio do trio)

Essa gravação foi feita em Junho de 2008, no Rio de Janeiro – RJ, e nela o trio foi acompanhado de Mozart Laranjeira tocando baixo, Cachaça tocando cavaco, guitarra e viola de 10 cordas e André Vercelino nas percussões, além da participação especial de Mariana Melo em “Feira de mangaio” e “Eu só quero um xodó”.

Os cabras – Ao vivo
2008

01
Lamento sertanejo (Dominguinhos)
02
É proibido cochilar (Antonio Barros)
Toque de fole (Bastinho Calixto – Ana Paula)
Forró de tamanco (Antonio Barros)
Bota severina pra moer (Zé Mocó – Zé Marcolino)
03
Sanfona sentida (Dominguinhos – Anastácia)
Estrela de ouro (José Batista – Antonio Barros)
Baião granfino (Marcos Valentim – Luiz Gonzaga)
Viola de Penedo (Luiz Bandeira)
Dono dos teus olhos (Humberto Teixeira)
04
O xote das meninas (Luiz Gonzaga)
Sala de reboco (Luiz Gonzaga – José Marcolino)
Zé do rock (João Silva – Raymundo Evangelista)
Minhas desculpas (João Silva – Zé Mocó)
Onde está você (Zezum)
Volta e meia (Dominguinhos – Climério)
Preciso do teu sorriso (João Silva – Enok)
05
Homenagem a Chiquinho do acordedon (Dominguinhos)
O fole roncou (Nelson Valença – Luiz Gonzaga)
06
De onde vem o baião (Gilberto Gil)
Forrozeiro apaixonado (João Gonçalves)
Forró no sertão (Anastácia – Dominguinhos)
Plantio de amor (Dominguinhos – Climério)
07
Espumas ao vento (Accioly Neto)
Meu cenário (Maciel Melo)
Abri a porta (Gilberto Gil – Dominguinhos)
08
Feira de Mangaio (Glorinha Gadelha – Sivuca)
Eu só quero um xodó (Anastácia – Dominguinhos)
09
Taxi lunar (Alceu Valença – Geraldo Azevedo – Zé Ramalho)
Morena tropicana (Alceu Valença)
Esperando na janela (Targino Gondim – Manuca Almeida – Raimundinho do Acordeon)
Colo de menina (Jorge Filho)
10
Gostoso demais (Dominguinhos – Nando Cordel)
Baião da garoa (Luiz Gonzaga – Hervê Cordovil)
Tenente Bezerra (Gordurinha)
Pau de arara (Guio de Moraes – Luiz Gonzaga)
O último pau de arara (Venâncio – Corumba – José Guimarães)
11
A ordem é samba (Jackson do Pandeiro – Severino Ramos)
Rapa cuia (Bezerra da Silva – Jorge Garcia)
Saxofone por que tu choras? (Ratinho)
Brasileirinho (Waldir Azevedo)
12
Forró e paixão (Carlinhos axé e Gonzaguinha do Baião)
Tenho sede (Anastácia – Dominguinhos)
Fumacê (Rossini Pinto – Solange Corrêa )
O vira (João Ricardo – Luli)
Pense n’eu (Gonzaguinha)
13
Sete meninas (Toinho – Dominguinhos)
Sebastiana (Rosil Cavalcanti)
Nilopolitano (Dominguinhos – Sivuca)

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CD – Cataia – Nesta terra de ninguém

Com originalidade e bom gosto, a Cataia faz seu cardápio musical usando vários ingredientes. A base vem da rica música brasileira, principalmente regional — o forró tradicional, aliado às cirandas, às toadas de boi e outros ritmos brasileiros, e instrumentos africanos (djembê e dununs).
A banda tem o sabor da planta que nos empresta o nome, tem propriedades medicinais e que, curtida na cachaça, resulta em uma bebida especialmente interessante. (Extraído do release da banda)

Visite o sítio oficial = http://www.cataia.com.br/

A banda Cataia nasceu em 2001, na Ilha do Cardoso (litoral Sul de São Paulo) e leva esse nome devido a uma árvore característica da região cuja folha é usada para fazer uma bebida típica. A foto acima mostra as folhas da referida planta.

Na época da gravação desse disco, ainda eram da formação o percussionista Ricardo Abreu, conhecido como ‘Lango’ e o baixista Afonso Perks. Atualmente a formação é:

Rodrigo Fonseca: Voz / Violão / Flautas
Fabrício Batalha : Djembê / Dununs / Congas / Pandeiros / Caixa / Efeitos
Richard Lefèvre: Sanfona / Percussão
Xitão Moreira : Voz / Zabumba
Alexandre Benato: Guitarra / Violão / Viola de 10
Edson Figueroa: Baixo

Tive o privilégio e o prazer de participar da produção desse CD. Foi um grande aprendizado, além da oportunidade de conhecer bem os músicos e posteriormente conhecer a ilha do Cardoso, com toda sua magia, fazendo com que as músicas que havíamos trabalhado no estúdio, fizessem muito mais sentido.

Cataia – Nesta terra de ninguém
2002 – Candeeiro discos

01 Pra que mudar? (Rodrigo Fonseca – Richard Lefèvre)
02 Vida sem dor (Washington Moreira – Rodrigo Fonseca)
03 Gato gordo (Afonso Perks – Marcelo Farias Cardoso)
04 Mangabeira (Washington Moreira – Luiz Feijóli)
05 Intrevero na casa de Nicolá (Richard Lefèvre)
06 Bonito de Santa Fé (Rodrigo Fonseca)
07 Vento dos sonhos (Rodrigo Fonseca)
08 Amarelo que brilha (Richard Lefèvre)
09 Vardes mares (Rodrigo Fonseca)
10 O canto do sabiá (Ione Lefèvre – Richard Lefèvre)
11 Terra de ninguém (Richard Lefèvre – Rodrigo Fonseca)
12 De repente (Afonso Perks – Marcelo Farias Cardoso)
13 Xaximbo (Rodrigo Fonseca – Richard Lefèvre)
14 Sunumberimbá (Kamberimbá) (Ritmo Sunu tradicionalmente tocadopela etnia Kassunke na região de Kayes no Mali / África)
Faixa bônus: Hino ao Marujá (Dedo – Castor) (Adapt. Expedito)

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